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Review de Mario Kart DS para DS de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Depois de Emerson Fittipaldi e Nigel Mansell na GP Masters, é a vez de Mario, outro veterano do automobilismo, voltar a correr no Nintendo DS. Mas Mario ainda não mudou de categoria. Sua especialidade vai ser sempre o kart, e seus adversários continuam os mesmos: Princesa Peach, Luigi, Wario e toda aquela turma do Reino do Cogumelo.

E Mario Kart DS, o quarto da série, também mantém certo ar de nostalgia ao trazer de volta várias das pistas e modos de jogo dos exemplares anteriores, mas com a adição de um inédito modo on-line e uma jogabilidade refinada ??? a melhor desde o primeiro Mario Kart.

Mais habilidade, menos trapaça


As duas telas e a caneta ???stylus??? do Nintendo DS não vão mudar a forma com que Mario pilota seu kart. Desta vez, a existência do jogo se justifica mais pelo refinamento do que funcionou nos exemplares anteriores da série, e o descarte do que a colocava em marcha ré.

O modo Grand Prix, por exemplo, agora evolui gradualmente e consegue estabelecer um bom quociente de desafio/diversão, sem oferecer frustração aos iniciantes, mas também sem deixar que as corridas sejam definidas apenas por sorte.

Erguer a primeira Taça Cogumelo na categoria 50cc será uma moleza, como sempre, mas dominar as técnicas de derrapagem e o traçado das pistas nas competições mais avançadas vai exigir um pouco de habilidade, e é aí que as coisas ficam bem divertidas.

O estilo de direção é basicamente uma mistura do primeiro Mario Kart do SNES com o Double Dash do Gamecube. O botão R serve para dar pequenos saltos com o kart, e para diminuir o atrito e iniciar uma derrapagem. Enquanto derrapa na curva, é possível balançar o kart para a esquerda e direita até que os pneus esquentem pra valer, resultando numa breve super-aceleração. Em algumas pistas, de traçados mais complexos, derrapar bem se torna essencial e algo divertidíssimo de se fazer.

O velho artifício da inteligência artificial de elástico (os últimos correm mais para alcançarem os primeiros), se existe, é pouco percebido desta vez, felizmente. A única vantagem que os de trás terão é o uso do vácuo, representado por alguns rastros de vento, e que acelera bastante, permitindo boas ultrapassagens.

Não faltam bons pegas desta vez, e eles estão ainda melhores graças à presença de um mini-mapa na tela inferior que funciona bem melhor que um retrovisor. ?? fácil perceber a aproximação e os movimentos do adversário e, por conta disso, soltar uma bela casca de banana na sua frente passa a ser uma arma bem eficiente.

Uma mistura do melhor dos episódios anteriores é o que se vê também nas mais de 30 pistas de Mario Kart DS, todas com nomes brilhantes como Moo Moo Farm (cheia de vaquinhas), e WaLuigi Pinball (isto mesmo, corrida numa mesa de pinball). Algumas são inéditas, outras são velhas favoritas do SNES, GBA, N64 e Gamecube. A variedade é enorme, indo de circuitos na terra batida a uma pista no céu.

Mario Kart no banheiro


Além do modo Grand Prix, voltam os modos de corrida simples (VS), as voltas livres para marcar tempo (Time Trial), com direito a gravação de um ???ghost??? para usar como referência, e o modo de missões, que é mais ou menos o modo de carreira de Mario Kart, só que no lugar de fazer slalom ou uma curva perfeita, entram objetivos como pegar moedas e até derrubar um chefe de fase com batidas.

O modo de batalha, sempre um dos mais divertidos, também aparece divido em duas modalidades: batalha com balões ??? espécie de death-match onde ganha que estourar os três balões em volta do kart inimigo, e corrida aos brilhantes ??? na qual estrelas aparecem no cenário e vence quem chegar a elas primeiro. Ambos são divertidíssimos, a não ser pela idéia de ter que soprar no microfone do DS para encher os balões na batalha dos balões (é possível enche-los apertando Select, mas não tão rápido como soprar). Deve ser o décimo jogo de DS este ano que obriga a soprar o microfone, e isso, depois que deixa de ser novidade, é apenas chato e embaraçoso.

Mas a grande novidade desta versão é o modo on-line via conexão WiFi. Conectando na rede NWC (Nintendo WiFi Connection), é possível jogar corridas simples multiplayer contra até quatro adversários, escolhidos por região (mesmo país ou todo o mundo) ou por uma lista de amigos que tenham o jogo.

O multiplayer on-line funciona muito bem, sem lag algum mesmo aqui no Brasil, mas é um tanto limitado em opções. São apenas séries de corridas simples, sem a possibilidade de jogar os modos de batalha, que seriam mais que perfeitos para o ambiente on-line. E no lobby, existem apenas as opções de jogar contra quatro adversários aleatórios ou quatro amigos, escolhidos também aleatoriamente pelo sistema. Isto é, se você tem seis amigos on-line, serão escolhidos quatro aleatoriamente, e se quer jogar contra apenas um, terá que pedir para o resto desconectar da rede, pois o sistema sempre pensa em preencher as quatro vagas automaticamente.

Outro detalhe que incomoda nas corridas on-line é a inexistência de uma estatística para acusar desconexões ou abandono proposital dos jogadores. Acontece toda hora: num GP de 4 corridas, os jogadores que não vai bem nas 2 primeiras adoram abandonar antes de concluir a série.

Para quem não tem roteador WiFi ou o adaptador USB WiFi vendido pela Nintendo pode curtir o multiplayer por conexão direta entre vários Nintendo DS com, no mínimo, um cartucho de Mario Kart DS.

O Veredicto:
A série andava derrapando na casca de banana em suas últimas edições, mas Mario Kart para Nintendo DS consegue finalmente encontrar um bom equilíbrio entre a diversão do uso de itens e o desafio de pilotar. O modo multiplayer on-line via WiFi, apesar de muito simples, funciona bem e é uma excelente novidade, enquanto os modos tradicionais trazem o que os fãs esperam, mas com uma dose extra de polimento.


Prós:

+ Um jogo bem polido e cheio de conteúdo;
+ Melhor balanceado que os exemplares anteriores da série;
+ Multiplayer on-line sem fio e sem lag;
+ ??tima variedade de pistas;
+ Imensamente divertido.


Contras:

- Pouquíssimas opções no multiplayer on-line;
- Abandono de corridas on-line muito comum.


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Outer Space
9/ 10
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