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Review de Soldier of Fortune II: Double Helix para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Com o intuito de saciar a sede dos jogadores sanguinários, a Raven lança Soldier of Fortune 2: Double Helix, o jogo que é duas vezes mais violento que o jogo mais violento de todos os tempos (nusga!). O que esperar desse show de carnificina?

O belo visual


Mais uma vez assumimos o papel de John Mullins, um agente durão que terá que viajar por vários cantos do mundo para tentar acabar com uma organização terrorista que está usando um vírus letal como arma biológica. Depois de passar por uma pequena investida introdutória na cidade de Praga, você começa sua missão na Colômbia, onde o vírus está sendo espalhado por um pequeno grupo de malfeitores.

Logo de início podemos ressaltar o poder do sistema gráfico de Quake 3, devidamente turbinado pela Raven: As florestas colombianas são o conjunto vegetal mais bem feito da história dos FPS, com árvores, arbustos e gramas muito bacanas. Todas as 14 armas são perfeitamente detalhadas e suas texturas, como dos ambientes, são bem convincentes. Completando o visual, os efeitos de luz cumprem muito bem o seu papel e tornam os cenários bem realistas.

Junto com o bom visual caminha a parte sonora, que também demonstra uma qualidade acima da média e cria uma ambientação perfeita. No meio do matagal podemos escutar barulhos de grilos e aves, enquanto nas cidades temos outros ruídos característicos do local. Tudo sempre acompanhado de uma musiquinha simples de fundo que proporciona um clima de suspense.

Todo o sangue de um açougue na conveniência do seu lar


O excesso de violência, que foi a característica que destacou o Soldier of Fortune original frente aos demais jogos do gênero, é o foco novamente em sua continuação. O novo sistema de danos GHOUL 2 é capaz de dividir os personagens do jogo em 32 partes distintas, que reagem individualmente. Isso faz com que existam muitas opções de mortes e ferimentos, e traz um realismo nunca visto antes.

Os inimigos podem perder partes da cabeça, a mão, o pé, a perna, o braço ou até mesmo a mandíbula, dependendo do ângulo em que levarem um tiro e do calibre de sua arma. Os casos mais interessantes acontecem quando acertamos a mão de um dos bandidos, fazendo com que sua arma caia no chão e ele saia correndo em desespero, e quando atiramos no pé, e ele fica pulando. Fora isso, podemos ver animações de soldados mancando de uma perna baleada ou assustados pois perderam o chapéu com um projétil.

Mas o grande destaque da violência aparece quando você começa a atirar em um indivíduo já morto, que se encontra estendido no chão. Aos poucos ele vai se transformando em um presunto moído, pois suas partes começam a se soltar, o sangue jorra por todos os lados e miolos se espalham pelo cenário juntamente com as vísceras, ao mesmo tempo que o corpo se mexe com o impacto dos disparos... um espetáculo macabro e de mau gosto, capaz de embrulhar o estômago até de um Elias Maluco.

Obviamente, Soldier of Fortune 2 vem com uma senha de proteção que permite ao seu detentor reduzir ou acabar com a violência, tornando o jogo mais apropriado para pessoas mais sensíveis ou menores de idade (as crianças devem ficar longe de qualquer maneira).

Atirador com tremedeira


Enquanto o desenrolar da história é interessante, falta um pouco de liberdade nas missões. Elas são bem lineares, com aquele velho estilo cadenciado do tipo mate um grupo de inimigos, ande um pouco até encontrar outro grupo e o ciclo reiniciar. A interação com o cenário também deixar a desejar, ficando restrita a apenas aquilo que o computador quer que você interaja: Enquanto umas janelas, veículos ou caixas podem ser destruídos, outros não, e somente as portas que você deve atravessar podem ser abertas. ?? algo bem antiquado.

A jogabilidade de Soldier of Fortune 2 varia de momentos bons e ruins. O controle de Mullins é simples e rápido, mas a mira das armas é estranhamente pouco precisa e os inimigos são imunes a alguns tiros. Sem contar suas cabeças, que são alvos letais mas difíceis de serem atingidos, seus troncos parecem protegidos por um escudo literalmente a prova de balas. Em vários momentos fui obrigado a gastar metade do carregador de uma AK-74 para matar um inimigo que se encontrava pouco mais de 10 passos de distância do meu personagem. Alguns tiros não acertam neles, mesmo com a distância curta, e outros parecem não fazer efeito. Algo bem estranho.

Pra que Jedis se temos colombianos?


Além dos pequenos defeitinhos de programação, que incomodam uma vez ou outra, Soldier of Fortune 2 tem um baita problemão que pesou muito em sua avaliação final: A inteligência artificial irreal. Em momento algum da jogatina é mencionado que os colombianos são seres dotados de poderes psíquicos ou mágicos e têm a força de um urso das montanhas, a precisão de um felino selvagem, a visão de uma ave de rapina e o faro de um cão do mato. Mas o fato é que esse malditos são capazes de notar sua presença com uma distância sobre-humana e conseguem jogar uma granada exatamente no seus pés, com uma mira jamais vista no mundo real ou virtual. Isso quando não disparam seus rifles com um coeficiente de acerto espetacular, mesmo se você estiver agachado, entre arbustos e plantas, teoricamente invisível aos olhos de um ser humano virtual comum.

A criação de situações supostamente impossíveis e este exagero na dificuldade, mesmo no modo mais fácil, faz com que as missões baseadas na camuflagem sejam mais frustrantes do que tentar tirar uma meleca usando uma luva de boxe. Resultado: Parte do jogo - e da sua paciência - fica comprometida.

Ao menos, quando temos personagens controlados pelo computador do nosso lado, nos ajudando, estes também são um bando de Robocops, que levam vários tiros e não morrem, além de matar todos os inimigos.

Multiplayer: Outro jogo, totalmente distinto


Contradizendo o modo de um jogador, o multiplayer de SoF2 pode ser considerado um outro jogo, de extrema qualidade.

Nele temos uma infinidade de skins e quatro opções de divertimento: deathmatch, team deathmatch, último sobrevivente e infiltration, que é um mata-mata em times, porém com objetivos. Há também uma ótima variedade de mapas, sendo que alguns são deveras bacanas de se jogar, como as florestas da Colômbia e o escritório da Raven - isso mesmo, há um mapa que é a copia virtual das instalações da produtora em Wisconsin.

Jogando contra humanos comuns, a jogabilidade fica excepcional, as armas se tornam mais balanceadas e a tática de combate passa a ter mais valor. Tudo se transforma em um paraíso e nos passa excelentes momentos de entretenimento.

O Veredicto:
Soldier of Fortune 2: Double Helix é um jogo sem muitas pretensões, que adiciona pouco - para não dizer nada - a este gênero que é um dos mais carentes de novidades. Apesar de mais bonito visualmente, ele não tem o mesmo brilho e não inova como fez seu predecessor, dois anos atrás. Ainda, é altamente indicado para os fãs da série, filhos de açougueiro e quem já se cansou de Return to Castle Wolfenstein e Medal of Honor: Allied Assault e está interessado em uma boa experiência multijogador.


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