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Review de Need for Speed: Underground 2 para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


A aposta da EA em dar uma radicalizada na série Need for Speed, focando nos rachas noturnos e no elemento do tuning, não poderia ter dado mais certo. Foram-se as paisagens, as estradas e todos aqueles carros dos sonhos, mas o que entrou no lugar é o que está na moda desde que o filme Velozes e Furiosos: carros totalmente personalizados e envenenados, cenários urbanos perigosos e mulheres sensuais para embelezar o pacote.

Como o primeiro Underground foi um grande sucesso, não demorou mais que um ano para a chegada de uma continuação.

Dá-lhe Brooke!
?? complicado falar de Underground 2 sem repetir quase tudo o que eu mesmo disse na análise do original, porque ele é praticamente a mesma coisa, com alguns probleminhas resolvidos e mais conteúdo adicionado. Portanto, não ficarei descrevendo novamente cada detalhe e o estilo do jogo e atacarei diretamente os pontos que o diferencia do primeiro.

Executando Underground 2 pela primeira vez, podemos ver uma das adições: A presença de Brooke Burke, modelo, atriz e apresentadora do programa Wild On, do canal E! Entertainment Television. A bela morena americana aparece em todas as telas de loading, nos CGs, nas capas das revistas de automobilismo e som (que são uma espécie de recompensa por nossas boas corridas) e nas histórias (em forma de quadrinhos) que ilustram as mudanças de etapas no jogo. Sua voz também pode ser ouvida a todo instante, através das várias mensagens que nos deixa num tipo de PDA do jogo.

Brooke é uma espécie de agenciadora de corridas e nossa empresária, dá várias dicas e notifica da liberação de novos carros, pistas, corridas e equipamentos, assim como nos apresenta contratos novos para assinar. Portanto, além de muita velocidade, espere uma dose cavalar de Brooke Burke em Underground 2.

Free-roaming city
A maior de todas as novidades do jogo ??? e que foi mais promovida pela EA ??? é o ???free-roaming city???, total liberdade que temos que dirigir pelas ruas da cidade de Bayview, explorando cada canto, como se fosse uma espécie de Grand Theft Auto exclusivo de automobilismo. Agora, ao invés de escolhermos um tipo de corrida e simplesmente começarmos nela, devemos nos deslocar com o carro até o local do evento.

Bayview conta com cinco bairros bem distintos, que vão sendo liberados à medida que evoluímos no jogo. Cada qual tem seu estilo, o que faz com que a jogabilidade dê uma boa variada dependendo de onde corremos. O centro da cidade, por exemplo, é mais plano, tem mais retas e conta com várias freeways. Em compensação, o tráfego de carros é maior, existem muitos cruzamentos e intersessões perigosas. Já Jackson Heights é um conjunto de curvas bem estreitas localizadas nas encostas de uma montanha. As corridas ali são mais técnicas e quase não existem outros caminhos para se seguir além do principal.

A inclusão dessa cidade com total liberdade de exploração traz algumas qualidades extras a NFSU2, mas também cria alguns problemas. No início é bacana explorar cada canto conhecendo as ruas e atalhos e pegando dinheiro extra que fica espalhado por diversos pontos, mas, com o tempo, a graça acaba. Primeiro porque, como a cidade é grande demais, precisamos gastar muito tempo nos deslocando para iniciarmos as corridas, o que cansa. Segundo porque ela é bem sem graça, o que torna o processo exploração maçante.

Apesar de bem iluminada, Bayview é uma cidade quase morta, com poucos carros circulando e nenhum transeunte pelas calçadas. E como não existe manhã (todas as corridas e a exploração acontecem à noite) e os semáforos só ficam piscando a luz amarela, Bayview parece mais um palco para um filme de invasão de zumbis, uma Racoon City de grandes proporções, do que um ambiente vivo, onde pilotos desfilam com seus carros possantes e buscam corridas.

A sorte é que a EA incluiu a opção World Map, que nos permite selecionar uma corrida e ir diretamente a ela, sem ter que nos deslocar. Isso é muito bem vindo quando o processo de exploração já cansou.

Mudanças e adições
A mudança mais perceptível em relação ao Underground original foi o aumento sensível no nível de dificuldade, tornando as corridas bem desafiadoras e algumas até um pouco frustrantes. A inteligência artificial recebeu uma carga de agressividade e, em alguns modos de corrida, os adversários às vezes se esquecem que precisam chegar em primeiro e se preocupam apenas em nos fechar ou atrapalhar o traçado ideal.

A jogabilidade também mudou. Os carros estão um pouco mais pesados e a física mais realista. A chuva aleatória, que pode iniciar no meio de uma corrida, faz com que a aderência piore e que o estilo de pilotar deva ser alterado de uma hora pra outra.

Graças ao novo modo Dyno, agora podemos ajustar cada item de um carro para um tipo de corrida específico, fazendo com que possamos tirar o máximo de proveito de um veículo dependendo de como ele será utilizado. Relação de marchas, mudança de torque, ajustes no diferencial, calibragem de suspensão, pressão de frenagem são algumas das alterações que podem ser feitas manualmente.

Os sons, que não eram grandes coisas no primeiro jogo, também ficaram melhores. Cada carro agora tem seu ronco característico, que é alterado à medida em que alterações são feitas em seus motores. As colisões também estão sonoramente mais realistas, dando aquele impacto pelo barulho do aço se contorcendo e os vidros se estilhaçando. Só faltou os carros amassarem para o clima nas trombadas ficar ainda melhor.

Outra mudança ocorrida foi em relação ao dinheiro, que agora passa a valer mais. Antes podíamos comprar tudo com a quantia que arrecadávamos nas corridas e ainda sobrava. Desta vez, a grana é curta e temos que participar de muitos eventos se quisermos ter dólares suficientes para dar aquela melhorada no possante.

Tirando a gostosa da Brooke e a ???free-roaming city???, NFSU2 conta ainda com outras novidades em relação ao original. Uma delas é o replay, que lamentavelmente estava ausente no último jogo. Outras são os modos Street X, corridas em circuitos curtos e meio irregulares, que é bem desafiador; Underground Racing League, uma seqüência de corridas que conta até com pistas fora das ruas da cidade; e o Out Run, que é o racha urbano na sua mais pura essência. Basta piscar os faróis perto de um carro adversário - apertando a tecla Enter - que o confronto é iniciado... Sem regras e sem um circuito pré-definido. O piloto que está na frente é quem dita o caminho a ser seguido e o objetivo é conseguir distanciar do oponente em 300 metros.

Outras adições são cosméticas. Agora temos mais opções de equipamentos para modificarmos o carro e podemos até instalar som em seus interiores. Quem não gosta de simplesmente correr, poderá gastar horas e horas apenas montando um carro bacana (gosto é gosto) com a infinidade de equipamentos existentes, dos mais variados fabricantes. Capôs podem ser bipartidos e portas se abrem para cima, no estilo gaivota, famoso nos veículos da Lamborghini.

Mais carros estão disponíveis para compra e agora podemos ter até 5 veículos na garagem. Alguns deles são bem inúteis, como as SUVs, que praticamente não podem ser utilizadas para correr por serem pesadas e lentas. A graça com elas é mesmo praticar o tuning e dar voltinhas pela cidade.

O Veredicto
Need for Speed Underground 2 não tem muitas novidades relevantes em relação ao primeiro jogo da série, mas melhorou em todos os sentidos e ainda adicionou um bocado de carros, pistas e equipamentos novos. Sem dúvida, é uma das melhores opções no gênero de corrida para o PC.

Prós:
  1. Brooke Burke é uma gata;
  2. Barulhos dos motores dos carros, derrapagens e trombadas melhorou um bocado;
  3. Gráficos continuam muito bons, com muita luz nos cenários;
  4. Modo World Map ajuda muito quem transitar pela deserta Bayview;
  5. Bastante perfumaria: Uma infinidade de novos equipamentos para a pratica do tuning;
  6. Mais desafiador e com melhores ajustes de jogabilidade;


Contras:
  1. Bayview é muito sem vida. Explorá-la é bacana no começo, mas cansa rápido;
  2. Precisa de novidades mais relevantes. ?? como o primeiro Underground melhorado;
  3. Quem achou o primeiro um pouco cansativo, achará esse mais ainda.



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