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Review de Dead or Alive 4 para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Não é só pela jogabilidade agradável, fluidez das animações e agilidade dos combates, mas também pela presença de um vasto plantel de garotas de seios fartos e em trajes sumários que a série Dead or Alive é considerada uma das melhores do gênero de luta e um dos símbolos mais fortes da marca Xbox no Japão.

E como o Xbox 360 não poderia ficar sem um jogo de expressão oriundo do Japão nos primeiros dias de vida, para tentar atrair logo de início o consumidor oriental, a Tecmo preparou uma nova atualização da série. O problema é que esqueceu de adicionar novidades e tecnologias que fizessem de Dead or Alive 4 uma verdadeira pancadaria da nova geração.

Modo de história, sem história


De início é importante salientar que Dead or Alive 4 não pode ser considerado o representante da série para a nova geração, como muitos fãs podem pensar. Apesar de ter algumas evoluções, seu estilo é exatamente o mesmo dos predecessores e não existem grandes melhorias técnicas, o que passa a sensação de se tratar mais de uma atualização do DoA3 e DoA Ultimate do que de um novo episódio ??? principalmente por rodar em um console bem mais poderoso.

As similaridades com o último DoA já podem ser vistas de cara: O modo de história não traz história alguma. Na grande maioria dos encontros, os personagens apenas trocam algumas palavras do tipo ???desta vez você não escapa??? e o combate começa. Não dá para entender porque a luta é necessária, qual o envolvimento de ambos e o que os levou a resolverem seus problemas na base do tapa. Em outros casos, uma história bem chinfrim aparece antes das lutas, mas algumas não fazem muito sentido e as outras têm aquele toque da ingenuidade/maluquice nipônica, como, por exemplo, quando uma lutadora está na feira para comprar uma alface e outra aparece repentinamente para comprar a verdura na frente dela, resultando em briga no final.

O modo de história tem 8 lutas e cada personagem tem um final diferente, que na maioria das vezes também não tem significado algum, a não ser ficar mostrando mais alguns segundos de garotas semi-nuas. Em um deles, uma personagem fica sonhando que é uma sereia e nada pelo oceano com as mamas à mostra, enquanto em outro, ela fica descascando legumes e verduras com uma camisola bem sexy para fazer uma salada.

Ou seja, não pode se esperar enredo trabalhado em Dead or Alive 4: o negócio é mesmo a pancadaria e a oportunidade de ver um peitinho aqui e acolá.

Maior balanço nos peitos e na jogabilidade


Existe uma boa variedade de lutadores disponíveis de imediato em DoA4, e mais um tanto a ser desbloqueado à medida que vamos chegando ao final da peleja de cada personagem. Algumas são novas, como é o caso de ???La Mariposa??? ??? uma bela mulata que luta uma mistura de capoeira com luta-livre.

O número generoso de lutadores não atrapalhou o ótimo balanceamento que há entre eles, como fica evidente nas lutas entre dois jogadores. A Tecmo decidiu dar uma melhorada na jogabilidade, ajustando melhor alguns golpes e redefinindo os botões para a execução de outros. Alguns movimentos especiais poderosos, que antes eram mais simples de serem feitos e bem difíceis de serem esquivados ou defendidos, agora foram alterados para fazer os confrontos ficarem mais abertos e justos.

Em termos de mecânica de jogo, a diferença mais notória ficou para a mudança no sistema de contra-ataques, uma das maiores reclamações dos fãs da série. Antes, existia um botão próprio que, quando apertado no momento em que o adversário está atacando, fazia com que seu personagem esquivasse e contra-atacasse de maneira precisa. Isso fazia com que as lutas ficassem travadas, com jogadores mais esperando um ataque adversário para revidar do que trocando socos e chutes de maneira mais franca, como todo jogo de luta deveria ser. Em DoA4, o jogador terá uma dificuldade extra se quiser contra-atacar, pois precisará apertar o botão X e também colocar o direcional na reta do golpe ??? exemplo, golpe na cara necessita que o direcional seja colocado na diagonal para cima. Além do timing certo, é necessário um reflexo mais apurado para revidar um ataque.

Outra novidade que também traz uma ligeira mudança na maneira de se jogar está nos ambientes, uma vez que alguns interagem com os personagens e podem ser utilizados como armas. A série DoA é famosa por apresentar ringues em múltiplas plataformas, fazendo com que os jogadores possam ser arremessados para um nível diferente onde a batalha continua. Mas, desta vez, certos objetos dos cenários influenciam na batalha, como é o caso de um que é baseado nas ruas de Las Vegas, onde, vira e mexe, passa um carro em alta velocidade e atropela quem estiver na frente. Ou mesmo em um cenário nas savanas, onde uma onça ataca o lutador que chegar perto. Para um jogador esperto, estas interações podem ser utilizadas como arma surpresa.

Outros ringues apenas apresentam objetos no meio que atrapalham a movimentação, como animais e troncos de árvore.

Silicone on-line de primeira


Neste início de vida do Xbox 360, os jogadores estão procurando evoluções claras na parte técnica que realmente mostre o poder da nova geração, mas infelizmente Dead or Alive 4 não é o jogo que lhe dará este gostinho de avanço tecnológico. Ele melhorou em relação ao DoA3, está mais bonito, com maior número de polígonos, animações mais fluídas, roupas que se mexem bastante com o vento, seios com uma maleabilidade admirável e cenários ainda mais detalhados, mas ainda passa a impressão de ser um jogo de uma geração de transição ??? é mais bem feito que os de Xbox, mas ainda aquém do que o Xbox 360 pode mostrar.

Os gráficos são ótimos, mas, no estilo da série, o foto-realismo é deixado de lado em favor de cores fortes e cenários ???limpos???, o que não pode agradar alguns. Os personagens ??? as mulheres sempre são gatas peitudas, e os homens, brutamontes ???badass??? ou metrosexuais ágeis ??? parecem terem a pele emborrachada ou de porcelana, lisas e sem vestígio daquelas imperfeições realçadas em jogos como Fight Night Round 3. ?? uma questão de estilo, é claro, mas não faz mais tanto sentido em um console da nova geração.

Os sons, gritos e vozes parecem ser exatamente os mesmos de DoA3 e Ultimate, não merecendo destaque, enquanto as músicas são desprezíveis. A maioria é um rock com guitarras de som eletrônico bem cansativas.

Apesar de ter bons modos off-line, como Story, Survival, Time Attack e de treinamento, a grande diversão de DoA4 está nos confrontos on-line, modo este que não é novidade na série mas que ganhou novos recursos, como "lobbys" que comportam 16 jogadores e confrontos em times para até 4 jogadores. A estabilidade e praticidade da Live garantem que os confrontos sejam organizados de maneira rápida e que tudo aconteça sem problemas. Existem certos momentos em que existe uma ligeira queda na velocidade do jogo, decorrente de certos tipos de conexões piores, que fazem com que a jogabilidade seja afetada negativamente, mas nada que tire o brilho do jogo.


O Veredicto:
De todos os jogos do Xbox 360 até agora, Dead or Alive 4 é um dos que traz a menor evolução visual em relação aos episódios anteriores do Xbox. Na jogabilidade, as mudanças também são poucas, se limitando basicamente ao melhor balanceamento de alguns golpes e lutadores. Sua existência vale mais pela oportunidade de ter um jogo ao gosto oriental para o lançamento japonês do novo console que por necessidades de evolução real na série.
Ainda é um ótimo jogo de luta, como já era a última versão lançada para o Xbox, mas quem espera algo inteiramente novo, vai ter que aguardar DoA5.


Prós:

+ Combates mais agradáveis e melhor balanceados;
+ Sistema de contra-ataques melhorado. Lutas ficaram mais francas;
+ Modo on-line é bem divertido;
+ Visual e animações melhoradas;
+ Boa variedade de lutadores;
+ Cenários com maior interação;

Contras:

- Modo principal poderia ter uma história interessante;
- Traz poucas novidades em relação aos últimos DoA;
- Sons continuam os mesmos;
- Tanto tecnicamente como nas evoluções da jogabilidade, ainda não tem pinta de um jogo da nova geração.


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Outer Space
7/ 10
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