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Review de Age of Mythology para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Quem nunca ouviu falar em medusas, minotauros, gigantes, dragões, escaravelhos do tamanho de casas, múmias, cavalos alados, ciclopes, centauros, e até criaturas marinhas capazes de afundar embarcações que se aventuram em mares desconhecidos? Pois bem, esta fúria de titãs é o que você pode encontrar em Age of Mythology, o mais novo jogo de estratégia em tempo real da Microsoft e Ensemble Studios.

Embora a Microsoft insista em afirmar que não se trata de uma continuação de Age of Empires, é natural encará-lo como uma seqüência deste popular ???RTS???, só que agora com uma história baseada nos mitos. Será que a idéia emplaca? Continue lendo.

Só faltou o saci-pererê e a mula sem cabeça


A grande novidade de Mythology em relação à série Age of Empires (AOE) é o tema novo que engloba o culto a deuses, a produção de unidades míticas, e o uso de poderes no bom e velho estilo do consagrado Populous.

Tudo é bem parecido com AOE (sons, ícones, teclas de atalho, interface, etc). Você tem sua vila e precisa recolher recursos para a produção e desenvolvimento da mesma. Ou seja, você continua tendo que recolher madeira, ouro e alimento; só as pedras desapareceram, dando lugar a um novo recurso: a benevolência dos deuses.

E a benevolência é um dos recursos mais importantes, pois é ela que permite a produção de unidades míticas como o Colosso, a Hidra, a Esfinge e muitos outros já relatados no começo da análise. E é nesse ponto que Mythology é bem divertido. Vamos ver o por quê:

Ao começar um jogo você deve escolher um entre nove deuses maiores, do qual você será devoto. São três deuses supremos para cada civilização (Gregos, Egípcios, e Nórdicos), cada um com características distintas que variam da produção de determinadas unidades até poderes míticos especiais. Se você escolher Zeus, supremo do Olimpo, terá de lambuja o poder do raio que mata uma única e qualquer unidade na hora, mas que, como todos os outros poderes, só pode ser usado uma vez. Isso aumenta em muito a estratégia de batalha, já que faz você usar esses benefícios em momentos cruciais sem querer desperdiçar.

Agora não pense que a escolha de qual deus venerar é feita somente no início de um jogo. Ao evoluir sua civilização, na transição das Idades (Arcaica, Clássica, Heróica, e Mítica), você deve escolher entre dois deuses menores (ou ???semideuses???, se assim preferir), que assim como os deuses supremos, também têm suas peculiaridades. O mais interessante é que essas divindades menores que estarão disponíveis para a escolha dependerão de qual deus maior você escolheu venerar. Ou seja, se escolheu Hades como supremo, ao avançar da idade clássica para heróica você terá à disposição Afrodite (deusa do amor) ou Apolo (deus do sol). Agora se escolher um deus egípcio supremo, você terá futuramente para escolher ???semideuses??? completamente diferentes.

Em síntese, os deuses, tanto supremos quanto menores, variam de acordo com a civilização escolhida. Cada civilização tem nove deuses menores distintos fazendo com que o jogador adote um estilo de jogo diferente, mesmo que use a mesma civilização e até o mesma divindade suprema que um outro jogador. Isso é algo que aumenta bastante a diversão e durabilidade, pois diversifica os exércitos.

Outra distinção entre as civilizações existe nas opções de construção e produção, como em qualquer jogo de estratégia em tempo real. Só que essas diferenças, no caso de AOM, são mais brandas. O que mais diferencia uma civilização da outra (entre outras coisas obvias como a arquitetura das construções) é a forma de como obter a benevolência: enquanto que os gregos precisam de peões orando no templo, os egípcios precisam construir monumentos. Já os nórdicos ganham tal recurso combatendo os inimigos.

Devotos da Microsoft não ???pecaram??? pela beleza


A primeira coisa a se notar em Age Of Mythology é o empenho dos programadores em fazer algo totalmente novo graficamente. Com um sistema gráfico 3D poderoso, capaz de reproduzir os mínimos detalhes necessários para um jogo de estratégia, e uma variedade de efeitos especiais, AOM ficou realmente maravilhoso! Você pode ver dezenas de fotos, comentários, e até filminhos do jogo, mas só quando você realmente joga é que pode perceber a dimensão dos detalhes gráficos.

Vamos falar da água, por exemplo. Há ondas batendo nas praias umas após as outras, tubarões e pequenos cardumes nadando no litoral ou em alto mar, algas balançando de um lado para o outro dando consistência ao movimento do oceano e por aí vai. Dá até um gostinho de água salgada na boca.

Além do mar, todo o resto está muito, muito bonito. As árvores sendo derrubadas, os animais em movimento, as unidades produzidas, tudo é recriado com animações detalhadas. Isso sem falar os poderes dados pelos deuses devotados. Uma chuva de meteoros caindo sobre o local demarcado parece mais um show pirotécnico, arrancando com violência tudo que está em seu caminho, causando uma certa deformidade no terreno. Se ali estiver uma floresta, ela será destroçada e os troncos voarão longe carbonizados, se houver gente e construções, eles serão dizimados. Um incêndio na floresta destrói toda a área com tudo que estiver dentro e adjacente com um fogo belíssimo.

E finalmente os gráficos das unidades, principalmente as místicas, são de alto nível. Não há nada mais belo do que ver um ciclope - aquela criatura de apenas um olho e um chifre no centro da testa - arremessando os inimigos contra os outros com sua clava. Ou então, o Kraken (uma espécie de lula gigante) atacando com seus tentáculos os soldados de prontidão nas praias. E ainda as medusas e escaravelhos em ação. ?? simplesmente lindo!

Sexythology


Outra coisa fantástica que você notará logo no início é o trabalho de dublagem, totalmente em português, pra felicidade dos jogadores brasileiros. O destaque neste quesito fica para a voz extremamente sexy da garota que narra o tutorial do jogo (se você que narrou AOM estiver lendo essa análise, me mande um e-mail. Gostaria de conhecê-la melhor). Como é difícil explicar a voz desta Afrodite, aqui vai um exemplo.

Ah sim, a dublagem masculina no jogo também é de boa qualidade em todos os momentos, e isso pode ser observado com facilidade, já que entre e durante as missões no modo de campanha sempre há filminhos carregados de diálogos que dão forma à história.

O Veredicto:
Age of Mythology é um jogo que vem para dar uma reciclada na linha de estratégia Age of Empires com um tema diferente, um sistema gráfico sensacional, e uma jogabilidade muito boa e bem balanceada. Só ficou devendo alguma inovação significativa para quem já está farto da fórmula de sucesso da série ???Age of???.

Prós:
+ Gráficos maravilhosos;
+ Não exige uma máquina muito possante;
+ Sistema de deuses divertido e estratégico;
+ Criaturas mitológicas são ótimas;
+ Dublagem feminina de alto nível.

Contras:
- A mesma fórmula de Age of Empires. Pouco original, apesar de tudo.


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