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Review de Slave Zero para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Quem não está cansado de ouvir que o mercado de jogos de tiro em primeira pessoa está saturado? Pois bem, com o reinado de Quake e Unreal, as produtoras têm duas opções para obter sucesso neste gênero: fazer um jogo do mesmo estilo, porém com um sistema gráfico estupidamente superior e personagens/armas muito inovadores, ou serem muito criativos para criar uma temática diferente e mesclar características de outras categorias. Eis que surge então Slave Zero, trazendo... nada de novo. Que deprê!

Mata-mata robótico


No ano de 2500, a incrível cidade vertical Megacity S1-9 se encontra sob o domínio da dinastia de SovKhan, soberano e maligno ser com ambiciosos planos de destruição. A cidade do futuro se torna um complexo militar/industrial e um mar de resíduos tóxicos letais aos cidadãos começa a ser expelido pelas tubulações.

Com um exército de poderosos robôs gigantes, os Slaves, SovKhan está pronto para colocar seus planos malignos em prática. Um grupo de humanos, descendentes de um antigo clã guerreiro e dotados de uma inteligência apenas existente nos editores de Outer Space, conseguiu roubar uma unidade Slave das indústrias de SovKhan e agora só um ser pode confrontá-lo: Spectreman... digo, Slave Zerooooo...

Legalzinho até


Apesar de possuir uma interessante perspectiva em terceira pessoa, Slave Zero não passa de um jogo de tiro em primeira pessoa. Ou seja, mais um para saturar o mercado.

Com gráficos muito bons e uma jogabilidade simples porém agradável, guiar o imenso robô nos mais variados locais de Megacity, pisoteando pessoas ou simplesmente arremessando veículos nos inimigos, é um divertimento bacana. Prédios enormes e o bom detalhamento dos persongens conseguiram dar uma sensação de algo grandioso.

Os sons não comprometem e nem agregam algum valor ao jogo, apenas fazem o seu papel sem exageros. O mesmo não posso dizer das músicas, que fedem mais do que latrina de rodoviária. Um estilo dance-new wave extremamente repetitivo e irritante me fez poupar as minhas caixas de som (e meus ouvidos) em apenas 5 minutos de contato. Depois de pensar um pouco, resolvi dar um desconto à essa tortura auditiva pois neste gênero o que realmente interessa são os efeitos sonoros de armas, explosões e gritos, nos quais Slave Zero me agradou.

Vale a pena jogar de novo?


Tudo bem, admito que o jogo é bacana, mas é impressionante como a Infogrames não adicionou nenhum item que mereça relevância. A estória segue a mesma linha do gênero, ou seja, é bem superficial, dando a impressão de ser uma desculpa para a existência do jogo. Diversas missões possuem os mais variados objetivos, que quando traduzidos se tornam "Fase 1: Destrua tudo, Fase 2: Destrua tudo" e assim por diante. Ou seja, apenas atire e exploda qualquer coisa que mova em sua tela, antes que o seu cérebro o faça.

Existe um modo multiplayer, porém nada de Internet. Você só poderá trucidar seus amiguinhos em batalhas via rede local. O arsenal de armas é abominável, com praticamente 3 variações: canhões, armas de energia e mísseis. Em cada uma delas, existe uns 3 ou 4 tipos apenas e o funcionamento é por upgrade. Isso, uma vez que você faz uma atualização na sua arma atual, não tem jeito de utilizar mais a anterior. Baah... Me lembro que o primeiro jogo de tiro 3D em primeira pessoa para PC, Wolfenstein, possuía quatro armas. E isso foi há anos.

Slave Zero é bom, mas a sua concorrência o deixa a ver navios. Ele é uma perfeita repetição de tudo já mostrado e ainda com vários defeitos. Talvez se tivesse sido desenvolvido há uns 5 anos, teria um extremo valor, mas pô, estamos no ano 2000.

O Veredicto:
Um bom jogo, mas que não tem espaço no meio de uma concorrência tão acirrada. Caso você seja tarado pelo gênero, pode adquirí-lo que terás uma boa diversão. Mas se você procura algo mais ambicioso, este tem tudo para decepcioná-lo.


Prós:

+ Sons muito bacanas;
+ Gráficos e texturas dão uma sensação de grandeza;
+ Jogabilidade simples e intuitiva;


Contras:

- Música deprimente;
- Modo Multiplayer apenas em rede local;
- Não mostrou nenhuma novidade em relação ao gênero.


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Outer Space
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