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Review de Star Wars: Episode I - The Phantom Menace para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma, é, segundo a LucasArts, a única maneira de reviver os momentos do filme até agora. Lançado simultaneamente no Brasil e Estados Unidos na semana de estréia de The Phantom Menace, o jogo causou muito alvoroço entre os jogadores de todo o mundo. E como ele se saiu na avaliação de Outer Space? Leia o review abaixo.

Igual ao filme


A primeira coisa que notamos ao instalar A Ameaça Fantasma é a abertura do jogo, que contém os letreiros iniciais, diversas cenas e diálogos do filme e as composições do maestro John Williams. No Brasil, o filme só estréia dia 24 de junho, então, não deixa de ser interessante viver os heróis Qui Gon Jin e Obi Wan Kenobi antes mesmo de saber o que eles fizeram na tela grande.

Em todo o decorrer da ação, o jogo segue fielmente o roteiro do filme, passando por todas as localidades exibidas na tela grande, mas é claro, inventa algumas partes que jamais foram mostradas no cinema para dar maior durabilidade e diversidade ao jogo. Todos os prós e contras de The Phantom Menace estão aqui, incluindo toda a belíssima arte dos cenários e personagens e o irritante Jar Jar Binks falando em sua cabeça.

Ação ou aventura?


A LucasArts insiste em dizer que A Ameaça Fantasma é um jogo de aventura, mas nós não vimos elementos suficientes para incluí-lo neste gênero. Portanto, afirmamos com convicção que ele é um jogo puramente de ação, com alguns toques extras para dar a impressão de que o cérebro é mais importante que os reflexos. Puro marketing, o que vale é a rapidez com o sabre de luz ou as armas de raio laser...

Em A Ameaça Fantasma, você pode jogar com 4 personagens do filme: o Mestre Jedi Qui Gon Jin, seu fiel aprendiz Obi Wan Kenobi, a bela Rainha Amidala e o Capitão Panaka. Cada um possui armas e habilidades "um pouco" diferentes, e só podem ser escolhidos em determinadas partes da narrativa. Os personagens conversam com os outros, podem trocar itens e seguir pistas, mas tudo é muito superficial para acreditarmos que este seja um verdadeiro jogo de aventura.

O lado negro da força


A maior reclamação sobre A Ameaça Fantasma fica por conta de sua perspectiva de câmera, que é semelhante a aquela encontrada em Metal Gear Solid. Em vários momentos da ação, não dá para ver aonde começa e termina o cenário, e quem está atirando em você. O jeito é ter paciência para começar o jogo diversas vezes até decorar o lugar de onde surgem os inimigos, ou aonde você deve prosseguir na fase. Isso é extremamente irritante, e um belo sinal de que o jogo foi feito às pressas para acompanhar o lançamento do filme. O mais estranho é que através de códigos pegos em qualquer lugar da Internet, você pode alterar a visão da câmera para algo semelhante a Tomb Raider...

Se a visão irrita, o mesmo não podemos dizer dos gráficos. Eles são de primeira linha, com cenários e personagens bastante detalhados. Não é a toa que o jogo requer uma placa aceleradora para rodar. O som, que é um fator positivo em todos os jogos da LucasArts, também não decepciona. Todos os sons do universo Star Wars estão fielmente reproduzidos aqui, juntamente com as músicas de John Williams rodadas diretamente do CD. ?? muito bom ouvir o velho sabre de luz cortando metal como se fosse manteiga.

A jogabilidade de A Ameaça Fantasma é mediana, nenhuma novidade para amantes dos jogos de ação. Seu objetivo e destruir tudo o que aparecer pela frente, e algumas vezes, tentar achar caminhos escondidos para sair de uma situação de perigo. Um café com leite que já enjoa no segundo dia de curtição. A fórmula é antiga, presente em quase todos os jogos produzidos na década de 80. Deu certo naquela época, mas a beira do século XXI e com a tecnologia cada vez mais evoluída, era de se esperar algo mais criativo e envolvente.

Não podemos deixar de mencionar também o fator frustração, presente em quase todo o tempo que seu PC estiver rodando A Ameaça Fantasma. O jogo não possui sequer um mapa para orientá-lo nas gigantescas fases, é difícil (existem zilhões de robôs por todo o lado atirando em você), possui controle pouco preciso (controlar seu boneco com o teclado ou joystick é realmente coisa para um Mestre Jedi) e em alguns momentos, a sensação é de estar tentando enfiar a linha na agulha pela milésima vez.

O Veredicto:
A Ameaça Fantasma, o jogo, é como o filme, algo puramente comercial e sem alma; feito sem preocupar com a satisfação dos jogadores durante a ação e com a correção de falhas simples, que jamais poderiam estar presentes em um lançamento deste tipo. Impressiona no início, agrada no meio, mas no final (ele dura quase 30 horas) você quer atirá-lo pela janela com os poderes da "força".


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Outer Space
6/ 10
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