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Review de Resident Evil Code: Veronica para DC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Resident Evil: Code Veronica é o quarto episódio da bem sucedida série de horror lançada pela Capcom em 1996. Muito mistério envolveu o lançamento do jogo, programado para março de 1999, mas que só apareceu no mesmo mês de 2000. Segundo a Capcom, o atraso foi motivado pela pequena base instalada do Dreamcast no Japão, mas algumas publicações sugeriram até mesmo que o jogo seria cancelado e convertido para Playstation 2 ou Dolphin. Tudo não passou de especulação, e para a surpresa geral, Code Veronica revelou-se como um dos melhores lançamentos do ano para todas as plataformas. Confira o review e descubra porquê.

Quem precisa de mais um Resident Evil?


A primeira coisa que veio a minha cabeça quando fiz a análise de Code Veronica foi: "Será que precisamos realmente de mais um jogo de horror?". Confesso que, com o passar dos anos, fui perdendo o entusiasmo pela série Resident Evil e seus infindáveis clones, principalmente pelo fato da Capcom e das outras produtoras não implementarem nada de novo em relação a jogabilidade e gráficos neste tipo de jogo.

Mas, ao iniciar este recente tributo ao horror, fui surpreendido por um clima e ambientação que não via (guardadas as devidas proporções) desde Metal Gear Solid. O cenário era sombrio e realista; a iluminação, cativante, e a personagem principal, uma belezinha de mulher. Vale a pena destacar que em Code Veronica você controla a gatinha Claire, irmã de Chris Redfield, o durão que desaparece no primeiro episódio da série e que Claire procura desesperadamente em Resident Evil 2 e neste episódio. Code Veronica é a verdadeira continuação de RE2, e a ação se passa nas instalações da maligna Umbrella Corporation, na Europa, em um laboratório localizado numa ilha remota.

Gráficos e sons de babar


Os meses em que Code Veronica permaneceu na geladeira, esperando a base instalada do Dreamcast aumentar, serviram para que o time de Yoshiki Okamoto e Shinji Mikami (os homens por trás da série) incrementasse bastante seus gráficos. Agora, pela primeira vez, os cenários de Resident Evil são todos em 3D, o que possibilita ângulos de câmera muito mais dramáticos e assustadores. Os objetos e os inimigos também estão fielmente recriados e modelados em Code Veronica.

Outra boa surpresa foram os CG???s que permeiam a narrativa. Sinceramente, nunca vimos algo tão belo em um jogo para Dreamcast. A computação gráfica de alto nível se equipara às melhores produções da Namco e Square, as maestrinas da ilusão digital. Com tanto requinte na parte visual, era de se esperar que o som não tivesse merecido tanta atenção. Ledo engano.

Em Code Veronica, as músicas de suspense e terror, os sons ambientes, as vozes dos atores, o estampido das armas de fogo e até o rugido dos monstros estão acima da média, e sem sombra de dúvida, são os melhores já encontrados na série Resident Evil. A Capcom realmente caprichou na ambientação do jogo.

Canastrões e história de amor


Talvez o fator que mais me atrai na série Resident Evil é sua história repleta de tramas e suspense. O tema de uma organização malvada que cria um vírus mutante assassino já está batido, mas o desenrolar da história durante o jogo é espetacular, principalmente para quem já jogou os outros episódios da série. Não entrarei em detalhes para não estragar as surpresas de quem ainda não experimentou Code Veronica.

O que posso adiantar é que os atores que dublam Claire e sua patota continuam com aquele inconfundível estilo canastrão, herdado de um filme "B" qualquer. E isso é legal pacas. Além disso, pitadas de romance, loucura, ambição, vingança e traumas psicológicos agitam a trama do jogo. Os destaques vão para os vilões gêmeos Alexia e Alfred Ashford e alguns cenários já conhecidos pelos jogadores... Tudo no melhor estilo Capcom, aliando boa jogabilidade, interlúdios cinematográficos de alta qualidade e muitas reviravoltas na história.

Até o mais durão dos jogadores ficará imerso no mundo de Resident Evil: Code Veronica.

Mais do mesmo


A jogabilidade de Code Veronica é exatamente, sem tirar nem por, a mesma dos outros jogos da série. Você vai ali, arrasta uma caixa, pega um cartão, usa-o no computador, abre uma porta, adivinha um enigma, pega o medalhão, preenche o buraco na parede com ele e assim por diante. ?? claro que os puzzles não são os mesmos, e estão bem mais lógicos desta vez, mas quem jogou os outros episódios de Resident Evil vai lembrar que os designers da Capcom não são famosos pela sua capacidade de inovação. A velha máquina de escrever para gravar os "save games", as caixas de itens e portas que só se abrem com chaves específicas, são as mesmas de outrora, com os velhos problemas de sempre.

Os sustos estão em bem maior número desta vez, principalmente porque o jogo é bastante extenso, e vem em 2 GD???s. A qualquer momento, você pode ser surpreendido por uma ação inesperada (ou nem tanto, para os conhecedores da série), um novo monstro ou armadilha. Os ângulos de câmera variáveis e os excelentes gráficos e sons gerados pelo Dreamcast dão um novo clima ao já batido mundo de Resident Evil. A possibilidade de jogar com outros personagens, os chefes e cenários assustadores e as novas armas dão o tom na jogabilidade e a coroam com louvor. ?? impressionante ver como a Capcom consegue usar a mesma fórmula sempre, e ainda agradar a todos nós.

O Veredicto:
A Capcom conseguiu fazer mágica de novo. Apesar de não ter inovado absolutamente nada em sua jogabilidade, Resident Evil: Code Veronica tem gráficos brilhantes, história cativante e ambientação perfeita. ?? o melhor jogo da série, e em minha opinião, também o melhor título lançado para o Dreamcast até agora.

Prós:
+ Gráficos de segunda geração que levam o Dreamcast ao limite;
+ História cativante;
+ Atores canastrões e vilões bem caracterizados;
+ Mais de 30 horas de jogo;
+ Muitos sustos, muitas surpresas e reviravoltas;
+ Ambientação nota 10, puzzles mais lógicos;

Contras:
- A jogabilidade é a mesma de sempre, com os mesmos defeitos no controle e na hora de salvar o jogo;
- ??s vezes enche o saco ficar procurando itens no cenário;
- Alguns chefes são difíceis pacas;
- Munição e ervas medicinais escassas;


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