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Review de Commandos: Beyond the Call of Duty para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Commandos é uma série de guerra original, que mistura estratégia e aventura em dose explosiva. A ação se passa durante a 2º guerra mundial, e você terá de comandar uma equipe de soldados com habilidades especiais para realizar missões secretas em prol dos aliados.

Os Comandos são 6 homens de nacionalidades diversas, cada qual com sua especialidade e com características próprias, que fazem desta unidade especial uma força completa, capaz de abrir caminho no seio das tropas do Eixo. Sabotagens de bases e equipamentos da máquina de guerra nazista, assim como arrasar por completo pontos de localização estratégica, ou eliminar generais do exército alemão, são o dia a dia deste grupo de homens excepcionais.

Os Commandos


Sargento Jerry "Tiny" Mchale -- Boina verde: Quando ingressou nos Comandos, Tiny havia acabado de ser condenado por uma corte marcial, a 14 anos de trabalhos forçados, por ter esmurrado um oficial. Sua sentença foi anulada ao se tornar um Comando. Tiny é natural de Dublin e foi campeão de boxe do exército por quatro vezes consecutivas.

Nos Comandos ele é a personificação da força física, e habilidade com os punhos. Um elemento perigoso a serviço dos aliados, movido pelo prazer de lutar. Tiny usa sua faca de aço carbono com destreza, e põe o inimigo a nocaute com um único soco. ?? capaz de escalar encostas íngremes, e até muros, apenas com uma machadinha, sem o uso de nenhum equipamento de proteção ou cordas. Ele também é perito em camuflagem, e pode se esconder sob a neve para atacar o inimigo de surpresa, numa de suas manobras favoritas.

Sid "Tread" Perkins -- Motorista: Tread se alistou no exército britânico vindo foragido da América. Rato de rua do Brooklin, este homem pode manusear com extrema habilidade qualquer armamento ou veículo terrestre. Ele carrega consigo uma submetralhadora e um rifle, e nas missões em que está presente, é o homem que administra os primeiros socorros aos comandos feridos.

James "Fins" Blackwood -- Mergulhador: Fins é um engenheiro naval australiano. Foi remador em Oxford e já atravessou o Canal da Mancha a nado. Segundo seus companheiros, poderia cruzar o atlântico numa caixa de sapatos... desde que tenha uma boa reserva de "combustível". Fins já atingiu o posto de capitão, mas foi gradualmente rebaixado após sucessivos problemas de comportamento, principalmente no que diz respeito a sua quedinha para o álcool. Quando já estava por ser expulso das forças armadas, teve a opção de ingressar nos Comandos como soldado raso, e presta serviços de valor inestimável ao grupo. ?? indispensável nas operações aquáticas e em terra é um destemido combatente. Como Tiny, aprecia as armas brancas, e seu arpão de mergulhador é muito eficaz e discreto.

Thomas "Inferno" Hancock -- Sapador: ?? o especialista em explosivos dos Comandos. ?? químico e ex-bombeiro, este leal inglês de Liverpool. Além de se encarregar de todos os explosivos de alto risco, Inferno é o único a portar granadas e a utilizar um alicate para abrir brechas nas cercas dos acampamentos alemães. Sua armadilha de ursos envenenada é bem útil nas operações militares.

Sir Francis "Duke" Woolridge -- Atirador de elite: Woolridge é um matador frio e calculista. Este cavalheiro, membro da aristocracia de Sheffield, já foi condecorado por ter matado o comandante de uma guarnição alemã, a uma distância superior a 1,5km. Quando Duke é solicitado para uma missão, é porque com certeza seus tiros certeiros serão imprescindíveis para o seu sucesso.

Rene "Spooky" Duchamp -- Espião: Nascido em Lyon, Duchamp tem um currículo invejável: Aos 25 anos, entrou para o serviço secreto francês. Foi o chefe de segurança da embaixada em Berlim, onde obteve informações valiosíssmas sobre o alto escalão de Hitler. No início da guerra, tornou-se um dos líderes e co-fundadores locais da resistência. Poliglota, exerce com maestria as artes da espionagem e do assassinato. Carrega sempre um frasco com veneno letal (cianeto de potássio) e se aproveita dos disfarces para sufocar o inimigo com clorofórmio.

Um Chamado do Dever


Commandos coloca você em pleno campo de batalha, permitindo que você seja tanto o comandante da missão quanto o soldado que está arriscando a pele para combater a ameaça nazista. Ao som de sinos marciais dobrando ao fundo, a sensação é de um realismo tão intenso que a emoção em cada missão se torna uma obsessão: você não pode falhar. ?? o destino da humanidade que está em suas mãos. A cada passo, cada manobra, o sucesso da missão toma forma. A cada decisão sua, são milhares de vidas que estão sendo salvas.

Em "Commandos - atrás das linhas inimigas", são 24 as missões pela Europa e norte da África, enquanto que em "Um chamado do dever", temos mais 8 novas missões na Europa oriental e Grécia.

"Um chamado do dever" é uma continuação com cara de upgrade. Um grande barato para quem se vidrou no primeiro e ficou querendo mais. Talvez seja difícil em excesso para quem não está acostumado com a interface e com o timing preciso, necessário para concluir as operações. Para se ter idéia, o nível de dificuldade já se manifesta de cara na primeira missão - o objetivo é explodir a base alemã situada numa ilha e destruir o farol, usado para guiar as embarcações inimigas pelas águas minadas.

?? uma missão bastante complexa para quem está estreando, e pode desanimar os mais fracos. Porém os bravos vão se sentir mais fortes, após superar estes primeiros obstáculos, e serão recompensados plenamente em sua curva de aprendizado. Para se ter uma idéia da primeira missão: você começa do bote inflável, com quatro dos seus homens, e tem que usar de cara o franco-atirador e o mergulhador, que vão liquidar as vigílias próximas ao deque e junto ao farol, permitindo o desembarque dos homens em terra. Após uma série de confrontos com os soldados inimigos, ter conseguido chegar com uma estratégia de ataque vitoriosa ao topo da ilha, e explodir todo o necessário, você ainda precisa escapar pelo bote. Há um ponto de encontro marcado com um barco de resgate, ao sudeste da ilha. Até aí tudo bem, só que as águas estão repletas de minas submersas, e se você não havia percebido que tinha de poupar munição do rifle de longo alcance, para abrir passagem por entre as minas.. paciência. Você falhou por sua própria imprecaução, e vai ter que reiniciar o jogo. Está aí um exemplo de como esta continuação de Commandos é direcionada mais para veteranos de guerra, que para ingênuos civis.

De qualquer modo, nada é impossível para os heróis que demonstrarem garra e disciplina. Jogue no nível de dificuldade "easy", observe o inestimável recurso do "quick save/load" em seus avanços, e atenda resolutamente ao chamado do dever.

Inovações


Quem já jogou o primeiro título da série, terá também o prazer de constatar as novas armas e situações, que dão ainda mais fôlego ao jogo. Agora todos os comandos podem se apoderar dos maços de cigarros que encontram nos bolsos dos cadáveres frescos. Sempre que você deixar os cigarros na rota de uma patrulha ou soldado inimigo, ele enxergará e vai parar pra pegá-los no chão. Então.. fogo nele!, ou corte-lhe a garganta.. o que for melhor. A importância do chamariz também se manifesta em outras inovações. Os seus homens poderão jogar pedras à vontade, sempre que você quiser chamar a atenção do inimigo (você poderá se divertir com a estupidez estóica de alguns nazistas, que recebem pedradas durante horas e nem sequer se dão conta de que alguém as atira).

E agora você poderá deixar o inimigo inconsciente, para depois algemá-lo e fazer com que ele cumpra suas ordens. Você pode fazer isso usando o poderoso soco do sargento Mchale, o cassetete de Tread, ou com o lencinho embebido em clorofórmio de Spooky, que pode ainda se apossar dos uniformes dos soldados reféns para distrair o inimigo. Aliás, isto também está mais difícil nesta versão, pois um disfarce de pracinha só poderá enganar os pracinhas, assim como o de sargento será desmascarado por um oficial superior. Sem falar na inclusão dos temidos homens da Gestapo, a cujo olhar nada escapará, e que poderão reconhecer a presença inimiga só pelo olfato.

Outra novidade é a participação de dois novos personagens aliados. Um é Dragisa Skopje, oficial do exército guerrilheiro iugoslavo. E o outro.. é uma bela mulher! Contato da resistência holandesa, Natasha Van der Zand se produz com um batonzinho ardiloso, e exerce o seu fascínio para desestabilizar os pobres e indefesos alemães.

O mesmo grande jogo


No mais, "Um chamado do dever" mantém a classe do primeiro jogo da série. Os clips de instruções das missões são de babar, embutidos de vídeos de guerra extremamente bem sincronizados com a narrativa. São sempre uma motivação a mais, além de produzir uma ambientação perfeita ao clima belicoso da 2º grande guerra.

A incrível profusão de detalhes foi mantida. No primeiro jogo, fazem até menção à coleção de arte do führer, com a escultura do atirador de disco exposta defronte a um quartel general nazista. "Um chamado do dever" não fica a dever. Sua riqueza visual se concentra na beleza da reprodução de época, com uma riqueza extasiante de detalhes sedutores.

Tudo em Commandos é reflexo da semelhança com situações reais de combate, e o jogo não se trai em nenhum momento sua linha de coerência. Esse trabalho minucioso proporciona grande satisfação, quando nos damos com situações onde, por exemplo, o sangue de um inimigo empoça lentamente na neve, ou quando explodimos algo e a terra toda treme. Até quando nos entregamos ao sádico passatempo de atirar em gaivotas sobrevoando a praia, somos gratificados por este grande jogo.

E uma grande vantagem é que toda sua magnificência é compatível com muito pau velho de PC. Não é preciso ter acelerador 3D nem nada.

Não carece falar nada dos efeitos sonoros. Tudo em "Commandos - um chamado do dever" é de uma integração fantástica. ?? muito bom.

O Veredicto:
Vale a pena, realmente. Se você não é fã de games de guerra ou de estratégia, não se deixe enganar: Commandos - um chamado do dever tem a medida exata para cativar qualquer jogador, e vai surpreender você.

Prós:
+ Belíssimo design; ambientação perfeita.
+ Missões muito bem boladas.
+ Interface funcional. Repleto de teclas de atalho.
+ Dificuldade é compensada com o recurso de quick save/load.
+ Riqueza prodigiosa de detalhes sedutores.
+ Cheio de variáveis e opções. Um estímulo a iniciativas diante do imprevisto.

Contras:
- Pode ser muito difícil para os novatos.


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