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Review de Age of Wonders para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


"Em uma terra de magia e paz, o equilíbrio das forças da luz e sombra é mantido pelo rei e mago dos Elfos chamado Inioch, que cuida do bem estar de cada súdito de seu reino. Na Corte de Inioch, os principais membros da sociedade chamados também de "Os guardiões" dedicam todo o seu tempo para que a vontade de Inioch seja cumprida em benefício de todas as raças existentes. Só que agora uma raça recém-surgida, denominada "Humanos", ameaça a paz e a ordem do reino, pois essas criaturas rebeldes e irrequietas estão em grande conflito entre o bem e o mal."

Um enredo um tanto promissor para um título de estratégia, não? Correto. Em Age of Wonders você tem a opção de escolher qual lado da história participar. Seja tanto no lado dos "The Keepers" quanto no dos "The Cult of Storms" a trama é bastante envolvente. Se você é o típico brasileiro com preguiça de ler até bula de remédio, esqueça a história que ocupa umas oito páginas das cento e setenta e oito do manual todo em português e vá direto à apresentação do jogo, que infelizmente, é narrada em inglês.

Estratégia ou RPG?


Com objetivos preestabelecidos antes de toda missão, você comanda um líder já existente ou o personaliza desde o tipo de rosto até as características de batalha e magia. Seria então uma mistura de estratégia, ação e RPG como em Heroes of Might and Magic e Master of Magic? Sim, pois ao longo da história, você poderá se deparar com vários heróis e mercenários de diversas classes (padres, arqueiros, magos, bruxos, guerreiros, druidas, rogues e todas as combinações destes arquétipos) que poderão se juntar ao seu grupo.

Para saciar a vontade dos aventureiros, existem vários itens mágicos espalhados em dungeons, templos e outros lugares especiais criados justamente para presentear o esforço do jogador ao explorar o mapa. Muito legal! Mas somente o líder e os heróis podem se equipar com os itens achados. Estes são: armas, armaduras, escudos, anéis, capacetes e todas as quinquilharias mágicas que um personagem de RPG carrega. Afinal, não são estes detalhes que fazem um bom jogo?

Além disso, após cada árdua batalha, estas unidades especiais podem ser promovidos com novos atributos (leadership, Spell Cast I, II, III e IV, Round Atack, Poison Atack) e pontos de ataque, defesa, dano, saúde, movimento...

Para os que gostam de números, são cem unidades diferentes de combate com mais de cinqüenta heróis, doze raças jogáveis (Orcs, humanos, anões, elfos, halflings, mortos-vivos, homens altos, lagartos, homens-lagarto, frostlings, elfos das trevas e goblins), mais de cem lindas e distintas magias divididas em classes (vida, morte, terra, ar, fogo, água, cósmo e especial), e vários mapas para você jogar com seus amiguinhos um multiplayer. Impressionante, com certeza! Estas belezinhas deixaram Age of Wonders com uma durabilidade incrível. Faz você querer jogar com todas as raças e descobrir todos as magias, itens e unidades existentes. Então, se isto não o satisfaz, não sei o que mais o fará.

Bonito, eu?!


O gráfico de Age of Wonders é bastante rico em detalhes e se não bastasse isto, permite a configuração de 640 X 480 a até 1280 X 1024 na resolução de vídeo. Os cinquenta quadros de animação para cada uma das cem unidades presentes no jogo permitem a fluidez constante delas, o que realmente é incrível para um jogo de estratégia em turnos.

No modo normal (visto de cima), você pode vislumbrar o colorido das montanhas, florestas, mares, rios, desertos, árvores, vulcões, templos, dungeons e até o subsolo. Mas é no modo de batalha que as coisas se tornam mais interessantes.

Neste modo, as unidades podem ser observadas detalhadamente, pois aparecem em zoom e são afetadas pelo ambiente em que estão. Ou seja, se você entrar em combate perto de um vulcão, o ambiente de batalha será sobre as cinzas de vegetação queimada pela lava, se for sobre um pântano, suas unidades lutarão sobre um aguaceiro que as farão locomover lentamente, e se você atacar uma cidade protegida por um muro, suas unidades não poderão penetrar sem a ajuda de um aríete. ?? simplesmente magnífico (ressalto a palavra "magnífico") poder observar todo o seu exército reunido perante as muralhas da cidade rival para confrontar o ubíquo inimigo.

Há algo podre no reino da Dinamarca


A diplomacia em Age of Wonders como em outros jogos de estratégia é um fator decisivo para conquistar seus objetivos. Você pode ser um verdadeiro canalha fazendo falsas alianças para conseguir novos poderes e habilidades especiais, ou um diplomata panasca cumprindo o acordo de paz. Mas uma coisa é certa: se você não quebrar seus acordos de paz em prol da prosperidade de sua raça, outros raças o farão! Por isso, se você quer causar mal estar nos seus inimigos com uma vitória rápida e suja, recomendo que deixe os bons costumes de lado e se torne um "verdadeiro canalha", pois a lucratividade e diversão são mais compensadoras. Eu garanto!

As músicas de Age of Wonders causaram uma boa impressão. Não são repetitivas, chatas ou frenéticas. Ao contrário, essas harmoniosas melodias soam muito bem para um jogo que requer concentração.

O Veredicto:
Num turbulento gênero de jogos de estratégia, Age of Wonders com certeza se destaca dos demais. Ao invés de ficar preso num estilo bastante explorado, usa recursos de jogos de RPG e um enredo digno de jogos de ação. "Voltem todos para a escola!" - Esta é o apelo que Age of Wonders parece deixar a muitos programadores que desaprenderam a conciliar belos gráficos ao bom e velho "fator diversão".

Prós:
+ Belos gráficos para o estilo;
+ Música atraente;
+ Excelente jogabilidade;
+ Boa durabilidade.

Contras:
- O índice do imenso manual é meio desorganizado.


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Outer Space
9/ 10
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