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Review de Star Wars Episode III: Revenge of the Sith para PS2 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


A saga está completa. O jovem Anakin Skywalker, cego pelas sombras do lado negro da força, criadas pelo Imperador Palpatine, deixa a sua arrogância e ambição falarem mais alto e trai a Ordem dos Jedi, derrubando a República e erguendo o Império Galáctico.

Apesar de todos que acompanham a série Star Wars estarem carecas de saber a história do próximo filme, não é o momento mais adequado para se lançar um jogo que estraga a surpresa. Entretanto, a LucasArts optou em colocar Revenge of the Sith -- cheio de cenas reais do filme -- à venda para o PS2 e Xbox algumas semanas antes da estréia no cinema. Para os fãs, é difícil resistir à tentação de não jogá-lo, mesmo que possa não ser exatamente um grande jogo.

O caminho para o lado negro


A história do jogo Revenge of the Sith segue os eventos do filme Episódio 3, mas é mais superficial, se concentrando apenas nas partes de ação que envolvem Obi-Wan e Anakin, omitindo todos os outros momentos da película. ?? como se o filme não tivesse o seu lado emotivo e fosse 100% baseado em confronto de sabres e tiros de blasters. Mesmo não trazendo todos os fatos marcantes do filme, o enredo do jogo ainda está carregado de acontecimentos reveladores, que estragarão a surpresa de quem pretende ver o filme e não sabe muitos detalhes da história.

Durante a primeira parte, Anakin e Obi-Wan estão sempre juntos, e controlamos um deles em cada missão, enquanto a inteligência artificial cuida do outro. Inicialmente, ambos são bem similares em termos de jogabilidade, o que vai diferenciando um pouco à medida que liberamos novos golpes, combos e poderes. Com o desenrolar da história, ambos trilham caminhos distintos: Enquanto o mestre viaja para o planeta Utapau para cuidar pessoalmente do comandante dos andróides separatistas, General Grievous, seu aprendiz se envolve em uma enrascada ao tentar defender o seu ???amigo???, o chanceler Palpatine.

Use a força... nos botões


Revenge of the Sith segue a mecânica simplista dos jogos hack n??? slash, na qual devemos esmagar os botões do joystick para deferir o maior número golpes que conseguirmos em um menor tempo possível. No início, temos poucas opções de ataques, combos e poderes da força, portanto ficamos restritos a revezar entre os botões de ataque aleatoriamente, além de defender e revidar alguns disparos com o nosso sabre-de-luz. Com o tempo, vamos liberando novidades, na medida em que ganhamos experiência.

Os pontos de experiência vão sendo ganhos de acordo com o nosso desempenho nas missões. Se aplicarmos boas combinações de golpes e matarmos um grande número de inimigos em pouco tempo, vamos recebendo notas que variam de 1 a 4 ??? Fair, Good, Impressive, Masterful. No final de cada fase, as notas são somadas com os segredos encontrados para formar os nossos pontos de experiência, que podem ser trocados por novos ataques, combos e poderes da força.

Acontece que grande parte destas novas habilidades só serve mesmo para requintar o jogo com coreografias mirabolantes ou efeitos especiais diferentes, não tendo valor prático algum. Ou seja, em estágios mais avançados da jogatina, mesmo com uma grande variedade de ataques ao nosso dispor, fatalmente continuaremos com a triste rotina de esmagar os botões da mesma maneira que fizemos no começo.

Essa estratégia muda um pouco apenas quando vamos enfrentar os chefes. Nestes casos, como os confrontos são de sabre contra sabre, devemos nos preocupar em defender mais e esperar o momento certo de golpear. Os ataques dos chefes têm certa lógica, portanto é prudente mentalizar a seqüência de golpes e contra-atacar quando os mesmos estiverem vulneráveis. Pode parecer difícil, mas estes confrontos de sabres são apenas um pouco mais demorados que o normal, mas estão no mesmo nível de dificuldade do restante do jogo, que é baixo. Quiçá, alguns destes duelos podem até ser ganhos apertando os botões desordenadamente.

Essa completa falta de estratégia no combate, unida à repetição de objetivos nas missões, torna Revenge of the Sith um pouco cansativo. Fora matar inimigos, a única coisa que devemos fazer é abrir portas e desativar infinitos escudos que impedem o nosso progresso, e só. O único verdadeiro estímulo para continuarmos jogando é saber mais sobre como Anakin foi ludibriado pelo lado negro, além de enfrentar os chefes e ver as novas fases... No mais, é tudo muito repetitivo.

Falatório Jedi


Revenge of the Sith é um jogo fácil e muito curto ??? em uma sentada de 5 ou 6 horas dá para chegar ao final do modo principal. Para aumentar sua longevidade, a LucasArts adicionou um modo multiplayer off-line, tanto competitivo quanto cooperativo, e missões extras.

O modo um contra um -- no qual podemos escolher entre 9 personagens para participar de um confronto contra um amigo como se fosse um jogo de luta do tipo ???Tekken??? -- é interessante, mas não o suficiente para prender a atenção do jogador por mais de uma semana. O cooperativo não segue os eventos do modo principal: São 4 missões próprias e altamente sem graça. O extra mais bacana é as missões de bônus: São 5 missões diferentes daquelas do modo principal, cada qual com um personagem jogável distinto ??? Um dos guarda-costas de Grievous, o próprio Grievous, Anakin, Yoda e até Darth Vader, na versão com a armadura preta. Infelizmente, elas também são curtas demais.

Na parte visual, Revenge of the Sith é bem decente, sem exageros. Os personagens são bem parecidos com os do filme, os cenários são bacanas e as texturas e efeitos cumprem bem o seu papel. O maior destaque fica para as coreografias, que estão no jogo em grande quantidade e qualidade. De vez em quando, acontece um problema ou outro na fluidez das animações, e uma ligeira queda na taxa de quadros por segundo.

Nos sons, temos as boas e velhas composições de John Williams, que são uma trilha sonora perfeita para todo jogo baseado em Star Wars, e os sons de sabres, rifles e demais ruídos retirados diretamente dos filmes, que dão um ótimo clima. O problema aqui fica para as dublagens: Além de não serem dos verdadeiros atores do filme, as vozes são repetitivas demais e enchem a paciência.

O Veredicto:
Star Wars Episode 3: Revenge of the Sith tem uma dose suave de diversão e serve como um bom tira-gosto para os mais ansiosos que querem saber mais um pouco da história do filme, mesmo que estrague a surpresa pouco antes de sua estréia. Para quem é muito fã da série, é uma boa pedida, mas para outros jogadores, é apenas um jogo simples e bem repetitivo.

Prós:

+ Bom pra saber mais sobre personagens e acontecimentos do filme antes de todo mundo;
+ Boa quantidade de golpes, combos e poderes da força;
+ Combates com os chefes são simples, mas bacanas;
+ Coreografias das lutas;


Contras:

- Jogo se resume a abrir portas e matar inimigos;
- Não importa o golpe que usar: Todos têm o mesmo valor prático;
- Curto demais e os modos extras não conseguem aumentar muito a longevidade;
- Os personagens não param de falar abobrinhas;
- Já que estraga a surpresa do filme, podia estragar direito.


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