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Review de Medal of Honor: European Assault para PS2 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Com sete jogos lançados nos últimos sete anos, e sempre fazendo sucesso, inovar não está entre as prioridades para a série Medal of Honor. Baseado nesta filosofia, European Assault chega para o Playstation 2, Xbox e Gamecube repetindo a fórmula, mas fazendo algumas evoluções que o tornam um jogo bem mais sólido e interessante que seu antecessor, Rising Sun.

Faça o que quiser


Os cenários são aqueles que os fãs da série já devem saber de cor, indo de Stalingrado ao norte da África, passando pela Europa central. Mas desta vez os ambientes foram ampliados, passando de meros corredores lineares para lugares abertos que estimulam a exploração e proporcionam uma sensação mais autentica de guerra. Cada missão inclusive oferece objetivos secundários, reservados àqueles que queiram explorar cada metro quadrado do cenário e se enveredarem por bifurcações menos óbvias do lugar.

Como manda a tradição, cada missão é precedida de um vídeo com cenas reais da Segunda Guerra e acompanhada pela narração de um soldado veterano. O briefing expõe o objetivo principal, e indica também os secundários, que podem variar de fotografar um documento do inimigo, resgatar reféns a até matar um comandante inimigo, que surge como se fosse um ???mini-chefe???, com mais energia vital e melhor pontaria. Completá-los ou não fica a critério do jogador, que posteriormente receberá um relatório indicando os objetivos realizados, os que restaram, e a pontuação em forma de medalha, de bronze a ouro. ?? uma ótima idéia que estimula tanto quem não tem paciência e quer ir direto ao ponto chave da missão como aquele que não quer deixar um alemão em pé, e receber a mais alta condecoração.

Larry, Moe e Curly vão à guerra


Na onda dos jogos de tiro baseado em esquadrão, o jogador tem três soldados descerebrados para acompanhá-lo pelos amplos cenários. ?? evidente que a intenção da EA era tê-los como peças importantes ??? e pensantes ??? na missão, mas o que se percebe no jogo é que o comportamento do esquadrão foi um dos vários itens de European Assault que ficaram inacabados, graças às notórias imposições da EA para apressar a chegada do jogo ao mercado. Os soldados de suporte não fazem muito além de dar alguns tiros quase nunca letais e servirem de escudo, absorvendo grande parte dos tiros que cruzam a tela sem se importarem. ?? possível dar ordens a eles para que ataque ou recuem, e até curá-los desperdiçando um kit médico, mas nada disso tem efeito prático relevante no jogo, então o melhor a fazer e simplesmente ignorá-los, ou exergá-los apenas como entidades a serviço de uma ambientação mais autêntica para o jogo.

O tiroteio em si manteve-se intacto, e apesar de nada original, ainda consegue ser bastante divertido. Só é uma pena que desta vez o jogo tenha ficado mal balanceado em relação à dificuldade, sendo às vezes muito frustrante e cheio de situações injustas, como quando um soldados aparece do nada para te dar um tiro fatal ou mesmo surge por trás, sem que você tenha tempo de reagir. Pra piorar, em cada missão dependemos de alguns kits médicos e de um ???ressuscitador??? -- uma injeção com efeito prático de uma nova vida -- que podem ser usados quando quisermos, mas que muitas vezes são insuficientes e nos deixam na mão, obrigando a reiniciarmos a missão do começo. Quando a situação aperta no combate, cabe como último recurso usar a ???Adrenalina???, representada em uma barra que sobe lentamente com o tempo e que, quando cheia, permite que entremos por alguns segundos em um estado de super-herói, invencível, com os tiros causando mais dano e com balas infinitas. Mas não resolve. European Assault é um jogo cruel, sem ???check-points???, com pouca munição e bastante frustrante.

A inteligência artificial é outro detalhe mal acabado e que parece ter evoluído muito pouco desde o primeiro Medal of Honor. O jogo ainda é muito dependente de scripts, e mesmo que alguns sejam bem divertidos, ocorrem muitas situações cômicas como quando um soldado pega uma granada no chão, grita ???Granada!!??? e atira o objeto na parede para ele voltar exatamente em cima dele e explodir. Na maioria dos casos, a reação mais comum é apenas esconder e aos poucos revelar a cabeça, ou simplesmente correr feito um maluco em direção ao jogador.

Gráficos, som, multiplayer


Visualmente European Assault é apenas mediano, predominando texturas simples, ambientes pouco detalhados. Apenas um ocasional efeito de sol se destaca, deixando alguns cenários até bonitos, mas nada que vá impressionar. O som, como sempre, é o que mais impressiona com seu padrão THX e várias camadas de barulhos de tiros e gritos de soldados dando aquele clima todo especial.

Já o modo multiplayer funciona apenas offline, com até oito jogadores em tela dividida. ?? uma pena, principalmente no caso do Xbox que tem modo on-line como padrão na maioria dos jogos.

O Veredicto:
European Assault tem algumas novidades interessantes, principalmente no que diz respeito aos cenários mais amplos e abertos, mas nada que seja muito relevante diante do saturado tema da Segunda Guerra. Como jogo de tiro em primeira pessoa ainda é divertido e está entre as melhores opções disponíveis para os três consoles, embora o nível de dificuldade acentuado e algumas arestas mal aparadas nos aspectos gráfico e inteligência artificial pesem contra.

Prós:

+ Cenários mais amplos, mais liberdade;
+ Missões secundárias divertidas;
+ Jogabilidade continua agradando;
+ ??timo som;


Contras:

- Visual bem longe de impressionar;
- Muito baseado em scritps... e às vezes as coisas saem do script;
- Difícil, muitas vezes frustrante;


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