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Review de Playboy: The Mansion para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Levar uma vida de prazeres, viver de chinelos e roupão, morando em uma mansão de luxo, fumar charutos caros e estar sempre rodeado de belas mulheres. Este é o estilo de vida de Hugh Hefner, criador da revista Playboy, e a fonte de inspiração para este simulador chamado Playboy: The Mansion.

Construindo o império
Playboy: The Mansion tenta ser um simulador de vida como The Sims, porém temático, focando nos elementos que levaram Hugh Hefner a erguer o império Playboy e se tornar um dos maiores ícones da cultura pop mundial. Embora a idéia pareça tentadora, o jogo não consegue nem chegar aos pés do ???concorrente??? da EA/Maxis, uma vez que é simples e limitado demais, tem uma jogabilidade altamente repetitiva e não apresenta o mínimo dinamismo.

O jogo tem dois modos principais: O livre e o baseado em missões. O primeiro, como o próprio nome sugere, nos permite fazer o que quisermos para desenvolver a revista Playboy, enquanto o segundo, que é mais interessante, nos apresenta 12 missões com vários objetivos diferentes, que tentam simular os desafios e obstáculos de Hefner na sua trajetória ao sucesso. Nele, além de aprendermos como montar uma edição da revista, temos que procurar manter a vida de um verdadeiro playboy, fechando negócios importantes, conseguindo várias namoradas, dando festas luxuosas, etc.

No início, o processo de criação das edições da revista parece bacana. Uma lista com vários fotógrafos, jornalistas e playmates nos é apresentada, e devemos contratar os melhores, dentro das condições financeiras que temos. O primeiro escreve o artigo da revista e realiza a entrevista com uma celebridade ??? conseguir esta celebridade para a entrevista é uma tarefa de Hefner. O segundo fotografa a playmate para fazer o pôster e capa da edição e mais uma segunda garota para o ensaio fotográfico.

Acontece que essa rotina se torna maçante já na terceira, quiçá segunda, edição. Isso porque a montagem da revista acontece sempre da mesma maneira, não exigindo o mínimo de raciocínio ou inteligência do jogador, e o jogo não promove obstáculos para que alcancemos nosso objetivo. Para contratar funcionários, basta ter dinheiro para pagar seus salários que eles trabalham. Quanto mais inteligente for o jornalista e o entrevistado, melhor ficará a entrevista, e quanto melhor for o fotógrafo e mais gostosa for a fotografada, melhores ficarão os ensaios, pôsteres e capas. ?? uma questão matemática, sem qualquer nuance. Já a celebridade, basta chamá-la para uma festa e começar a conversar que em menos de um minuto ela topará fazer a entrevista. Não existe qualquer empecilho para alcançar os objetivos: Tudo é rápido, e sem graça.

???The Sims??? de roupão
Além montar as revistas, Hefner deve também deve se preocupar com sua vida e suas interações sociais, como acontece em The Sims. Acontece que Playboy: The Mansion não dá a mínima importância para as necessidades psicológicas e fisiológicas de um ser humano, portanto não precisamos descansar, comer, fazer xixi ou nos divertir em momento algum. Hefner jamais irá reclamar. O jogo nem tem um relógio virtual que simula o horário do dia, porque, afinal, que diferença faz se é dia ou noite quando não precisamos dormir? E também não existem prazos ou compromissos com datas ??? podemos dar uma festa eterna ou lançar a próxima revista quando quisermos e ela será sempre a edição do próximo mês.

A única coisa que nosso personagem e as demais ???pessoas??? que aparecem na mansão de Playboy estão interessadas é se relacionarem, coisa que, também, não promove desafio algum ao jogador. Se quisermos transar com uma mulher, por mais gostosa ou importante que seja, basta ter uma conversa romântica, passar uma cantada, elogiar, abraçar, beijar e dar um amasso, que a opção de transar (seja no sofá, na cama ou na banheira) aparecerá. Já se a idéia é fechar um negócio com alguém, basta levar um papo formal, falar de investimentos na bolsa, discutir propostas e dar conselhos que uma opção ???Fechar contrato??? aparecerá. ?? muito difícil uma pessoa recusar qualquer um destes passos dos relacionamentos, portanto basta seguir a ordem e ter calma que sempre conseguiremos o que quisermos. No fim, tudo termina como o ideal de glamour do mundo de Playboy: estaremos bem nos negócios, com muitos amigos e transando com todas as mulheres do jogo, desde as namoradas até as jornalistas e fotógrafas da revista.

Interessante também que as demais ???pessoas??? parecem não ter reação alguma com o que acontece na casa. Podemos fazer sacanagem com uma biscate no sofá da sala no meio de uma festa que ninguém falará nada ou reagirá de maneira diferente, nem mesmo nossa própria namorada.

Outros tipos de necessidades - humor, interação social e conforto - também existem para serem saciadas, mas não têm tanta importância se forem deixadas de lado. Na verdade, não temos que preocupar com nada em Playboy: The Mansion: Basta ter dinheiro para fazer festas e pagar os funcionários da revista e seguir a rotina de tirar fotos, fazer entrevistas, transar com mulheres e ???fazer o social??? com as celebridades que o jogo flui com perfeição.

Na parte de decoração, The Mansion também peca. Apesar dos móveis serem bacaninhas, existem poucas opções e a grande maioria dos objetos é puramente estética. Apesar de podermos interagir com grande parte deles, não faz diferença termos muita coisa em casa se não precisamos usá-las.

Voz de sono
Tecnicamente, Playboy: The Mansion é fraco. Apesar do jogo ser todo em 3D, o visual é simples como o primeiro The Sims e muito limitado em termos de efeitos.

As músicas são legais, mas as vozes, totalmente dubladas em português, são horríveis. A mulher que explica as funções do jogo parece que estava tricotando um pulôver de lã enquanto dublava, tamanha a lentidão de suas palavras e preguiça para falar.

O Veredicto:
Playboy: The Mansion tenta simular a criação de uma das revistas mais famosas do mundo e reproduzir todo o glamour da vida de Hugh Hefner, mas esbarra em uma série de problemas, como falta de desafio, limitação de opções de interação e descaso completo com várias necessidades básicas de uma pessoa. Tirando os momentos iniciais do jogo e a possibilidade de sair transando com a mulherada toda, não há muita coisa atraente nele.

Prós:
  1. Montar as primeiras edições da Playboy é legal;
  2. Topless e insinuações de sexo a todo instante.


Contras:
  1. Muito repetitivo;
  2. Completamente sem desafio;
  3. Não exige raciocínio ou planejamento; Basta seguir a rotina;
  4. Não precisamos nos preocupar com necessidades básicas, como dormir, ir ao banheiro;
  5. Muito limitado em termos de objetivos. Nunca fugimos do trivial;
  6. Faltou a possibilidade de fazer orgias;
  7. A dublagem é triste.



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