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Review de Lost Planet: Extreme Condition para PS3 de Eurogamer

por ekans, fonte Eurogamer, data  editar remover


Numa altura em que o Planeta está completamente congelado e sem o mínimo de condições térmicas capazes de fazer com que a população viva com qualidade, a colonização é uma realidade e o aparecimento de uma espécie semi-alienigena, os Akrid, torna-se a única esperança de vida para o planeta. O que acontece é que estas criaturas contêm nos seus corpos uma substância rica em energia térmica, um bem precioso para o planeta. Todo o jogo tem um estilo futurista, relatando uma história na perspectiva de um herói, Wayne. Este rapaz com um aspecto meio enfadonho e inofensivo, tem como objectivo acabar com esta raça para vingar o seu pai que morreu enquanto lutava contra o GreenEye, o Akrid mais poderoso.

Assim, Lost Planet torna-se um jogo com uma história épica capaz de agarrar o jogador ao ecrã. Podem contar com cerca de 10 missões no total que podem variar entre 30min 1h de duração, conforme o nível de dificuldade. Em grande parte das missões o jogador defrontará criaturas gigantes em batalhas frenéticas e cheias de acção, fazendo lembrar o excelente Shadow of Colossus. Pelo menos a sensação de minimização é igual, pois à partida parece impossível conseguir vencer estas gigantes criaturas, o truque é acertar-lhes no ponto fraco. No intervalo de cada missão somos presenteados com belas cut-scenes, e é aí que a história e desenvolvida e explicada.

Pode-se dizer que temos dois principais inimigos, os Akrid e as condições climatéricas. Enquanto caminhamos pelo cenário branco e gélido a temperatura do nosso fato diminui. Para evitar que a temperatura baixe demasiado devemos matar o maior número possível de criaturas para que possamos recolher a sua energia térmica e assim estabilizar a temperatura do fato. Se enquanto combatemos perdermos vida, o valor de energia térmica diminui para assim estabilizar a nossa barra de vida. O que acaba por acontecer é que mesmo que sejamos espezinhados por criaturas gigantes ou fuzilados pelos piratas da neve a nossa barra de energia pouco ou nada desce, é como se fossemos imunes a tudo isso, a única coisa que acaba por descer é a energia térmica, mas essa está constantemente a ser estabilizada. Como normalmente nunca morremos, acabam por existir outras alturas em que os inimigos aparecem todos ao molho, e aí o difícil é não morrer, algo que se torna frustrante.

Ao nosso dispor temos um enorme arsenal de armas divididas em dois tipos: as mais pequenas que são mais facilmente transportáveis e as armas de encaixe para os diferentes veículos. As armas de encaixe são maiores e mais pesadas pois são feitas para se usar nos veículos, no entanto podemos pegar nelas e usa-las, ainda que o Wayne custe a dar passo com elas mão. Temos armas como a sniper, metralhadoras, espingarda, etc., e ainda armas de grande porte tais como raio-laser, lança-granadas ou ainda o lança rockets. Para finalizar existe ainda uma grande diversidade de granadas, tais como discos-granada, granadas que se colam, granadas de plasma e as típicas granadas de fragmentação.

O modo online é um pouco selectivo e dificilmente agradará toda a gente. Os amantes de FPS poderão não gostar deste modo online, pelo que o melhor será mesmo dar uma olhada na Demo. Ao fim ao cabo este modo online não é tão viciante como muitos outros que temos visto, muito por culpa de algumas falhas. Os tempos de respawn são por vezes muito grandes e cada vez que morremos acabamos por renascer no início do cenário, muitas vezes longe dos pontos onde existe acção. Isto faz com que se repita vezes e vezes sem conta o mesmo trajecto, tornado-se aborrecido. O online é composto por 4 modos de jogo:

-Team Elimination, a típica batalhas entre equipas onde quem pontua mais no final do tempo ganha; - Elimination, um todos contra todos; - Post Grab, uma esécie de captura de bandeira, mas sem bandeiras. Aqui o objectivo é capturar os postos de informação. - Fugitive, o jogador deverá fugir dos inimigos, aguentando tanto tempo vivo quanto aquele que foi estipulado.

O modo online funciona por níveis, consoante ganhamos jogos vamos ganhando mais pontos de experiência e subindo de nível, só assim é possível desbloquear novos fatos e personagens.

Este é um daqueles jogos em que disparar não é divertido, simplesmente é algo que faz parte do jogo não tirando partido disso para melhorar a experiência de jogo. Ao inicio tanto o boneco como a mira podem parecer lentos, mas a velocidade da mira é ajustável de várias maneiras e assim que o jogador se familiarizar com a jogabilidade esta torna-se intuitiva e divertida principalmente ao defrontar certos Akrids.

Não estando mau, o visual do jogo poderia ser bem melhor. Podem contar com certas texturas pouco detalhas e até mesmo elementos muito pixelados, como as explosões por exemplo. O serrilhado é outro problema que se denota frequentemente. Os cenários na generalidade são muito parecidos, o enorme branco da neve que nos rodeia está quase sempre presente. Ainda assim existem alturas em que entramos em grutas, por exemplo, e deparamo-nos com cenários belos e originais, extremamente bem desenhados e que demonstram o verdadeiro potencial do jogo. Existe uma boa disposição de cores que dá vida ao jogo até mesmo nalguns Akrids.

As missões por vezes tornam-se monótonas por falta de uma música ambiente mais presente e constante, mas quando entramos em cenas de maior acção surge uma música a condizer que nos dá aquela sensação de satisfação, tornando as batalhas verdadeiramente épicas. Outro problema é que parece existir algumas falhas no som de algumas armas, existem armas gigantes que fazem disparos com som demasiado reduzido para aquilo que se espera. Fora isso está tudo OK.

O cenário é destrutível, mas de uma forma estúpida. A maioria dos componentes do mesmo despedaçam-se em 1000 pedaços com um só tiro e desaparecem do cenário sem que cheguem a tocar no chão.

No final de contas, Lost Planet, na Playstation 3, acaba por ser mais uma conversão mediana de um título da xbox360, que desta feita acaba por perder imensa qualidade. Com mais de um ano após o seu lançamento original seria normal pedir alguns melhoramentos ou pelo menos uma qualidade acima da média, o que não se verifica. Se procuram algum entretenimento, então Lost Planet é a escolha certa pois tem um modo história atraente e um modo online capaz de agradar por uns tempos. Além disso o seu preço apetecível torna-o numa aquisição ainda melhor e mais em conta.


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Eurogamer
8/ 10
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