GameVicio Entretenimento: GameVicio | FlashVicio | Hhide.ME | ClubVicio | Fórum | Flow | MovieVicio

Review de The Lord of the Rings 3: The Return of the King para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Dos vários jogos baseados na franquia O Senhor dos Anéis que surgiram no ano passado, o As Duas Torres da EA certamente foi o melhor. Apesar de curta, a aventura de percorrer os cenários do filme no melhor estilo ???esmagando botões??? dos clássicos Golden Axe e Final Fight foi valorizada pelo excelente visual e bom uso das cenas do filme.

Para O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei a EA repetiu a fórmula, intensificando-a ainda mais na parte cinematográfica. O jogo traz cenas, algumas inéditas, do filme que estréia nos cinemas daqui no dia 25 de Dezembro, mescladas à parte de jogável de forma perfeita.

Jogue o filme


O Retorno do Rei conta com diversos vídeos retirados do próprio filme - quase 800 MB da instalação é só de vídeo -, e estes são apresentados em todos os finais e inícios das missões, dando um clima bem legal do que está por vir. Depois destes sempre longos interlúdios cinematográficos, é feita uma transição para os gráficos do jogo com uma sutiliza incrível e a sessão de espadadas, cajadadas e flechadas começa sempre em grande estilo. Esta transição do filme para o jogo melhorou bem em relação a Duas Torres.

Na parte jogável, os heróis continuam mantendo diálogos como nos vídeos (porém em menor intensidade), a música continua a fazer o fundo e a sensação de que estamos jogando um filme perdura até o final da missão, quando nos deparamos com mais um longo vídeo e o ciclo se reinicia.

A jogabilidade também lembra muito Duas Torres. Para quem não conhece o último jogo da série, imagine uma ação hack n??? slash no estilo de Golden Axe, porém com cenários extremamente bem detalhados e em três dimensões, e uma quantidade expressiva de inimigos na tela simultaneamente querendo a sua cabeça. Exatamente, é aquele tipo de jogo em que temos uma razoável liberdade nos cenários, mas nosso objetivo é mesmo sair de um ponto e chegar ao outro, sem muito que fazer no caminho a não ser matar inimigos e pegar alguns ???power ups???. ?? uma apertação maluca dos 3 botões de ataques, enquanto o de defesa e o especial são bem menos exigidos.

Os inimigos, que 80% das vezes são Orcs, vêm de todos os lados e sempre aos montes, sendo que, às vezes, a tela toda fica recheada deles. Chega a dar preguiça em certos momentos, pois você saberá que terá que esmagar o botão de ação inúmeras vezes para conseguir transpor um determinado local. Os movimentos especiais até que ajudam em algumas horas, como no caso do Hobbits, que têm a habilidade de ficar invisível por um determinado momento. Assim, podemos atravessar uma grande concentração de Orcs sem o estresse de ter que matá-los. Outra coisa que ajuda um bocado são os objetos dos cenários com os quais nossos personagens interagem. Por exemplo, em um lugar onde há muitos inimigos, podemos dar a volta em um despenhadeiro e causar uma avalanche, que abrirá o caminho para passarmos. Bem mais tranq??¼ilo do que matar todos, sem dúvidas. Outros objetos, como lanças e tochas, podem ser pegas e arremessadas.

Mas, o que mais ajuda mesmo a driblar essa infinita quantidade de inimigos são as habilidades especiais que compramos de cada missão. ?? medida que matamos os inimigos, vamos adquirindo experiência, que nos permitirá adquirir combos, movimentos especiais e golpes bem mais fortes que os tradicionais. Quando acumulamos uma determinada experiência, subimos de nível e um novo leque de opções compráveis aparece, ainda mais poderosas que as anteriores. A quantidade de experiência que conseguimos durante as missões varia de acordo com o número de inimigos que matamos e a nossa eficiência em matá-los. Em cada inimigo, se fizermos uma boa seqüência de golpes e não apanharmos nenhuma vez, recebemos uma qualificação que varia entre razoável, bom, excelente e perfeito. Quanto maior essa qualificação, mais experiência.

Outra uma característica muito interessante de Retorno do Rei é a possibilidade de jogar com os 6 principais personagens da trilogia: Gandalf, Aragorn, Legolas, Gimli, Sam e Frodo, além de mais 3 secretos. Quando a história está seguindo apenas um caminho, podemos escolher entre todos os eles (ou a maioria), mas em determinados momentos ela se divide e somos obrigados a trilhar caminhos diferentes com os personagens. Na verdade, são 3 caminhos diferentes: Um só com Gandalf, outro com Aragorn, Gimli e Legolas e o último com os dois hobbits, Frodo e Sam. Cada personagem terá suas experiências individuais.

Na parte técnica, Retorno do Rei dá um show a parte. Visualmente, rodando em uma boa resolução, ele tem texturas ótimas, bastante coisa se mexendo na tela e alguns efeitos interessantes. Os vídeos, entretanto, não estão na qualidade máxima. Ficam algumas pequenas sujeiras na tela, o que dá a entender que a qualidade foi um pouco piorada devido ao enorme volume de filme para ser armazenado nos três CDs do jogo (temos fotos inéditas e exclusivas abaixo, no slide-show).

Sonoramente, Retorno do Rei também manda muito bem, com as músicas originais do filme dando um clima soberbo e as vozes reais dos atores elevando o realismo. Os sons ajudam demais a manter o aspecto cinematográfico do jogo.

Defeitos


Um dos defeitos mais relevantes da versão para o PC de Return of the King é simplesmente o fato dele ser um conceito original de videogame, adaptado ao computador. Em poucos de minutos de jogatina fica claro que aqueles controles foram feitos para serem apreciados em um joystick, e que teclado e mouse é uma solução bastante desengonçada. O ideal mesmo é ter um gamepad. A posição cansa e o uso do indicador direito quase arrebenta o botão do mouse - aliás, utilizamos só os botões do mouse, porque seu movimento não é necessário.

Outro problema é a ausência de um modo multiplayer on-line. Onde já se viu sentar você e um amigo defronte um computador para jogar juntos? ??, no mínimo, esquisito. E olha que o jogo nem dá a opção por rede, ou seja, se você quiser se divertir com seu amigo, é só compartilhando um computador mesmo, o que pode ser constrangedor. Uma pena, pois o modo cooperativo é muito interessante.

O Veredicto:
Lord of the Rings: Return of the King é um perfeito exemplo de uma boa utilização de uma licença cinematográfica em um jogo, com uso intensivo do material do filme. Seu estilo simples, divertido e frenético agradará muito quem é fã da trilogia de Tolkien ou simplesmente curte uma ação descomplicada. Jogadores hardcore, entretanto, devem enjoar dele com alguma facilidade devido à simplicidade mecânica e jogabilidade repetitiva.

Prós:
+ O clima de filme do jogo é algo indescritível. Como diz a EA: ???Jogue o filme???;
+ Parte sonora impecável. ?? fácil se sair bem neste quesito utilizando as composições originais dos filmes e a voz dos atores dublando os personagens;
+ As batalhas são fielmente retratadas e dão aquele ar de grandiosidade, principalmente pela quantidade exagerada de inimigos na tela;
+ Fácil de jogar, vai agradar aos jogadores casuais;
+ Gráficos excelentes;
+ Uma das melhores utilizações de licença de filme já vistas;

Contras:
- ?? muito simples, o que pode cansar alguns e irritar outros;
- Modo cooperativo excepcionalmente mal explorado. Jogar de duas pessoas em um mesmo computador é coisa da época dos 386;
- Controle no teclado não é bom e dói o dedo indicador direito.


Nenhum comentário

comments powered by Disqus
Outer Space
8/ 10
Média da crítica
Média dos usuários
Sua nota

Sobre o colaborador

avatar de Giordano Trabach
©2016 GameVicio