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Review de Star Wars Battlefront para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Estava demorando a aparecer um jogo multiplayer baseado em times com todos os personagens, localidades e veículos da série Star Wars. Mas sua chance de pisotear outros jogadores com um andador gigante, atirar detonadores térmicos em Wookies e até mesmo aniquilar os odiados Gungans chegou, com o novo jogo produzido pelo prestigiado estúdio Pandemic: Star Wars Battlefront.

O Clone de uma galáxia distante


Assim como o nome é parecido, Battlefront tenta seguir a fórmula de sucesso de Battlefield trocando tanques Sherman, aviões F4U Corsair e submetralhadoras Sten, utilizados na segunda guerra, por AT-STs, X-Wings e blasters, bastante conhecidos por qualquer pessoa que curte a saga de George Lucas.

O funcionamento do jogo é o mesmo: Duas equipes devem batalhar para assumir o controle de pontos estratégicos em um mapa. Cada uma tem um número de reforços que vai diminuindo à medida que seus soldados vão sendo mortos e que pontos de controle vão sendo perdidos. Quando este número chegar a zero ou um time perder todos os seus pontos, o jogo acaba.

Como no concorrente da segunda guerra, Battlefront tem várias classes de combatentes, com habilidades distintas, para escolher. O perfeito balanceamento de todas elas, aliadas ao trabalho em grupo, dá uma vantagem enorme a uma das equipes.

Red 5, standing by!


Battlefront tenta acompanhar os acontecimentos dos filmes da trilogia, levando o jogador aos principais confrontos ocorridos em superfícies planetárias. Jogando no modo single-player, o jogo é dividido em campanha das guerras clônicas e campanha da guerra civil galáctica. A primeira nos coloca nos planetas de Naboo, Rhen Var, Kashyyyk, Kamino e Geonosis, e nos permite escolher entre os separatistas e a república. Já a segunda campanha é baseada na trilogia original e na batalha entre o império e os rebeldes. Os planetas Tatooine, Yavin 4, Rhen Var, Bespin, Hoth e Endor servem de palco para os confrontos.

No modo multiplayer, todos os mapas - são 16, pois alguns planetas têm mais de um mapa - e os quatro exércitos podem ser escolhidos.

Cada exército tem 5 classes de soldados, sendo que 4 são sempre comuns: Um é o infante, especialista em combate contra outros soldados; outro é o ???bazuqueiro???, ideal para destruir veículos; o terceiro é o piloto, que tem um menor poder de fogo, mas pode reabastecer a energia vital dos demais e reparar naves e veículos; e finalmente o sniper, que é o atirador de alta precisão.

Fora esses, cada exército tem uma quinta classe especial, com habilidades únicas:

- Os separatistas têm os destróieres Droidekas, aqueles robôs que rolam como bolas e possuem escudos individuais. Sua cadência de disparo é altíssima, porém ele é bem lento para se movimentar normalmente;
- Os republicanos contam com os clones de jet pack, que são capazes de dar verdadeiros vôos pelos cenários;
- Os imperiais contam com os Dark Troopers, que podem dar grandes saltos e são bem fortes;
- Os rebeldes contam com os Wookies, que tem um poder de fogo superior e podem usar bombas temporizadas.

Os equívocos da Força


Apesar de serem jogos bem parecidos, Battlefront e Battlefield têm abordagens diferentes quanto ao estilo de jogatina multiplayer, porque o primeiro é baseado em um mundo com armas, personagens e veículos fictícios, no qual quase não há limitações tecnológicas. Já o segundo obedece aos padrões de uma guerra historicamente real, portanto não existem armas muito mais poderosas que as outras, nem veículos indestrutíveis.

Existe uma certa divergência neste ponto, pois, dependendo do ponto de vista, muitos vão achar que Battlefront é mal balanceado. A verdade é que ele é feito com coerência em relação aos filmes e isso pode causar certas frustrações àqueles que não estão nem aí para o universo Star Wars. O melhor exemplo é a batalha de Hoth, que é um dos mapas mais divertidos do jogo: A grande finalidade nele não é fazer uma batalha de igual para igual nas planícies geladas do planeta, e sim retratar uma batalha em que os rebeldes, muito inferiores em termos de poderio bélico, têm que tentar conter como podem o avanço das tropas imperiais, muito mais bem armadas. A inferioridade rebelde não é um mau balanceamento por falha da produtora do jogo, mas uma maneira real de retratar este episódio da saga. E, ao meu ver, esta é a graça do jogo.

Seria muito pior se pudéssemos destruir os praticamente invulneráveis andadores AT-AT com simples tiros de blasters. No jogo, eles só podem ser destruídos como nos filmes, utilizando os arpões dos snowspeeders para enrolar um cabo em suas pernas. E olha que isso é bem difícil de fazer.

Uma característica real de falta de balanceamento pra mim é o fato de um jogador poder utilizar um veículo para ???acampar??? em frente a um ponto onde os jogadores adversários renascem, matando-os toda hora. Vários jogos utilizam o esquema de dar invulnerabilidade temporária aos jogadores que renascem justamente para não acontecer isso, mas sabe-se lá por que ela não foi implementada em Battlefront. Um erro bobo, mas que tira grande parte do brilho da jogatina.

Visual estelar


Tecnicamente, Battlefront é decente. Seu sistema gráfico, desenvolvido pela própria Pandemic, consegue reproduzir um visual de qualidade muito boa para um jogo multiplayer em equipes, o que não é comum, uma vez que este modo tem que suportar muitos jogadores simultâneos e requer muito mais poder de processamento que um jogo single-player . Os veículos e armas são bem detalhados, os cenários na maioria das vezes são amplos e bem recheados de objetos, e os efeitos de explosão, fogo e, principalmente, água são bem interessantes. Pena que os bitmaps dos fundos dos cenários não sejam tão bons, destoando demais do resto do ambiente e dando uma sensação fraca de profundidade.

A parte sonora é, como em todo jogo baseado em Star Wars, uma maravilha. Quase todos os sons são tirados diretamente dos filmes, o que garante aquele clima todo especial. E a trilha é composta pelas músicas originais de John Williams.

A inteligência artificial deixa a desejar em vários momentos, mas chega a ter alguns lampejos de brilhantismo. Ao mesmo tempo em que uns soldados controlados pelo computador ficam parados tomando tiros até morrer, outros são bem agressivos. Se assumirmos a cadeira de um co-piloto de um snowspeeder, o computador consegue controlar muito bem a nave e até é capaz de dar voltas ao redor de um AT-AT para embolar o cabo em suas pernas e derrubá-lo.

Falta uma pitada de midiclorians


Battlefront tinha tudo para ser um jogo fenomenal, mas esbarra justamente no ponto crucial que um jogo tipicamente multiplayer jamais poderia chegar perto: O código de programação on-line ruim. O jogo é mal programado para o ambiente on-line e isso traz uma série de conseqüências negativas.

Primeiro que ele sofre de problemas de lag, principalmente para nós brasileiros, que estamos mais distantes dos servidores norte-americanos. Segundo relatos de pessoas dos EUA, mesmo eles, com conexões de altíssima velocidade, como as T1, estavam com problemas de lag com jogos de muitos jogadores (a versão para PC de Battlefront comporta até 32 simultâneos, mas existem servidores com a capacidade para 50 pessoas). Um patch lançado recentemente melhora isso, mas o problema ainda não foi totalmente sanado. Chega a ser difícil arrumar um jogo de velocidade decente para jogar.

Outro problema é o lobby para encontrar os jogos/servidores disponíveis. Extremamente mal bolado, o lobby dá ???refresh??? e faz com que os jogos sumam de nossa vista a todo instante. ?? difícil acharmos o jogo que queremos e quando vamos clicar nele, ele some. ?? frustrante demais! Isso sem contar que alguns jogos não conectam... Mas não é nada que alguns patches não possam resolver.

Mesmo assim, com um pouco de paciência, é possível achar um jogo bom, e aí a diversão toma conta.

O Veredicto:
Com o clima da saga bem reproduzido, grande variedade de cenários, personagens e veículos, e uma parte técnica competente, Star Wars Battlefront cumpriu com louvor parte de sua missão. Pena que o multiplayer, a grande razão de ser do jogo, tenha ficado comprometido por bugs e má programação.
Resta esperar que a Pandemic lance patches que corrijam os defeitos e realizem o grande potencial do jogo.

Prós:

+ Bons gráficos, texturas e efeitos;
+ Clima bem condizente com a saga Star Wars;
+ Possibilidade controlar diversos soldados e veículos;
+ Sons e músicas com o selo Star Wars de qualidade;
+ Poder matar Gungans, Ewoks e Jawas é uma delícia;

Contras:

- Problemas de lag comprometem a jogatina na maioria das vezes;
- O lobby multiplayer dá raiva;
- O fato do personagem renascer sem invulnerabilidade pode frustrar o jogador.


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