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Review de Project: Snowblind para X-Box de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


???Em um futuro caótico, um super-soldado luta, praticamente sozinho, para a salvar o mundo da dominação de uma organização cheia de más intenções???. Você já viu essa história antes e, certamente, já jogou algo muito parecido com Project Snowblind, o novo FPS da Eidos Interactive para o PS2, Xbox e PC que promete deixar de lado as complexidades e focar unicamente na ação.

Já vi isso antes


Hong Kong, ano 2065. Aproveitando a instabilidade política do mundo, um grupo militar conhecido como "A República" decide assumir o poder na base da força, mas encontra a resistência de um grupo de soldados conhecido como "Coalizão da Liberdade". Os inimigos se encontram construindo uma bomba gigante chamada Project Snowblind, que promete desativar permanentemente todo e qualquer sistema elétrico do planeta, o que traria um caos generalizado.

Em um dia de combate, um dos oficiais da força de resistência, o segundo tenente Nathan Frost, é morto ao tentar salvar a vida de um companheiro. Depois de passar por uma cirurgia experimental, na qual foram adicionados vários componentes cibernéticos ao seu corpo, Frost renasce como uma máquina de combate e é enviado novamente aos campos de batalha, como a única esperança da coalizão para acabar com os planos da República.

Apesar de ser uma ação bem frenética, Project Snowblind tem similaridades com a série Deus Ex, pelo seu estilo cyber-futurista, misturando ação com ficção científica, e por colocar andróides e humanos juntos na guerra, sendo que alguns deles são ligeiramente modificados com implantes robóticos especiais. A diferença básica é que Snowblind não conta com os elementos de RPG do jogo de Warren Spector, bem pelo contrário: Ele abre mão de todo e qualquer tipo de complexidade para se dedicar exclusivamente ao tiroteio.

Apesar do mercado estar abarrotado de shooters em primeira pessoa, a Eidos e a Crystal Dynamics preferiram não colocar elementos que diferenciassem Project Snowblind da concorrência, e preferiram se preocupar apenas em fazer um jogo divertido, com uma ação simples, linear e amigável ao jogador. Sendo assim, Project Snowblind mantém uma cadência agradável, sem exagero de itens e jamais agarra o jogador em enigmas ou caminhos não muito evidentes. O fator frustração tende a zero.

Modo Deus ativado


Apesar de despretensioso, Project Snowblind tinha tudo para ser uma diversão de alto nível, se não esbarrasse em um problema de falta de balanceamento, que ocorre devido a quatro fatores principais. Primeiro: a inteligência artificial dos inimigos deixa um pouco da desejar principalmente nos momentos iniciais do jogo. Apesar de virem aos montes, os soldados republicanos não são tão espertos como deveriam ser e, mesmo em estágios mais avançados, quando ficam bem mais desafiadores, jamais oferecem muito perigo à vida do nosso herói.

Segundo: Temos um arsenal invejável ao nosso dispor, talvez o mais completo já visto em um jogo do gênero. São armas que vão desde as convencionais, como pistolas, carabinas, escopetas, lança-foguetes, lança-minas e granadas, até as futuristas, como rifles que atiram choques elétricos, metralhadoras de pulsos de energia e granadas-robô, que perseguem os inimigos. Cada uma destas armas, fora as granadas, possuem tiros primários e secundários, que geralmente são mais lentos, porém mais poderoso que os principais (até a pistola, que é a arma mais simples, atira pequenos foguetes). Ao mesmo tempo que as armas são bacanas e úteis, são exageradamente fortes.

Terceiro: Um dos implantes, em especial, também auxilia no baixo balanceamento da ação: O Ballistic Shield, um escudo de energia que nos deixa completamente invulneráveis por alguns segundos, enquanto durar o nosso estoque de bioenergia. Em determinados momentos, quando dezenas de inimigos nos surpreendem, basta acionar o escudo que os seus aproximados 15 segundos de duração serão suficientes para dizimarmos todos, sem sairmos com um arranhão sequer. E, se precisarmos utilizar o escudo novamente, com certeza você não terá problemas, pois as células de bioenergia são encontradas em abundância pelas fases. Outros implantes, como o que nos permite ver através de paredes e o Bullet Time, que faz a ação ficar em câmera lenta, não são muito úteis.

Quarto e último: Todos os itens, como as células de energia mencionadas acima, são muito fáceis de serem encontrados, principalmente no início do jogo. ?? difícil morrer com armas tão poderosas e inimigos não muito desafiadores, ainda mais quando encontramos kits médicos espalhados por todo o cenário. Nas primeiras horas de jogo, foram muito raras as situações de aperto por estamos com pouca munição, bioenergia ou vitalidade.

Esta falta de balanceamento também fica em evidência pelo Nanoboost, que, ao contrário dos outros itens, não aparece com tanta freqüência. Ele serve para ressuscitar Frost e ainda reabastecer toda a sua vitalidade e bioenergia, tornando um verdadeiro deus. A sensação ao jogar Project Snowblind é de que estamos utilizando trapaças para facilitar o jogo, tamanha a oferta de itens e armas, e pela possibilidade de ficar invulnerável e até ressuscitar. Só faltava voar e poder atravessar paredes.

Não é uma Brastemp, mas...


Está evidente que, com Project Snowblind, a Eidos quis fazer um jogo simples, mainstream, de boa aceitação mas não exatamente um blockbuster. O jogo é pouco ambicioso, bem feito mas sem exageros tecnológicos. Se era este o objetivo, ele foi alcançado.

A jogabilidade é prazerosa, mas não tem muita variação, e o visual é competente, mas está longe de ser maravilhoso. Os cenários misturam objetos detalhados com algumas texturas simples, e são amplos sem perder a linearidade. O clima de guerra é bem retratado, com helicópteros sobrevoando os cenários abertos, bombas sendo jogadas para todos os lados, soldados inimigos aparecendo a cada esquina e pedaços dos mapas sendo destruídos, graças a scripts simples, porém eficientes, que aumentam o realismo.

O modo multiplayer segue o bom nível de qualidade do jogo principal, mas também está longe de ser uma experiência realmente enriquecedora ao jogador. Os confrontos on-line comportam uma boa quantidade de jogadores simultâneos (até 16), existem boas opções de jogatina e os veículos pilotáveis ajudam a dar um toque tático. Os veículos também podem ser pilotados no modo de história, para um jogador, mas aparecem muito raramente.

O Veredicto:
Project Snowblind é uma ação em primeira pessoa divertida, mas sem ambição. Com um tema de boa aceitação, uma jogabilidade agradável, uma grande variedade de armas e com gráficos de boa qualidade, o jogo tem os elementos necessários para atrair os jogadores novatos, que querem algo simples. Já quem acompanha o gênero há mais tempo e gosta de shooters mais elaborados, não deve ficar tão satisfeito.

Prós:

+ Gostoso de jogar;
+ Sem frustrações: Os inimigos não são muito difíceis, os itens e munições sobram pelo cenário e os pontos de Save estão espalhados por todo o canto;
+ Boa quantidade e qualidade de armas e implantes cibernéticos;
+ Tecnicamente decente;

Contras:

- Falta originalidade;
- ?? pouco desafiador, por uma série de fatores;
- Inteligência artificial deixa a desejar;
- ??s vezes é simples demais.


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