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Review de Viking: Battle for Asgard para PS3 de Eurogamer

por ekans, fonte Eurogamer, data  editar remover


Hel, a deusa nórdica do inferno, decidiu atacar a terra dos humanos usando a força dos seus exércitos. Perante tal feroz força, o povo viking tombou, o que significa que os cornos, as barbas e o álcool dão lugar a algo ainda mais feio, a legião de Hel. Eis então que surge Freya, uma deusa disposta a por um fim às cruéis intenções da deusa do inferno. Freya salva Skarin e nomeia-o como o seu guerreiro e aquele que irá salvar o povo viking.

Sim, podemos começar a gritar, ???por Midgard???!

Assim começa a história de Viking: Battle for Asgard, numa sequência em estilo de B.D. na qual a música e a imponente voz narrativa dão um ar épico. Pena mesmo que pouco mais no jogo o faça. Estas sequências irão surgir em outras alturas do jogo e dão um belo toque à narrativa.

Viking: Battle for Asgard é o mais recente título vindo da Creative Assembly, um hack`n´Slash que se tenta afirmar num género onde apesar de existirem campeões incontestáveis, há sempre espaço para novas abordagens.

Como já referido, iremos assumir o papel de Skarin e temos como missão recuperar e salvar, ao longo de várias ilhas, este povo da opressão sofrida, mais propriamente, temos que libertar acampamentos para que os bravos vikings se juntem ao nosso exército. Também temos que cumprir um ou outro requisito para os convencer a se juntarem a nós e uma vez libertados todos os acampamentos e cumpridas todas as restantes tarefas, poderemos atacar o acampamento principal da legião nessa ilha. Os objectivos são basicamente os mesmos, cortar em pedaços membros da legião opressora, libertar os vikings e partir para o próximo acampamento. Ocasionalmente poderá surgir um ou outro objectivo diferente, mas obrigatoriamente irá ser preciso cortar em pedaços membros da legião opressora.

O grande mérito de Viking, é o facto de que a relativa fraca dificuldade, a colocação oportuna dos portais que permitem viajar entre locais e o constante surgir de novas missões fazem com que o jogo ganhe um bom ritmo e fluidez, conseguindo atenuar a sensação de repetição que inevitavelmente surge num título como este. Após jogar algumas horas, a sensação de monotonia começa a instalar-se mas como ultrapassar as missões é relativamente fácil e dão origem a novas, a vontade de jogar vai-se mantendo.

Em termos de apresentação Viking encontra-se num patamar bem agradável, conseguindo ocasionalmente surpreender, mas pouco mais do que isso. Somos colocados em ilhas bem grandes e podemos viajar por elas sem qualquer loading, o que é bem agradável. As paisagens variam um pouco mas basicamente temos árvores e mais árvores e umas praias aqui e ali.

Visualmente somos brindados com alguns bons detalhes e algumas boas texturas que são contra balançadas com alguns detalhes e texturas mais fracos. Skarin sendo o personagem principal apresenta um bom nível de detalhe, especialmente com o aproximar da camera, as restantes personagens são simplesmente banais, praticamente quase todas iguais. O jogo consegue apresentar dezenas de personagens no ecrã ao mesmo tempo, nas batalhas de maior escala, mas ao invés de conseguir uma sensação épica apenas consegue sofrer de slowdowns, alguns até graves.

Um dos aspectos mais interessantes, é a maneira como o cenário nos indica a presença e a força dos inimigos. Numa zona controlada pelos vikings, tudo é muito tranquilo e muito solarengo mas quando as nuvens começam a surgir e quando começa a chover, então é porque estamos a entrar numa zona controlada pela legião de Hel. As alterações no estado do tempo marcam todo o cenário e uns pequenos chuviscos podem dar lugar a um forte temporal e a trovoada, dependendo sempre da força do inimigo na área.

Viking: Battle for Asgard é um hack`n´slash, o que inevitavelmente nos obrigará ao martelar constante de determinado botão, ou botões. Mesmo com a possibilidade de aprender novos golpes, que oferecem maior variedade e aumentam a profundidade do sistema de combate, de nada servem quando o pressionar do mesmo botão resulta. Outra das ideias que o jogo apresenta mas com pouco impacto na jogabilidade são as mortes furtivas. Ao aproximar-se de um inimigo, Skarin entra imediatamente em modo furtivo e ao abordar um adversário pelas costas podemos despachá-lo sem resistência. Quando as conseguimos aplicar é útil, com um só golpe lá vai o inimigo, mas não são assim tantas as ocasiões que o vamos poder, ou mesmo querer, fazer. Um dos aspectos mais bem conseguídos deste sistema de combate, é a sua fácil aprendizagem e aplicação, aliás tudo em Viking parece fácil e acessível, para o bem e para o mal.

Para os adeptos de maior violência, o jogo oferece-vos uma prenda especial, muito violenta. Após aplicar alguns golpes a um inimigo, poderão usar um último golpe especial no qual a câmera irá aproximar-se da acção de maneira a que possam ver melhor os membros do inimigo a voar. Bom para aqueles que gostam de um pouco mais de violência.

Algo que nos desagradou foi a música, ou melhor dizendo, a falta dela. Todos sabemos como a música se tornou um dos grandes factores de envolvimento para com um jogo, e Viking mostra isso mesmo para depois nos negar. Durante as sequências que nos contam a história e nas grandes batalhas, a música surge e toma por vezes contornos épicos, algo que nos deixa empolgados e agradados. Os efeitos especiais e as vozes cumprem o seu propósito mas a ausência de música durante a maior parte do jogo torna tudo muito estranho. Especialmente porque nas secções em que surgem, tornam tudo mais agradável e intenso.

Se aliarem a isto a completa falta de carisma apresentada por Skarin, que começa calado e acaba mudo, então estamos perante um resultado um pouco estranho neste aspecto.

A longevidade deverá ser um dos maiores problemas que os guerreiros nórdicos enfrentam. Terminar a aventura poderá demorar algures entre 8 a 10 horas e mesmo que o jogo esconda a forte sensação de repetição e seja agradável de jogar pela primeira vez, será muito difícil que voltem a pegar no jogo.

Viking: Battle for Asgard apresenta algumas boas ideias e intenções, conseguindo por vezes ascender a mais do que um simples e banal hack`n´slash, comparado com outros é mesmo superior. No entanto não consegue apresentar qualidades e argumentos que o coloquem ao lado dos melhores e somente os fãs mais acérrimos do género devem pensar em adquirir este jogo.


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