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Review de Devil May Cry 4 para PS3 de Eurogamer

por ekans, fonte Eurogamer, data  editar remover


Finalmente a hora chegou e a Capcom libertou o demónio na nova geração.

Nero, é um jovem rapaz que pertence a uma ordem, a ???Order of the Sword??? devota a Sparda, apenas por causa de Kyrie, sua amiga pela qual nutre algo mais do que simples amizade. Durante uma cerimónia, o chefe desta ordem é violentamente assassinado por Dante, o caçador de demónios, e será aqui que a nossa aventura irá começar.

Esta nova aventura, decorre entre o primeiro e o segundo Devil May Cry, e como tal temos um Dante mais velho, perto dos 40 anos. Mais experiente, mais calmo, mais confiante e ainda com mais estilo, estando em contraste com Nero, o novo protagonista, mais jovem, mais fraco e mais furioso mas também com muito estilo.

Não será preciso muito tempo para que se defrontem e breves momentos após a fantástica sequência cinematográfica de abertura, Nero e Dante travam o seu primeiro combate. ?? estranho ver Dante como inimigo, sem perceber as suas intenções. Será também aqui, que iremos ter a percepção do trabalho da Capcom, com a mudança de protagonista. Nero, é jovem e tem carisma para apelar aos novos e aos velhos fãs mas no entanto é Dante, que continua dono e senhor de todo o carisma e estilo, que lhe valeram o lugar ao lado dos melhores personagens desta indústria. Quase como se a Capcom quisesse dizer, vocês são este novato, vão progredir e aprender com ele mas é exactamente com aquele ali que querem jogar.

A história, irá levar Nero a descobrir vários segredos e pelo meio várias revelações vão ser feitas. Várias perguntas como, a origem do braço demoníaco de Nero ou o porquê de Dante atacar aquela ordem, vão ser respondidas. A história de Devil May Cry 4, é bastante agradável e cria um excelente pano de fundo para toda a acção.

Para dar vida ao jogo, a Capcom recorreu a um motor de jogo concebido pela própria companhia, já com provas dadas na Xbox 360 mas em estreia na PlayStation 3. Na sua primeira performance, o MT Framework, nome do motor de jogo, porta-se muito bem e estamos perante um resultado bastante sólido. Ao longo de toda a aventura, vamos ser presenteados com um visual digno desta nova geração, cheio de belos detalhes e efeitos, com uma acção fluída a constantes 60 frames por segundo. Os personagens, são dotados de um bom nível de detalhe, algo ainda mais visível nas sequências não jogáveis, e os cenários coloridos e detalhados. Como em tudo, há sempre um mas, neste caso um pequeno mas, que em algumas partes se torna um grande mas. O grande defeito visual de Devil May Cry 4, está nas sombras que por vezes apresentam um nível medonho de escadeamento. Principalmente no nível da floresta, vão-se assustar com o resultado horrendo que a Capcom apresenta, mas é um pequeno defeito no meio de tanta qualidade e no aspecto geral, Devil May Cry 4 está bom e recomenda-se.

Devil May Cry, sempre se destacou dos demais jogos do género, por apostar numa abordagem ao sistema de combate que dava privilégio ao estilo, daí que é considerado um ??? Stylish Action Game???, e o grande trunfo da série, sempre esteve na jogabilidade.

Neste sentido, a Capcom mantém-no quase inalterado. A jogabilidade característica está de volta, e mais do que remodelar a Capcom optou por melhorar, e ainda bem que o fez. Vamos progredir nos níveis, sendo forçados, em certas áreas, a derrotar os inimigos para prosseguir, coleccionando as Orbs vermelhas. O esquema mantém-se igual e o mesmo se poderia dizer do sistema de combate, que continua rápido e divertido, não fosse o braço demoníaco de Nero oferecer acesso ao Devil Bringer, que introduz uma mecânica de jogo, ligeiramente diferente. Graças ao Devil Bringer, vamos conseguir executar grabs, alguns deles verdadeiros regalos para a vista, especialmente nos bosses e diga-se desde já, estamos perante alguns dos melhores bosses da série. Libertando o estilo, podemos executar várias combinações fenomenais e todos aqueles que pensem que executar a mesma combinação repetidamente funciona, podem querer mudar de ideias. Quanto mais poderosas e variadas as combinações forem, melhor será o nosso nível de estilo e assim ganhamos mais pontos. De volta, estão os estilos de Dante, agora acessíveis em tempo real, o que ainda torna a acção mais variada e frenética quando jogam com o herói de Devil May Cry.

No entanto se a Capcom, por um lado conseguiu trazer de volta, tudo o que de bom a série tem, por outro lado não conseguiu rectificar em pleno, as pequenas falhas, que mais uma vez regressam, nomeadamente, a camera. Sendo móvel e livre para controlar, em muitas secções torna-se fixa e cumpre um mau trabalho no que diz respeito ao focar a acção. Várias vezes, vão ser obrigados a procurar pelos inimigos na direcção onde os viram da última vez pois a camera foca o personagem e por vezes perde-se a acção.

Este espectáculo de acção e adrenalina, faz-se acompanhar de uma banda sonora ao nível e que se enquadra na perfeição. Os fãs, já sabem com o que contar, desde rock a dance, a banda sonora é o elemento que complementa a acção e durante os combates ou durante as sequências cinematográficas, contribui para o subir da adrenalina. Por vezes, a elevada repetição de alguns temas, fazem com que se tornem menos apreciados mas estamos perante uma sonoridade bem ao jeito do habitual nesta série.

Falando nas músicas, também falamos nos efeitos especiais e principalmente nas vozes. Sendo um jogo da Capcom, é normal ficar de pé atrás quando se trata das vozes das personagens, raramente esta companhia conseguiu um bom trabalho, neste aspecto, sendo que alguns jogos chegavam mesmo a cair no ridículo. Tal não acontece aqui, e podemos dizer que se insere dentro dos melhores trabalhos apresentados pela companhia, não que isto seja muito confortante obviamente, mas Devil May Cry 4 consegue um resultado positivo, quer seja nos protagonistas, quer seja no restante elenco principal.

Devil May Cry, tem o mérito de se conseguir apresentar com um produto capaz de agradar tanto aos jogadores casuais como os jogadores mais experientes e mais dedicados. Algo que até na longevidade se fará notar pois para um jogador casual, terminar a aventurar pode demorar entre 12 a 15 horas, mas para os mais dedicados, ainda muito irá ficar para se fazer. Para todos aqueles que queiram comprar todas as habilidades para as personagens, vai ser necessário jogar uma segunda vez ou então repetir várias vezes os diversos níveis.

A Capcom, alterou o método usado para adquirir novas habilidades e se anteriormente eram precisavas Orbs vermelhas, agora são precisos fragmentos. Estes fragmentos, são ganhos no final de cada nível, conforme a nossa pontuação, por isso quanto melhor jogarem mais poderosa a vossa personagem se vai tornar.

Devil May Cry 4, é um festival de acção e diversão que consegue apresentar argumentos capazes de cativar todos aqueles que pretendam o que de melhor há no género. Um dos grandes jogos deste início de ano para qualquer uma das plataformas.


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Eurogamer
9/ 10
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