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Review de Combat Flight Simulator 2: WWII Pacific Theater para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Flight Simulator, o simulador de vôo lançado pela Microsoft há um punhado de anos, fez bastante sucesso e trouxe vários fãs de aviação para o PC. Com uma física estupenda e gráficos cheios de detalhes, o realismo, fator principal dos jogos de simulação, foi o mais favorecido.

Mas alguma coisa faltava para agradar a todos os tipos de fãs: o modo de combate. Pensando nisso, a Microsoft lançou em 1998 o jogo Combat Flight Simulator, uma espécie de série paralela ao Flight Simulator, com um tom um pouco mais arcade, e voltado para as aeronaves antigas.

Combat Flight Simulator agradou e sendo assim, eis que surge Combat Flight Simulator 2: WWII Pacific Theater.

Muito mais divertido


No Combat Flight Simulator original a jogabilidade é bastante afetada pelo realismo que compõe a simulação. Ou seja, é bastante difícil e as missões podem ser muito chatas. Mas em Combat Flight Simulator 2 a jogabilidade está muito mais prazerosa e sair à caça dos aviões e outras unidades e construções inimigas nunca foi tão divertido. A frota inimiga parece estar mais vulnerável ao arsenal aéreo e a física está perfeita, não tão realista como em Flight Simulator, mas ideal para um jogo de combate. Tudo isto torna as missões bem menos frustrantes que seu antecessor e entretém o jogador todo o tempo.

Para se ter uma idéia do fator diversão aí vai um dos casos ocorridos durante a jogatina: em uma missão qualquer, eu, o piloto da aeronáutica japonesa Moby Miyamoto (em homenagem a Shigeru Miyamoto), estava voando em baixa altitude em direção ao objetivo quando, de repente, aparece no radar uma pequena frota inimiga de quatro aviões vindo na direção dos caças japoneses. Ciente da situação, ordenei para que os meus "wingmen" (pilotos integrantes do meu pelotão, prontos para cumprirem minhas ordens durante as batalhas) para que atacassem o inimigo. Então, escolhi um dos aviões americanos rivais com a intenção de derrubá-lo. E assim foi... ao cruzar por ele numa manobra em que quase ocasionou um desastre, ele se deparou com o meu avião "colado" em sua traseira. Bem posicionado, disparei uma rajada de metralhadora que lhe arrancou a ponta da asa e fez com que uma pequena chama brotasse do restante da lataria. O dano causado foi o suficiente para o avião americano entrar em parafuso num mergulho mortal. Sem piedade, mergulhei também o meu avião tentando coloca-lo na mira da metralhadora. Feito isso, disparei outra rajada, só que dessa vez, mortal. O pobre piloto explodira junto com o avião em pleno ar. Agora só restavam três... Triste, mas extremamente divertido.

Shhhhh... Câmbio


Toda essa diversão citada acima vem em vários sabores: combate rápido, vôo livre, missões pré-selecionadas, multiplayer, treinamento e campanha (felizmente existem muitas campanhas). Mas foi começando o jogo no modo de treinamento é que pude perceber os fantásticos sons e efeitos desse novo título.

Existem duas nações a qual você pode treinar: os americanos e japoneses. Escolhi os japoneses, pela simpatia (nada contra os americanos). Voltando ao assunto, ao começar o treinamento, uma voz vinda da torre de comando me orientava mais ou menos assim: "Ligue o avião, solte os freios de estacionamento, mova os flaps, taxie na pista...". Essa hora você deve estar se perguntando: mas e daí? Bom, o interessante é que essas instruções são todas faladas em japonês acompanhadas daqueles ruídos tradicionais de rádio, onde o chiado e a respiração do locutor se misturam e podem ser escutados nitidamente. ?? claro que a maioria das pessoas (inclusive eu) não entende a linguagem japonesa, e pensando nisso, há uma legenda em inglês.

Além das vozes de instrução, o som pode ser apreciado realizando qualquer tarefa, principalmente disparando a metralhadora ou voando perto de um avião qualquer. ?? realmente muito empolgante escutar o estrondo do motor de um avião se afastando ou aproximando do seu. Dá pra sentir exatamente quando você está sendo perseguido pelo inimigo.

Realidade mais que virtual


Vamos falar agora do ponto forte de Combat Flight Simulator 2: WWII Pacific Theater: os gráficos.

Mesmo lhe dizendo que esse jogo roda a uma resolução de até 1280 por 1024 e 16-bit de cor, você não pode imaginar a qualidade gráfica que te espera. Utilizando recursos como "MIP mapping" (elimina a pixelização), "anti-alias" (tira a impressão de recortes nos objetos), "trilinear filtering" (filtro de textura) e "Transform and Lighting (T&L)" (um sistema de transformação e luz que explora bastante os recursos da placa de vídeo e melhora os efeitos de luz) Combat Flight Simulator 2 é ou um dos jogos mais bem feitos graficamente de todos os tempos.

E não é exagero. A riqueza de detalhes gráficos é impressionante! A combinação gráfica com a física deixa qualquer um boquiaberto. Para se ter uma idéia, se você atirar na asa de um avião inimigo, os buracos onde as balas penetraram poderão ser vistos facilmente. Dependendo do número de tiros e da região atingida na asa, você pode até arranca-la e vê-la cair sem uma direção precisa até o solo. E se você estiver atirando com a metralhadora, poderá perceber as balas rasgando o céu e os resquícios (cápsulas das balas) sendo carregadas pelo vento sobre as asas.

O avião estando sujeito aos danos proeminentes do arsenal inimigo (sendo na lataria, no cockpit, ou no motor), apresentará defeitos diferentes. A lataria, então, é a mais vulnerável. Por ser a área predominante do avião, ela apresenta inúmeros tipos de defeitos (graves e singelos).

Se acertar o motor de uma aeronave, você poderá vê-la espalhando uma fumaça preta no céu que vai sumindo com o tempo. Essa fumaça deixa um rastro apontando onde o avião foi atingido até onde colidiu (a colisão é quase certa nesses casos devido à perda do controle do avião). O mesmo acontece quando os flapes são atingidos. Simplesmente o avião fica incontrolável podendo até entrar em parafuso.

Outra interessante amostra do realismo do jogo é quando o avião sofre as turbulências ao passar pelas nuvens carregadas das tempestades e por ventos fortes. Com o tempo fechado, as nuvens oferecem uma boa proteção visual da sua aeronave perante os inimigos. O problema (não tão grave) é a turbulência que sacode o avião e o faz sair um pouco da rota. E também, o realismo se torna presente quando a aeronave sobrevoa cruzadores e outras embarcações inimigas. O tiro anti-aéreo dos canhões dessas unidades desfragmenta no ar como uma granada. Quando isso acontece perto do seu avião, a explosão dessas cápsulas pode atingi-lo seriamente ou apenas balançar a aeronave por alguns segundos com o deslocamento do ar.

E ainda, o efeito de luz revela-se ser um show à parte. Nitidamente se percebe o sol batendo no painel. Se o avião estiver de costas para o sol, o painel estará bem iluminado, do contrário, sombras o cobrirão. E se o piloto estiver com o avião apontado em direção do sol, a vista dele irá escurecer um pouco. Realmente, todo esse realismo é simplesmente incrível!

Avião de duas caudas e pilotos sem brevê!


Combat Flight Simulator 2: WWII Pacific Theater é um jogo devotado às aeronaves antiga Você poderá encontrar dezoito aviões diferentes, mas poderá jogar apenas com sete deles. São eles:

Exército Japonês: A6M2, A6M5 e N1K2-J George.

Além do desenho das aeronaves ser altamente fidedigno as máquinas de verdade, o painel de cada uma também é altamente detalhado e real. Nas aeronaves japonesas você pode até perceber as descrições dos instrumentos em japonês fixas ao painel.

Depois de tantos elogios vamos falar dos contras desse jogo, no caso: a inteligência artificial. ?? incrível o que acontece em algumas situações. Incrível e embaraçoso. Você decola, sai à procura dos inimigos, derruba-os e quando faz o retorno para pousar na base, um apressadinho simplesmente desconsidera a lei de Newton onde não pode haver dois corpos no mesmo lugar ao mesmo tempo e... buum! Seu avião explode em pedaços num acontecimento frustrante. Você perde toda a missão por causa da inteligência artificial (se é que pode-se chamar isto de inteligência). O pior aconteceu quando eu estava decolando para outra missão e vi no radar, os meus "wingmen" se chocando durante a decolagem. Lamentável!

Na verdade, esse negócio de "Wingman" não tem uma história muito boa. No antigo Combat Flight Simulator eles só serviam de isca para o fogo inimigo enquanto você saia à caça. E nesse as coisas não mudaram muito. Após voar mais de dez missões, o meu currículo tinha a excelente marca de 38 aviões derrubados. Digo que é "excelente" porque um dos meus "wingmen" tinha a medíocre marca de um avião derrubado enquanto os outros dois não tinham nenhum. E, além disso, o outro pelotão formado por quatro pilotos também não havia derrubado nenhum. Incrível!

Ainda há muito que dizer de Combat Flight Simulator 2: WWII Pacific Theater, mas vamos deixar que você mesmo desfrute desse título e tire suas próprias conclusões.

O Veredicto:
Combat Flight Simulator 2: WWII Pacific Theater é um dos melhores jogos de combate com aviões antigos. E essa versão veio para aprimorar bastante o seu antecessor trazendo muito mais diversão e um detalhamento gráfico impressionante. Está muito mais prazeroso de se jogar e tem tudo para agradar aos fãs de simulação. ?? um pena a inteligência artificial pecar grotescamente, mas felizmente não atrapalha tanto o jogo. Vale a pena conferir!

Prós:
+ Graficamente maravilhoso (chega perto da perfeição);
+ Sons incríveis;
+ Física bem realista;
+ Muito divertido.

Contras:
- Inteligência artificial continua precária.


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Outer Space
9/ 10
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