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Review de Freedom Fighters para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


A União Soviética não desapareceu, muito pelo contrário, ela está mais forte do que nunca e agora quer dominar o território norte-americano. Munidos de muito pessoal, equipamento bélico pesado e um discurso pra lá de ridículo, no mesmo estilo que Bush utilizou para invadir o Iraque, os soviéticos prometem libertar o povo americano de um governo tirano e restabelecer a paz e a democracia no país.

O palco está montado e só você, um mero encanador nova-iorquino, poderá salvar os ianques de se tornarem escravos dos vermelhos. ?? este o enredo de Freedom Fighters, novidade da mesma produtora de Hitman.

Em defesa da pátria amada


Como um encanador entrou nesta guerra? Simples. Chris Stone e seu amigo Troy estavam a caminho da casa da cliente Isabella, uma das líderes da aliança rebelde, para realizar consertos rotineiros nos encanamentos. Chegando lá, a mulher não se encontrava e eles acabaram sendo confundidos pelos soviéticos como membros da força de resistência. Os soviéticos acabam pegando Troy como refém e isso despertou a fúria de Chris, que equipado apenas com um patriótico boné dos New York Yankees e uma chave de boca, acaba entrando para o time rebelde.

A partir daí, ele passa a ganhar cada vez mais prestígio dentro da força rebelde, até se tornar um líder. Isso acontece graças a um simples sistema de carisma, que vai bonificando nosso herói à medida que ele vai realizando determinadas funções. Resgatar prisioneiros, curar civis machucados e outras boas ações nos bonificam com esses pontos de carisma, que é determinado por uma barra. Quando esta chega ao máximo, podemos utilizar mais um combatente aliado (no início podemos comandar apenas dois), que nos dará apoio nos combates.

Apesar de Freedom Fighters ser uma ação baseada em times, não pense que ele se atém a táticas mirabolantes de combate, como faz Rainbow Six e similares. O comando dos aliados é deveras simples, porém não deixa de ser muito eficiente. Com 3 botões podemos dar todas as ordens que precisamos a eles: Ataquem, defendam e reagrupem. Se apertamos um botão apenas uma vez, um aliado executa a ação desejada, e se apertamos e segurarmos um botão por 1 segundo, todos os aliados disponíveis executarão a ação. Assim podemos, por exemplo, deixar 2 soldados de guarda e utilizar os demais para atacar, embora seja bem mais interessante sempre utilizar todos para mesma função.

E eles dão conta do recado? Na maioria das vezes sim. A melhor tática é mandá-los atacar enquanto provemos suporte à distância, uma vez que é muito difícil se aventurar sozinho pelos mapas. Os inimigos, apesar de não serem muito inteligentes, têm uma pontaria afiada, por isso não vale a pena arriscar o próprio pescoço. Mande os aliados fazerem o trabalho sujo e fique atirando de longe.

Diversão light


Freedom Fighters não é um jogo sofisticado, não impressiona pela parte técnica e não tem diversos comandos ou opções diferentes. Ele dispensa complexidades e foca na ação light, sem ter que obrigar o jogador a passar por extensos tutoriais, ler manuais gigantes ou ficar decorando botões de ação. Tudo se resume em atirar, correr, pular e comandar os aliados, sempre utilizando o esquema tradicional de teclado e mouse dos jogos de ação em primeira ??? e terceira ??? pessoa.

Visualmente também ele não se destaca, mesmo assim não deixa de ser competente. Os gráficos são bons e, digamos, adequados ao tipo de jogo, mas estão longe de causar algum tipo de reação do tipo ???Curuis, bem feito pacas!???. Os efeitos de luz e fumaça também são bons, mas nada demais.

O lado positivo é que isso contribui para que FF não dê algum tipo de problema por falta de tecnologia para rodá-lo. Ele tem loading time extremamente curto e roda suave o tempo todo.

Escolha seu caminho


O jogo tem um interessante esquema de missões atreladas umas às outras, que obriga o jogador a definir um plano de ataque mais eficiente. Por exemplo, em uma fase, devemos retomar a delegacia de polícia, que se encontra abarrotada de soviéticos. Porém, ela está muito bem guardada por helicópteros e soldados, então é mais prudente entrar em outra missão primeiro e destruir a base de helicópteros, assim eles não estarão mais sobrevoando a delegacia. Mas, para fazê-lo, você deverá entrar ainda em uma terceira missão e roubar as cargas de C4. Com os explosivos em mãos, você pode aproveitar e entrar em uma quarta missão para explodir a ponte que leva soldados e mantimentos à delegacia. Sendo assim, quando você chegar lá, encontrará também menos inimigos.

Pode-se perceber então que o jogador tem a opção de ir pelo caminho mais rápido, porém mais difícil, tentando completar o objetivo primário direto ??? o que na maioria das vezes é impossível ??? ou ir completando os secundários para facilitar sua vida. O jogo lhe dá total liberdade do que fazer, portanto cabe a você escolher o melhor caminho. Depois que conseguir completar todos os objetivos primários de uma determinada área, uma nova área será aberta com o mesmo esquema.

Em termos de dificuldade, Freedom Fighters pode ser considerado como extremamente desafiador, o que pode ser entendido também como um bocado frustrante. São quatro níveis de dificuldade, mas o primeiro já consegue nos dar um certo nível de desafio, o segundo é difícil, o terceiro é bem difícil e o último é dificílimo. Sendo assim, muita gente se frustrará por morrer com freqüência e ficar agarrado em certos locais onde a quantidade de inimigos torna a missão quase um suicídio.

Esta situação é piorada pela extrema precisão nos disparos inimigos, conforme citamos mais acima. Na maioria das vezes alguns poucos disparos bem dados são capazes de nos derrubar, por isso nunca é recomendado enfrentar 3 ou 4 soviéticos frente a frente, em um cenário aberto e sem proteções, pois fatalmente você levará a pior. Utilize então seus aliados.

Eles têm um papel de fundamental importância no jogo e serão muito acionados. Sua inteligência artificial é boa e faz com que eles procurem o melhor lugar para atirar, se desloquem pelos cenários sem se agarrar nos objetos e não tomem posturas suicidas. Já não podemos dizer o mesmo da inteligência dos inimigos, uma vez que eles tomam várias atitudes esquisitas: Andam pelos cenários no meio do tiroteio como se nada estivesse acontecendo, não notam que o companheiro do lado foi morto por um disparo, vêm correndo em nossa direção como kamikazes, entre outras coisas.

Menos patriotismo e mais objetivo


Tudo em Freedom Fighters vai indo bem, mas o jogo cai um pouco na mesmice e, com algumas horas de jogatina, o interesse nele passa a não ser o mesmo do início. Primeiro porque os objetivos são bem similares e se tornam cansativos com o tempo. Depois porque existem poucos tipos de inimigos diferentes e a tática para matá-los sempre é a mesma: Despeje todos os cartuchos neles (o tipo preciso na cabeça costuma matar mais rápido, mas quando muitos inimigos estão na tela não dá para ficar mirando em cada um).

Freedom Fighters ainda peca pela falta de um modo multiplayer cooperativo, que seria muito bem vindo agregaria alguma durabilidade.

O Veredicto:
Freedom Fighters não se destaca por nada e ainda tende a se tornar cansativo pela repetição de inimigos e objetivos. Mesmo assim não deixa de ser um jogo competente, que com certeza garantirá uma diversão aos amantes de uma ação simples e sem complexidade. Se você quer saber mesmo é de tiroteio, então vá fundo porque vai gostar.

Prós:
+ Tecnicamente e ???jogabilisticamente??? simples, porém competente;
+ Taxas de quadros por segundo constantes;
+ Aliados ajudam bastante e é fácil comandá-los;
+ Sistema de carisma é legal;
+ Missões atreladas umas às outras são bem vindas e exigem do jogador que planeje suas ações;

Contras:
- Cansa: Objetivos e inimigos são bacanas no começo, mas se tornam enjoativos com o tempo;
- Um pouquinho de tática nos combates seria bem vinda;
- Ausência do modo multiplayer (que foi prometido e está presente nas versões para os consoles) reduz ainda mais a durabilidade;
- Excesso de patriotismo americano.


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