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Review de Day of Defeat: Source para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Vitória para Day of Defeat: Source. Ao contrário de Counter Strike, a adaptação ao novo engine Source só traz vantagens aos fãs, que podem ver o jogo com gráficos e sons bem mais atraentes, além de uma física mais próxima da real.

Um dos melhores mods de Half-Life, Day of Defeat foi lançado de forma independente em janeiro de 2001, e só em maio de 2003 que foi oficialmente integrado à Valve. Day of Defeat: Source não é novidade alguma para quem usa o programa de download de conteúdo Steam, já que saiu em setembro de 2005. Mas agora que os jogos da Valve estão sendo lançados pela EA no Brasil, DoDS pode ser comprado com caixa e manual nas lojas tradicionais, e deve ganhar maior reconhecimento no cenário nacional.

Alemães x Americanos, mais uma vez


Day of Defeat é um FPS Multplayer para se jogar em equipes, como Counter Strike e o saudoso Team Fortress. O cenário é a segunda guerra mundial, em meados de 1944, e os jogadores podem assumir dois times diferentes: americanos e alemães. Dentro de cada time, é preciso escolher a classe, entre seis: Rifleman, Assault, Support, Sniper, Machine Gunner e Rocket, cada um com um arsenal próprio. O objetivo é capturar as bandeiras que marcam os territórios do mapa, e impedir que os oponentes façam o mesmo.

DoDS foi lançado com apenas quatro mapas, e hoje são seis os mapas oficiais. Como o Steam faz atualizações automáticas cada vez que é ativado, não é raro ser surpreendido por pequenas mudanças no jogo e incrementações que a Valve constantemente faz. O lado bom disso é claro: não é preciso baixar patches para atualizar. A desvantagem, é que por ser tão simples e dinâmico, jogos como Counter Strike Source e Day of Defeat Source foram lançados com pequenos bugs e o mínimo de conteúdo possível, e só recentemente estão com um bom material. Fica parecendo que a Valve se afobou e lançou os títulos um pouco antes da hora certa. Além disso, pode ser chato esperar uma nova atualização ser baixada quando a ansiedade para jogar é muito grande.

Trabalho em Equipe


DoDS tem grandes diferenças em relação a CSS: como o objetivo é capturar bandeiras, e algumas dessas devem ser conquistadas por mais de um jogador, não faz sentido sair sozinho pelo mapa tentando colecionar ???frags???. Mesmo porque, o recuo das armas, a dinâmica do jogo e as granadas de DoD não ajudam jogadores que tentam se virar sozinhos. Mas em DoDS morrer não é tão ruim: o respawn demora poucos segundos, ao contrario de Counter Strike, onde você pode acabar esperando por eras algum ???camper??? atrasado morrer e deixar todo mundo jogar em um novo round.

Sobre as granadas, estas estão bem mais estratégicas em DoDS do que CSS. Uma única granada, no lugar certo, pode aniquilar muitos oponentes ou forçar a movimentação dos inimigos. Também é possível pegar as granadas dos rivais no chão e tentar arremessar de volta, mas isso pode ser bem difícil.

Metralhadoras pesadas, tanto alemãs quanto americanas estão entre as armas mais mortais do jogo. Para evitar um recuo literalmente incontrolável, é preciso ???plantar??? as armas em uma barreira ou deitando no chão. Mas uma vez que elas estão lá, é bem difícil passar pelas rajadas de fogo supressivo. Os Rifles Snipers também são armas boas, mas estão longe das AWPs de Counter Strike. O rifle alemão Kar 98 é das poucas armas que, nas mãos de um jogador habilidoso, se sobrepõe às demais.

O jogo então tem um grande apelo estratégico e quase que força os times a trabalhar em equipe e usar o microfone com grande freqüência para planejar ataques combinados. Os mapas são grandes, com diversos caminhos e detalhes, que fazem a diferença na hora de tomar e defender os territórios. Em DoDS, um time com coerência e trabalho em equipe garante facilmente a vitória.

Sendo essencialmente um jogo de equipes, Day of Defeat pode decepcionar quando jogado com um número pequeno de pessoas. ?? bem menos divertido, e como o jogo ainda não é muito difundido no Brasil, e os poucos que têm jogadores costumam ficar lotados, então vale mais a pena tentar servidores estrangeiros, mesmo que enfrente algum lag.

O Veredicto:
Day Of Defeat: Source é um ótimo FPS para se jogar online, e não fica nem um pouco atrás de Counter Strike: Source e Battlefield 2. Este é um dos poucos jogos que realmente faz diferença trabalhar em equipe, e estratégias de grupo bem feitas são mais importantes que habilidade pessoal.
Os incrementos trazidos pelo ???engine??? de física Havok e o sistema gráfico Source melhoram bastante a experiência, mas os seis mapas atualmente disponíveis podem deixar o jogo um pouco enjoativo. ?? esperado que a Valve adapte outros da versão antiga, que conta com um numero grande de mapas oficiais.


Prós:

- Gráficos e efeitos sonoros empolgantes;
- Armas realistas e estratégicas, com destaque para metralhadoras pesadas e granadas;
- Trabalho em equipe fundamental para bom andamento do jogo;
- Intenso, não perde o ritmo nem um instante.


Contras:

- Seis mapas ainda é pouco;
- Ainda com bugs e incompleto, depende das atualizações constantes do Steam.


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