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Review de The Eye of Judgment para PS3 de Eurogamer

por ekans, fonte Eurogamer, data  editar remover


The Eye of Jugement é a mais recente e inovadora aposta da Sony para a PlayStation 3, um jogo que desde cedo impressionou tudo e todos, apresentando uma mecânica de jogo que reformula completamente a ideia que temos de jogar, foi com facilidade que marcou entrada na lista de compras de natal de muitos jogadores.

Aquando da sua apresentação na E3 do ano passado muitos foram aqueles que ficaram na ignorância, como iria funcionar este jogo? A verdade é que era uma ideia completamente única, embora fosse um jogo que poderia vir a tornar-se algo complexo no ponto de vista da sua a implementação no mercado, a ideia principal era unânime, este jogo tinha pernas para andar.

Depois de um longo período de abstinência informativa, a Sony fez saber que Eye of Judgement estava vivo, foi dado como data de lançamento o mês de Outubro e também apresentado todo o conteúdo que iria acompanhar o jogo. A partir desse momento tudo se tornou mais claro, ainda que algumas dúvidas pairassem pelo ar, este era aquele jogo que todos queriam pôr as mãos em cima.

A introdução do jogo mostra tudo aquilo que deveremos ambicionar, controlar o mundo, controlar o nosso batalhão, na realidade jogar Eye of Judegement é como ter o mundo numa mão, o mundo talvez não, mas, com efeito rapidamente tornar-se-á um jogo difícil de tirar as mãos de cima.

Após montar todo o cenário de jogo a primeira coisa que têm a fazer é nada mais nada menos do que desfrutar durante o tempo que for preciso desta bela mecânica de jogo, como que se tratasse de magia as criaturas nascem das cartas mesmo em cima da nossa mão, certamente que muitos ficarão com cara de parvo ao observar tamanho fenómeno, mas não se preocupem porque é perfeitamente normal, nós também ficamos. As cartas são identificadas pela Câmara através de um código que funciona da mesma maneira que os códigos de barras. Este mecanismo permite uma grande velocidade de resposta, tornando assim o jogo muito mais rápido e fluido.

Um jogo com uma apresentação divinal, na recriação das cartas nem mesmo as sombras faltam, tudo é representado ao pormenor e com uma qualidade inigualável. Já o som depende dos gostos, o jogo tem um estilo de música mais pesado, estilo Metal, e irá com certeza depender do gosto musical de cada um, pessoalmente adorei. As criaturas também não são mudas e sempre que podem dão um ar da sua graça, ainda que com falas básicas, cada criatura reproduz sons diferentes e capazes de nos fazer ganhar alguma proximidade com a carta (!).

As suas animações limitam-se ao apenas á animação de ataque e de morte, sendo que estas são sempre as mesmas, cada criatura tem apenas um ataque e respectiva animação, estas animações são por vezes muito básicas, talvez um total de 2 animações de ataque por criatura não seria uma meta difícil de alcançar.

As regras do jogo são simples, começamos com 5 cartas na mão, a cada turno ganhamos 2 pontos de mana e tiramos 1 carta do baralho. Para invocarmos cartas necessitamos de mana suficiente para suportar o custo de mana da carta a que queremos dar vida. Existem 5 elementos diferentes, Terra, Água, Erva, Fogo e Biolith, se o tipo de carta que pretendemos invocar coincidir com o elemento onde a colocamos, esta irá ganhar alguma vida extra (geralmente são dois pontos), mas é preciso ter cuidado, porque se a colocarmos no sitio errado a criatura poderá perder vida ou até morrer. Cada vez que quisermos atacar teremos que pagar o custo de mana daquela carta para atacar, o objectivo principal do jogo é devastar o exército do nosso adversário e conseguir ocupar 5 terrenos do campo. O primeiro jogador que o consiga fazer ganha o combate.

Existe no entanto uma grande pobreza a nível de modos de jogo, não existe nenhum modo single player do estilo aventura/carreira como muitos esperavam, este modo iria trazer mais longevidade ao jogo, e, para além disso tornava-o mais interessante para quem não possui ligação á Internet. A verdade é que para quem não possui ligação á Internet, este torna-se um jogo muito curto, isto porque á parte do modo de jogo que permite defrontar o CPU ou um amigo, não são o modo Judgement e Card Profile que vão aumentar a longevidade do jogo. O modo Card Profile serve apenas para identificar as cartas e para os mais curiosos lerem informação sobre elas, neste modo também é possível interagir com as cartas utilizando os nossos membros ou outras cartas. O modo Judgement é um tanto ou pouco inútil visto que apenas serve para colocar as cartas frente a frente e ver qual delas é mais forte.

Para jogar online é necessário registar o nosso baralho oficial no jogo, apenas poderão ser usadas no Modo online as cartas que forem anteriormente registadas. Qualquer jogador pode criar uma sala neste modo, mas o funcionamento do jogo será sempre o mesmo, não é possível jogar noutro tipo de jogo para além do modo de conquistar 5 terrenos. Uma dúvida que muitos tinham era a tal questão de se era ou não possível fazer batota no modo online. Não, não é possível (pelo menos desta maneira), visto que apenas podemos utilizar em jogo as cartas que nos são mostradas no ecrã, ou seja, a cada turno é-nos mostrado no ecrã do televisor a carta que deveremos tirar do nosso baralho. O jogo acaba quando um dos jogadores conquista 5 terrenos, ganhando assim mais uma vitória para o seu perfil pessoal no jogo. Os perfis do jogo são mais completos do que noutros jogos, contendo o avatar do jogador na PSN e a sua nacionalidade.

Sabe-se agora que algo falhou em todo este mecanismo de jogo, é possível fotocopiar cartas, e embora não o aconselhamos fazer a verdade é que isto é uma realidade que pode levar ao desinteresse pelo jogo, espera-se que sejam tomadas novas medidas em futuras edições das cartas pois este é um dos pontos onde este jogo não poderia falhar, embora já se saiba que a Sony poderá banir os membros que recorrerem as estes métodos, esta medida pode não ser a mais correctas pois como todos sabem o fruto proibido é sempre o mais apetecido, e aqui quem falhou foi a própria editora. Fica a ideia que poderia ter sido feito algo mais neste campo.

Em tom de conclusão, Eye of Judgement é o titulo perfeito para os adeptos de jogos do género, e quando falamos em jogos do género falamos obviamente em magic, a todos aqueles que gostam do género não deixem de experimentar este belo jogo pois irão com certeza ficar muito agradados.

Para terminar, o jogo faz-se acompanhar por um tabuleiro de jogo, um Booster Pack, um Deck de iniciados, a câmara PlayStation Eye e um suporte para a própria e já se encontra disponível no mercado Europeu pelo preço de 99.99¤.


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Eurogamer
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