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Review de Star Wars Republic Commando para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Republic Commando vem para introduzir o tão na moda elemento de ???esquadrão??? à série Star Wars. Chega de ser um Jedi, que fica utilizando poderes mirabolantes e defendendo disparos com seu sabre ??? agora o jogador é um simples soldado de uma força especial da República, que deve conduzir seu esquadrão em algumas perigosas missões de infiltração e destruição, sempre combatendo as forças separatistas.

Nasce um clone


Como pudemos ver em Episódio 2: Ataque dos Clones, um antigo Jedi encomendou, de uma maneira muito misteriosa, um grande exército de soldados clonados em nome da República. A produção destes combatentes, feitos a partir do mercenário Jango Fett, ficou a cargo do povo do planeta Kamino, conhecidos por sua expertise em clonagem.

Republic Commando é baseado em um agrupamento de elite destes soldados, uma espécie de SWAT da República, que é especializada em situações de alto risco. O esquadrão Delta, como é chamado, é composto por um atirador de elite, um perito em explosivos, um infante e um líder, que é o nosso personagem principal.

Sua história começa durante o período das Guerras Clônicas e a primeira missão acontece paralelamente aos eventos finais do Episódio 2. Enquanto os Jedi e os Clonetroopers batalham com o exército de dróides separatistas nas planícies de Geonosis, o esquadrão Delta age por trás, infiltrando na fábrica de soldados inimigos para destruí-la e desativando as funções vitais da nave capitânea separatista.

Saindo de Geonosis, somos enviados para resolver problemas em um nave republicana em pleno espaço, evento esse que acontece entre os Episódios 2 e 3 da saga. No final, somos convocados para uma missão no planeta Kashyyyk, terra natal de Chewbacca, onde alguns veículos, locais e inimigos do próximo filme da saga são apresentados.

Simples comandos


Republic Commando se diferencia dos demais jogos do gênero por se basear em um esquadrão de soldados que agem em conjunto, sempre recebendo ordens em tempo de real do nosso personagem principal. Por essa característica, algumas pessoas tendem a compará-lo grosseiramente com Rainbow Six, o que não procede, pois o jogo de Tom Clancy é muito baseado em táticas de combate, enquanto o shooter da LucasArts é ação non-stop.

O sistema de ordens é muito simples, dispensando menus e excesso de teclas/botões. Movendo o retículo de mira livremente pelo cenário, encontramos certas opções de interação, como pontos para tiros de precisão, computadores para serem ativados ou consertados, portas que devem ser abertas e objetos para serem destruídos com bombas. Passando estes pontos, o retículo toma a forma da opção de interação e o fantasma de um soldado aparece, como se estivesse executando a função no local. Então, basta apertar uma tecla que a ordem é dada. Simples, prático, rápido, mas também sem o mínimo toque tático.

Isso porque são poucos os pontos de interação e não podemos criar situações que peguem os inimigos de surpresa ou que realmente tenhamos alguma vantagem nos confrontos. Na prática, temos mesmo é que mandar cada um para um ponto do cenário que tenha maior proteção e deixar ???o couro comer???.

A sorte é que a inteligência artificial de Republic Commando é uma das melhores já vistas em um jogo de tiro em primeira pessoa. Nossos aliados são extremamente espertos, úteis e pró-ativos, sempre tomando decisões, posicionando bem nos combates e com uma ótima precisão nos disparos, matando um grande número de inimigos.

Mesmo com nossos companheiros nos ajudando muito nos combates, o nível de desafio do jogo ainda é um pouco alto. Sendo assim, para reduzir a frustração, existem postos para se reabastecer a energia vital a toda esquina, e ainda podemos salvar o jogo quando bem entendermos. Além disso, nosso personagem e seus companheiros não morrem de vez: Quando a energia acaba, eles ficam incapacitados até que outro elemento da equipe inicie o processo de reanimação. Apenas quando todos os componentes do esquadrão Delta ficam incapacitados que somos obrigados a carregar o último jogo salvo.

Samus de uma galáxia distante


Republic Commando pega emprestada a perspectiva de Metroid Prime para dar mais realismo à ação. Vemos tudo de dentro do capacete do soldado, e lá temos todo o tipo de informação que precisamos, como quantidade de munição, energia primária e vital, status e posição dos companheiros e distância e direção do próximo objetivo. Este modo de câmera dá uma climatização bacana, aquela sensação de que realmente estamos dentro daquela armadura, enfrentando dezenas de Geonosians e Battledroids.

Estes dois tipos de energia citadas acima funcionam como em Halo. A primária é a primeira a diminuir quando levamos tiros, mas se regenera automaticamente com o tempo. Já a vital começa a diminuir apenas depois que a primária acaba, e só é regenerada com os postos de abastecimento de energia.

Já as armas, são dividas em três segmentos: Pistola, derivadas do rifle DC-17 e especiais. A pistola tem disparos infinitos, uma cadência lenta e um poder de impacto médio. O DC-17 é uma arma multi-função, que pode ser metralhadora, sniper e lança-granadas, dependendo das partes que acoplamos a ela. E as especiais são as demais armas que pegamos dos inimigos, como escopetas, metralhadoras pesadas, submetralhadoras, etc. Podemos carregar apenas uma arma especial por vez.

Balanceado, mas repetitivo


Republic Commando consegue ser competente tecnicamente, mas chama atenção mesmo pela relação requisitos/qualidade. ?? um jogo que não lhe pede uma máquina potente para rodar, não tem quedas na taxa de quadros por segundo, tem carregamentos rápidos e acessos instantâneos aos menus, ao mesmo tempo em que tem gráficos, texturas e efeitos bacanas. Não é nada de primeiríssima qualidade, como vimos em Half-Life 2 ou Doom 3, mas é um visual decente, adequado ao jogo, que não faz feio.

O som, como de praxe de qualquer jogo baseado em Star Wars, é uma maravilha. As composições de John Williams, tanto da trilogia clássica quando da nova, dão uma ótima ambientação, principalmente quando se misturam com os barulhos dos blasters.

Os pontos negativos de Republic Commando ficam para a repetição da ação e pela baixa longevidade do jogo. O processo de dar ordens aos comandados é legal no começo, mas se torna repetitivo com algumas horas de jogatina, uma vez que são poucas as opções de comandos. Também, a aventura de um jogador é meio curta e não existe uma opção de cooperação, na qual poderíamos jogar a campanha principal com mais três amigos via Internet, o que é uma pena. Como o modo multiplayer não consegue ser uma grande diversão, Republic Commando acaba sendo um jogo de baixa duração.

O Veredicto:
Republic Commando é um dos bons jogos de tiro em primeira pessoa baseado em Star Wars. O visual é competente, a sonoplastia faz justiça ao alto padrão dos filmes e a inteligência artificial funciona surpreendentemente bem, mas a jornada é prejudicada pela falta de longevidade e repetição.

Prós:

+ Nossos comandados são altamente prestativos;
+ Inteligência artificial aliada excepcional;
+ Bons gráficos, sem pedir uma computador muito potente;
+ ?? fácil e rápido dar comandos aos membros do esquadrão;

Contras:

- Modo multiplayer fraco;
- Podia ter mais elementos táticos;
- Processo de dar ordens é legal no começo, mas se torna repetitivo;
- Aventura de um jogador é curta;


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