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Review de Metroid Prime para DS de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Anunciado junto do Nintendo DS há quase dois anos, Metroid Prime Hunters finalmente foi lançado com mais novidades e mais bem polido do que originalmente se pensava.

Novamente o jogador entra na pele da caçadora de recompensas Samus Aran. Assim como os títulos de Game Cube, o jogo é totalmente tridimensional e traz sua ação em primeira pessoa. Dessa vez, Samus é escalada pela Federação Galáctica para investigar um misterioso poder secreto que estaria escondido no sistema solar dos Alimbcs, uma antiga raça que desapareceu sem deixar rastros. Samus deve também impedir que esse poder caia em mãos erradas, confrontando outros caçadores de recompensas. Não é nenhum grande enredo, mas uma boa desculpa para mais um Metroid.

Samus Aran descontrolada


A adaptação de um FPS para o Nintendo DS se saiu bem melhor do que o esperado, ainda mais quando se leva em consideração a precariedade das primeiras versões demonstradas pela Nintendo na E3 e no demo gratuito que veio com o Nintendo DS na época do seu lançamento.

Visualmente, Hunters pode ser considerado um dos melhores, senão o melhor título lançado para DS. A boa arte, efeitos simples e alguns detalhes deixam a estética do jogo bem interessante, e a movimentação é surpreendentemente suave, com raríssimas ocasiões onde a taxa de quadros por segundo cai. Os efeitos de som não ficam muito atrás, e apesar de não surpreender em nada, de forma alguma decepcionam.

Como jogos de tiro em primeira pessoa dificilmente se adaptam a aparelhos portáteis, a Nintendo veio com duas soluções para o controle: em um deles, a caneta ???Stylus??? controla a visão e a mira, enquanto no outro, isto é feito pelos botões A,B,Y e X. Controlar com os botões é bem impreciso e pouco funcional, mas certamente é a forma mais agradável e que menos cansa as mãos. Já pela ???Stylus??? ganha-se muito na precisão e rapidez, mas também surge um grande problema: segurar o portátil com uma mão e ainda agüentar um pouco de pressão feito pela caneta é muito cansativo, e fica difícil jogar Metroid Prime Hunters assim por muito tempo.

Mesmo assim a tela sensível ao toque é com certeza e a opção mais próxima a combinação mouse+teclado que os videogames chegaram, superando com grande facilidade sticks analógicos. O jogo traz até uma vantagem em relação às versões do Gamecube: agora não há mais a mira fixa, e o jogador tem total liberdade para escolher onde atirar.

Outro aspecto técnico impressionante do jogo é a presença de vídeos para narrar algumas partes da história. Além do visual bacana de alta qualidade e da temática futurista de Metroid, eles usam muito bem as duas telas do Nintendo DS. ??s vezes a mesma imagem aparece em ângulos diferentes, ou em dois planos, aproveitando bem as possibilidades das duas telas.

Hunters é muito fiel ao estilo criado pela Retro Studios para os dois jogos anteriores de Gamecube, tanto que existe até um agradecimento à inspiração feito pela Nintendo logo na tela de abertura. Fãs do estilo tridimensional de Metroid certamente se sentirão confortáveis com a adaptação.

Inimigos reciclados e pontos fracos


O objetivo principal do novo Metroid é simples: coletar oito ???Octoliths???, que são o tal poder secreto que reuniu os maiores caçadores de recompensas da galáxia. No estilo comum dos jogos de portátil, a nova aventura não é muito longa, nem muito difícil, e os cenários dessa vez não estão tão inspirados como os jogos do Gamecube. E como é comum em Metroid, é preciso ir e voltar várias vezes nos mesmos lugares para destravar portas que só podem ser abertas por armas específicas, o que pode acabar causando uma forte sensação de déjà vu. A pouca variedade de inimigos e ???reciclagem??? de chefes também ajuda a deixar o jogo um pouco entediante e lento, mas como a aventura não é tão longa, não chega a ser um defeito tão grande.

Os diversos puzzles às vezes quebram um pouco da ação, o que pode desanimar algumas pessoas, mas quem já é fã de Metroid está acostumado a ter que pensar um pouco antes de atirar. Metroid não é um jogo de tiroteio, e sim exploração calculada. Como nos outros títulos da série nova, espere usar a visão de scanner com grande freqüência, pois além de ser essencial para alguns puzzles, a maior parte das coisas no sistema solar dos Alimbcs precisa de explicações melhores pra fazer sentido.

Um dos recursos mais interessantes de Samus, a Morph Ball, não decepciona em nada: a física e estética da bolinha continuam bem legais, como nos títulos de Game Cube. Os labirintos, em que a câmera muitas vezes muda para uma visão lateral ???2D??? para acompanhar melhor a Morph Ball, são, de certo, o melhor do jogo.

Outros grandes momentos de Metroid Prime Hunters são as lutas com os chefes e os caçadores de recompensa inimigos. Os chefes seguem a fórmula clássica, em que se deve descobrir os pontos fracos para vencer. Um ponto fraco do jogo acontece quando o chefe é derrotado: se inicia uma contagem regressiva de autodestruição, mas quando Samus volta para nave, nada acontece. O planeta obviamente não é destruído, para vencer o jogo Samus com certeza vai voltar lá.

As lutas com os outros caçadores de recompensa são bem interssantes. Não é muito difícil vence-los, mas eles trazem armas diferentes e um modo ???Morph??? particular, como uma bola cheia de espinhos ou carapaça parecida com a forma de um tatu. Caso estes vençam uma batalha, roubarão seus ???Octoliths???, mas não é nada para se preocupar, pois eles são recuperados ao derrotar o caçador em uma revanche.

Metroid Online


Uma das novidades mais atraentes deste Metroid para DS está na inclusão de um modo multiplayer, que funciona tanto em conexão direta com um ou mais cartuchos ou por Internet via WiFi.

As opção de jogo on-line são, como todos os jogos da Nintendo WiFi Connection, limitadíssimas: há apenas o confronto simples, a versão do jogo para o ???Deathmatch???, entre quatro jogadores. O lobby traz as mesmas opções dos outros jogos: partidas locais ou internacionais e é só. As mesmas regras valem para o multiplayer com apenas um cartucho.

Já com vários cartuchos e conexão direta, Hunters permite confrontos mais variados, como ???Rouba Bandeira???, ???King of the Hill???, ???Last man standing??? e ???Prime Hunters???. Neste último, um jogador vira o alvo principal e quem mata-lo ganha o título e passa a ser o caçado da vez.

O multiplayer é bem simples, mas diverte bastante. São raros os jogos para portáteis que proporcionam um deathmatch tão agradável e estável, e a possibilidade de usar os ???caçadores??? conquistados no modo principal de missões no multiplayer dá uma variedade interessante, já que os jogadores terão armas e ???morphs??? diferentes para usar na arena.

O Veredicto:
Metroid Prime Hunters é quase uma versão miniaturizada dos dois últimos jogos lançados para o Gamecube, com uma ambientação próxima ??? mas não tão boa ???, e algumas inovações muito bem vindas, como o modo multiplayer. Tecnicamente, trata-se de um dos jogos mais impressionantes do DS, com ótimos gráficos tridimensionais, sons ambiente bem feitos e até vídeos pré-renderizados para narrar a história. A maior falha está no controle, que traz duas opções: uma tradicional e confortável, mas não totalmente adequada ao estilo de jogo, e outra bem precisa, mas incômoda a longo prazo. Fãs da série vão gostar, desde que o empecilho do controle possa ser superado.


Prós:

+ Vídeos em duas telas e gráficos impressionantes para o DS;
+ Modo Morph Ball e variações para cada caçador;
+ Enigmas divertidos;
+ Multiplayer divertido.


Contras:

- Controle pela stylus cansa muito a mão...;
- E pelos botões, é muito impreciso;
- Cenário repetitivo, inimigos repetitivos, chefes repetitivos...


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