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Review de Destroy All Humans! para X-Box de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Destroy All Humans se baseia no tema predileto dos videogames da guerra entre humanos e alienígenas, só que desta vez jogamos da perspectiva dos invasores do espaço, em missão para capturar cérebros de terráqueos e, de quebra, destruir tudo.

Preparando o massacre


A história começa quando os Furon, que são o estereotipo alienígena verde-acinzentado, baixo, cabeçudo e de olhos grandes, decidem roubar um pouco de massa cerebral humana. Como não possuem genitália, os Furon propagam a espécie através da clonagem, e isso só é possível com a utilização de um DNA especial, que é extraído do cérebro dos terráqueos. E já que o estoque estava baixo, era hora de fazer mais uma visita ao planeta Terra.

O que era pra ser uma missão simples e rotineira para Cryptosporidium ??? Crypto, para os íntimos ??? acaba virando uma tragédia: O simpático alien é capturado pela Majestic, uma divisão governamental especial que funciona como uma polícia secreta interplanetária, uma imitação descarada dos Homens de Preto, do filme. Com medo dos terráqueos aprenderem a tecnologia Furon, um novo clone de Crypto é enviado novamente a Terra, desta vez com a missão de resgatar o seu ???irmão??? e trazer de volta todo o equipamento alienígena.

A situação não é boa e Crypto terá que fazer de tudo para cumprir sua missão, até destruir todos os humanos.

GTA alienígena


Destroy All Humans segue um pouco o estilo popularizado por Grand Theft Auto, nos apresentando cenários bem abertos e vastos, cheios de possibilidades de exploração e que dão uma total liberdade ao jogador de se mover pelo caminho que queira. Obviamente, as cidades de DaH são bem mais limitadas que as de GTA, mas são bem vivas, com muitas pessoas nas ruas e carros trafegando. Outras similaridades estão no foco na ação, a perspectiva em terceira pessoa e o toque humorístico.

Como alienígena, Crypto causa pânico por onde passa, por isso devemos ter certos cuidados como não atrair a atenção de policiais, soldados do exército e agentes da Majestic. O interessante é sempre procurar os caminhos mais isolados, com menos movimento de pessoas, e se esconder regularmente atrás de objetos dos cenários, se achar prudente. Mas a técnica mais eficaz é a utilização do HoloBob, um poder alienígena com o qual assumimos temporariamente o disfarce de um ser humano através de um holograma. Assim, podemos caminhar livremente entre os humanos sem chamar atenção, desde que não cheguemos perto de um agente da Majestic, que consegue enxergar através do HoloBob.

Assim como GTA, Destroy All Humans tem um sistema de alertas que vai tornando os inimigos mais fortes e bem armados à medida que seu medidor vai subindo. Se somos detectados por um terráqueo, o nível 1 do sistema é acionado e as pessoas ficam mais alertas sobre nossa presença. No nível 2, começa a existir um movimento de carros de polícia com a sirene ligada nas ruas e os tiras aparecem em maior quantidade, todos nos procurando. O terceiro nível é caracterizado por um maior reforço policial, acompanhado ainda das forças armadas. Sim, caminhões com soldados e até tanques de guerra estarão no seu encalço neste momento. No último nível, dezenas de inimigos vão nos perseguir, incluindo os agentes da Majestic, munidos de armas especiais de raios.

Apesar da dificuldade aumentar bastante neste quarto nível, o jogo ainda não consegue ter um bom desafio, graças à precária inteligência artificial dos inimigos. Cada hora eles têm uma reação diferente, alguns se perdem nos tiroteios, outros simplesmente ficam olhando os objetos explodindo para todo lado e não fazem nada. As pessoas comuns das ruas também têm comportamentos pra lá de esquisitos, detectando Crypto em ocasiões que não deveriam e não detectando em situações mais óbvias.

Utilizando a tecnologia extraterrena


Ao contrário da maioria dos jogos de ação, DaH conta com uma quantidade mais restrita de armas, mas que conseguem ser bem úteis, cada qual em uma determinada situação. O Zap-O-Matic, que é um rifle de cargas elétricas, é ótimo para atordoar humanos e consegue acertar até quatro deles ao mesmo tempo, quando está com seu upgrade máximo. A arma chega a matar, mas mantém íntegro o corpo da vítima, permitindo ainda que roubemos seu cérebro.

O lança-detonadores de Íon funciona como um lança-granadas comuns e é ideal para destruir veículos mais pesados ou até aniquilar ???um bolo??? de inimigos concentrados em um único lugar. Já o Anal Probe, a popular Sonda Anal, arranca o cérebro das pessoas pelo... você sabe e o Desintegration Ray simplesmente desintegra um ser por completo, não sobrando nada. ?? um boa arma contra veículos leves.

Quando a situação aperta demais e precisamos enfrentar muitos tanques e artilharias fixas, o negócio é voltar ao disco voador e utilizar o seu poder de fogo superior. No seu comando, a jogabilidade é limitada, pois não podemos controlar o disco em todas as direções e somos obrigados a ficar apenas atirando em direção ao solo. Mesmo assim, é sempre gostoso utilizar o devastador Death Ray, que é capaz de explodir casas e carros (as arvores ficam intactas, sabe-se lá por que) em uma fração de segundos, e outras armas ainda mais poderosas que o disco tem.

Além das armas, Crypto ainda conta com certos poderes especiais da mente. O mais bacana deles é o Psychokinesis, que permite levantar pessoas e objetos (sim, até carros, se o poder for melhorado) e arremessá-los. Ele é melhor aproveitado quanto temos uma grande quantidade de inimigos na nossa cola, pois podemos arremessar grandes objetos e matar todos com ???uma cajadada só???. Temos também o scan, que nos permite ler a mente dos seres e ver o que estão pensando. Esse poder quase não tem utilidade, mas ajuda muito no lado cômico do jogo, pois alguns dos pensamentos são interessantes.

Outro que também pouco útil é o Hypno Blast, que nos permite hipnotizar os outros e obrigar a fazê-los certas ações. E, por último, temos o Extract, que explode a cabeça do indivíduo, expondo seu cérebro. Todos estes poderes requerem pontos de concentração para serem utilizados, que são reabastecidos automaticamente com o tempo.

?? sempre bom coletar o máximo de cérebros que conseguirmos, pois eles funcionam como uma espécie de moeda em DaH. Nosso ajudante Pox, que sempre fica na nave-mãe nos dando as diretrizes das missões, desenvolve melhorias para nossas armas e troca-as por uma certa quantidade de DNA. E acredite: Em momentos mais avançados do jogo, estes upgrades vão fazer muita falta.

Recomeçando a missão pela 10ª vez


Além de ser baseado em um tema muito interessante, Destroy All Humans tem um ótimo clima. Primeiro por ser ambientado na década de 50, com aquele ar retro, e segundo porque realmente nos sentimos seres superiores, podendo massacrar centenas de humanos indefesos com nossos raios. Alguns raros momentos do jogo, como o início, que interagimos com uma vaca no pasto e quando nos disfarçamos de prefeito da cidade para fazer um pequeno comício são muito engraçadas.

Tecnicamente, o jogo não impressiona, mas não compromete. Seus gráficos e texturas são legais, mas a amplitude de visão não é das melhores. Ainda assim, o efeito pop-up, no qual objetos aparecem repentinamente na tela quando aproximamos, acontece a todo instante. Os sons são bacanas e as vozes muito adequadas.

Além disso, alguns problemas perturbam muito. Por exemplo, em uma missão muito grande, se morrermos no final, somos obrigados a começar tudo de novo, desde o início. Jogadores mais exaltados certamente perderão a paciência e desistirão momentaneamente do jogo por este motivo. Também, as missões que são totalmente baseadas na furtividade são muito frustrantes, porque a inteligência artificial não colabora. Quando é proibido chamar a atenção da Majestic, o jogo vira uma seqüência de tentativa e erro bastante irritante.

Outro problema grave de DaH é que sofre de um mal que assola muitos jogos da atualidade: Começam bacanas e promissores, mas ficam repetitivos com o tempo. Ainda é um jogo divertido e que merece sua atenção, mas claramente poderia ter sido melhor explorado se estivesse na mão de produtores mais criativos.

O Veredicto:
Destroy All Humans é mais um exemplo de jogo com uma ótima premissa e que tinha tudo para ser excelente, mas que acabou sendo mal aproveitado pelos seus produtores. O jogo tem bons momentos de humor e é interessante no começo, mas acaba se repetindo demais e apresentando alguns elementos frustrantes. Vale pela curiosidade.


Prós:

+ Tema bacana, com muito potencial;
+ ??timo clima. Nos sentimos um verdadeiro ser superior;
+ Armas interessantes e úteis. Os poderes também são bacanas;
+ Várias pitadas de humor ajudam a tornar o jogo mais divertido;


Contras:

- Missões baseadas em furtividade são terríveis;
- Se morrermos, temos começar uma fase desde o início. Frustra;
- Começa muito bem, mas se torna repetitivo;
- Inteligência artificial deixa a desejar;


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