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Review de Commandos Strike Force para PC de GameVicio

por GameVicio, data  editar remover


Um novo gênero, um novo jogo, mais diversão?


Quando a Pyro anunciou que Commandos Strike Force abandonaria o gênero de estratégia em tempo real para se tornar um jogo de tiro em primeira pessoa, os fãs pensaram ser o fim de uma série de sucesso, por sinal, muito bem vista no Brasil. Podemos dizer que foi uma mudança radical, porém abandonou alguns princípios básicos da série, faltou desafio.

Equipe reduzida

Os personagens disponíveis são apenas o boina verde, o franco-atirador e o espião. O franco atirador é o primeiro personagem que você controla, sua habilidade de arremessar facas foi mantida e é de sua importância para ataques silenciosos que não podem ser feitos à curta distância.

A primeira fase demonstra claramente a estratégia de poder matar todos os inimigos silenciosamente ou cometer um erro e alertar a todos. O mapa no canto da tela facilita a montagem da estratégia por exibir os inimigos nas proximidades, mas se você precisar de uma estratégia mais elaborada, pode conferir o mapa completo da missão com o jogo em pausa. O mapa in-game é útil principalmente ao jogar com o espião enquanto está disfarçado.

Estratégia em primeira pessoa

Embora a perspectiva de primeira pessoa sugere um jogo essencialmente de tiro, a estratégia é evidente e imprescindível para a conclusão das missões. Saber usar as habilidades de cada commando continua sendo o grande diferencial da série. Porém os commandos quando são controlados pelo computador tendem a ser muito deficientes. Na fase White Alamo, por exemplo, é preciso alternar constantemente o controle dos personagens para não serem mortos; o ponto positivo é deixar o computador controlar o personagem que estiver na metralhadora montada.

Características das séries anteriores

As habilidades do boina-verde foram banalizadas, restou apenas o ataque de perto com a faca; já que a maior habilidade nos jogos anteriores consistia em sua grande força permitindo carregar inimigos mortos. Como é um jogo de primeira pessoa, isso não é possível; além do mais, os corpos dos inimigos mortos somem em questão de segundos.

Em contrapartida, o espião destaca-se e mantém o saudosismo da série. Enforcar o inimigo pelas costas assim como no clássico Hitman também torna-se marca registrada em Commandos Strike Force. Após se disfarçar, o esquema de rankings militares entra em ação, um sub-oficial pode reconhece-lo caso esteja disfarçado como um soldado e assim por diante. Para não limitar demais a visão geral do jogador nestes momentos, você pode consultar o mini-mapa e saber se algum inimigo está reparando demais em seu disfarce ou então posicionar temporariamente a câmera na visão de 3ª pessoa, todavia seu personagem não poderá se mover enquanto isso.

Quanto ao franco-atirador, nem precisamos comentar que se adequou perfeitamente ao gênero de primeira pessoa, embora seja usado em poucas ocasiões.

Jogabilidade

A sensibilidade do mouse começa muito abaixo do comumente visto em jogos de primeira pessoa, você deverá percebe isto nos primeiros cinco minutos de jogo. Um detalhe que também pode confundir o jogador é usar o botão 1 do teclado alpha para trocar de arma principal e o botão 2 para trocar de arma secundária ou habilidade.

Assim, o botão esquerdo do mouse dispara a arma principal e o alt esquerdo a opção secundária cujo ícone aparece timidamente no canto inferior direito da tela. Não achamos ruim esta configuração, todavia um tutorial com um texto informativo ao invés de uma animação do commando em movimento seria mais útil aos iniciantes.

Uma tecla para rapidamente ver os objetivos da missão sem ter de pausar o jogo também foi uma grande sacada dos desenvolvedores. O mini-mapa contém ícones autoexplicativos como kits médicos e a localização dos demais comandos; não fica preso somente a apontar os objetivos.

Gostamos do espaço que seu commando pode percorrer antes que fique exausto, é controlada por uma barra logo abaixo da saúde. A barra de saúde é rapidamente drenada enquanto recebe disparos, mas seu commando não morre de uma vez, é possível controlar outro commando e entregar um kit médico. Por isso, sempre tente deixar a equipe nas proximidades.

Gráficos

Apresentam uma textura granulada, talvez para enfatizar a interface e o clima Segunda Guerra Mundial. As expressões faciais são agradáveis, esteja jogando com o espião e fique diante de um inimigo, os níveis de expressão vão mudando conforme eles suspeitam do seu commando. Mesmo assim a pele poderia receber mais detalhe.

Explosões e tiros receberam pouco cuidado, estão simplistas demais comparando com outros jogos como Condemned: Criminal Origins. Os caminhões parecem um brinquedo ampliado e sem características específicas.

O impacto dos disparos no corpo dos inimigos e o realismo no recuo das armas foi aprovado, destacando-se o rifle sniper.

Som

O grito dos soldados durante o combate e do abafamento e eco dos tiros em cômodos pequenos de uma instalação demonstram uma evolução para os jogos anteriores. No entanto, até a versão 1.1 do jogo, existiam alguns problemas de efeitos sonoros descontinuados.

Veredicto

Commandos Strike Force manteve características que fizeram sucesso na série e aplicou mais dinamicidade no controle dos personagens. Os gráficos e som precisam ser melhorados. Por ser relativamente curto, podemos esperar mais jogos mantendo-se o seguimento de tiro em primeira pessoa. Mas o jogo ficou devendo em desafio e os clássicos quebra-cabeças que fizeram sucesso com a série.


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