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Review de Castlevania: Dawn of Sorrow para DS de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


O pacote de novidades de Aria of Sorrow, que engloba um herói inédito e cheio de poderes, uma infinidade de novas armas e itens para utilizar, uma história baseada em um futuro próximo e um sistema de coleta de almas dos inimigos, fez do último Castlevania para o GBA um sucesso.

Estes toques especiais, que deram uma refrescada a esta que é uma das mais tradicionais séries de ação 2D do momento, obviamente retornariam em um novo jogo, desta vez utilizando também os recursos do novo portátil da Nintendo, o DS. Surge então, Dawn of Sorrow, uma continuação de AoS que traz todas as suas qualidades e ainda um bocado de melhorias.

O herói do mal


Os eventos de Dawn of Sorrow acontecem um ano após o término de Aria. De volta, temos o ???herói??? Soma Cruz, um rapaz jovem, cheio de poderes e boas intenções, mas que, na verdade, guarda uma força maligna em seu interior. Soma é a reencarnação benevolente do próprio Drácula, mas que pode se tornar má, virando um verdadeiro portal de ligação para trazer de volta o lorde do mal ao mundo dos vivos, a qualquer momento.

Logo no início, enquanto passeava tranquilamente com sua amiga Mina, Soma é abordado por uma bruxa chamada Celia e descobre que seus poderes não sumiram completamente, conforme pensava. Na verdade eles estão dentro dele todo instante, mas só afloram em situações de perigo. Genya Arikado aparece e diz que a bruxa está se preparando para trazer o lorde da escuridão de volta, com dois candidatos que preenchem os requisitos necessários para o ritual. Soma decide intervir, sem ao menos imaginar que tudo isso não passa de uma armadilha para si próprio...

A história de Dawn of Sorrow é interessante e mantém o nível de qualidade dos enredos comuns da série, mas tem poucos textos. Na verdade, o foco é mesmo na ação, com um ou outro acontecimento que merece um detalhamento maior sobre o que está acontecendo, o que é feito através de diálogos esporádicos. Personagens e cenários já vistos em outros Castlevanias aparecem para dar aquele ar de nostalgia aos fãs.

Riscando vampiros


Como é uma continuação, Dawn of Sorrow se assemelha muito a Aria of Sorrow e continua a utilizar o estilo de jogabilidade ???Metroidvania???, como é conhecido pelos fãs da série. Isso porque à medida que vamos matando monstros, novas áreas no castelo vão sendo liberadas, algumas perto de locais que já passamos, nos obrigando a ir e voltar pelos cenários para evoluirmos na jogatina. Esse conceito, copiado da série Metroid, foi incorporado pela primeira vez em um Castlevania em Symphony of the Night, do Playstation, e agradou muito aos fãs.

Esse vai e volta, porém, não chega a ser frustrante pelo fato de podermos utilizar alguns tele-transportadores muito bem distribuídos por todo o castelo. O único empecilho é que, toda vez que mudamos de tela, os monstros renascem e somos obrigados a matar tudo novamente, o que pode desanimar os jogadores menos pacientes.

Outras características resgatadas de Aria são o sistema de almas e a boa variedade de armas. Ao contrário dos antigos heróis da série ??? os Belmont ???, Soma utiliza muito mais do que chicotes, águas bentas, machados e bumerangues em formato de cruz. São facas, punhais, adagas, espadas, machados, lanças, foices e até pistolas 9 milímetros, isso sem contar a infinidade de poderes especiais adquiridos pela coleta de almas.

Eles estão divididos em 4 classes: Ability, ou habilidades, é conquistada quando matamos os chefes e fica sempre ativa, como a possibilidade de dar saltos duplos ou mergulhar. Temos também a Bullet (que serve para disparar diferentes projéteis contra os inimigos), a Guardian (na qual invocamos uma criatura para nos ajudar em uma situação) e a Enchant (que melhora algum dos nossos atributos). Praticamente todos os monstros do jogo nos fornecem sua alma, portanto temos muitas opções de ataques especiais diferentes.

O controle de Soma pelo DS é muito bom, mas as características principais do portátil não foram utilizadas em DoS com tanta criatividade. O jogo ocorre todo na tela base do portátil, enquanto a de cima fica mostrando o mapa do castelo o tempo inteiro. Podemos também colocar as estatísticas do jogador nela, mas não é muito útil. Já o sistema ???touch screen??? parece que foi incluído pela Konami apenas por burocracia ou para dizer que o jogo usa essa tecnologia. Devemos utilizar o toque à tela em duas oportunidades: quando temos que fazer desenhos para acabarmos de matar os chefes e quando devemos remover uns blocos de gelo da tela. Em ambos os casos, a utilização do toque é altamente descartável e ainda muito pouco prática, uma vez que devemos largar os botões rapidamente e pegar a caneta.

Aventuras paralelas


Na parte técnica, a Konami se superou mais uma vez com Dawn of Sorrow. Apesar do jogo pegar emprestadas algumas coisas que vimos em Aria of Sorrow, o visual geral está bem melhor, com mais cores, melhores animações e camadas dos cenários se movimentando em velocidades diferentes para dar um ligeiro aspecto de três dimensões. Os chefes são muito bacanas ??? a maioria é bem grande, do tamanho da tela ??? e o layout do castelo é muito bom, estimulando o jogador ao mesmo tempo em que traz desafio.

A parte sonora é a melhor da série, depois de Symphony of the Night, obviamente. As composições são criativas e de alta qualidade, e existem efeitos sonoros para tudo que acontece. Cada monstro solta um gruído diferente quando morre e cada arma tem seu barulho, é um show para o ouvidos.

Outra preocupação nítida da Konami em DoS é com sua longevidade. O jogo visa agradar a todos: os mais casuais terão uma aventura sem complexidades e frustrações, e com uma boa duração, enquanto os mais ???hardcore??? terão muitos segredos para descobrir, áreas não obrigatórias para explorar, poderes extras para pegar e finais diferentes para ver, que juntas quase dobram o tempo de duração do jogo. Isso sem contar os modos extras que se abrem quando chegamos ao seu fim, permitindo-nos jogar com outros personagens (sim, os Belmont estão de volta) em uma aventura paralela.

Quem quer ainda mais, pode ficar brincando de matar só os chefes no modo Boss Rush ou trocar algumas almas repetidas com seus amigos através da conexão Wi-Fi. ?? diversão que não acaba mais.

O Veredicto:
Apesar de ainda ser prender ao velho estilo Castlevania, sem ter grandes inovações, Dawn of Sorrow é o melhor jogo da série desde Symphony of the Night. Sua ação 2D está evoluída a um estágio próximo do ideal, e a ambientação -- digna dos melhores filmes de vampiros -- continua sendo um enorme diferencial. Sem dúvidas, uma compra necessária para quem tem um DS.

Prós:

+ História interessante, no nível dos outros Castlevanias;
+ Muitas armas e poderes especiais para utilizar;
+ Mapas bem feitos e com ótima distribuição de tele-transportadores e ???save points???;
+ Muitos segredos para quem quer explorar;

Contras:

- A utilização do toque na tela sensível do DS é inconveniente e desnecessária;
- Vai e vem de cenários, matando sempre os mesmos monstros repetidamente, pode desagradar;


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Outer Space
9/ 10
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