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Review de Rumble Roses XX para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Luta Livre pode não ser um esporte muito popular no Brasil, mas o verdadeiro apelo de Rumble Roses XX ??? bundas e peitos ??? é algo universal. E os japoneses, como os brasileiros, mostram que sabem bem explorar o potencial de um bom traseiro para fazer dinheiro.

Na falta de uma oportunidade melhor para modelar personagens gostosas e coloca-las no maior agarra-agarra possível, a desculpa desta vez foi para a luta greco-romana, sem dúvida bem mais inteligente que a idéia da Tecmo com Xtreme Beach Volleyball, que separava as garotas por uma rede de vôlei. A ação acontece num ringue tradicional, sem gel, e há muitas oportunidades para uma submissão e uma chave de pescoço sugestiva, e até de um ???ménage a trois???, no caso da parceira de luta ??? que fica na reserva ??? decidir entrar na briga.

Mas, como sempre, grande parte do jogo se resume ao puro voyeurismo, como seções de foto, edição de modelos e longas seqüências de desfiles.

Luta com puxão de cabelo e unhadas


O elenco de lutadoras desta vez é um show. Os japoneses da Yuke???s, produtora do jogo, modelaram onze garotas e criaram várias personagens em cima delas, como a professora, Miss Spencer, a potranca famosa do primeiro jogo, Dixie Clements, e a enfermeira, chamada sugestivamente de Anesthesia. Há também uma modelo padrão que pode ser editada pelo jogador em parâmetros que vão desde o tamanho dos peitos e a largura do quadril ao modelito que ela vestirá nas lutas.

Todas lutam o mesmo estilo, mas sempre guardam um ou outro golpe próprio em seus repertórios, além de predileção por um tipo específico de chute ou soco na hora de atacar a adversária. Todas sabem puxar o cabelo.

A jogabilidade é simples e as combinações de botões necessárias para os movimentos mais complexos é fácil de dominar. Trata-se claramente de um jogo voltado aos casuais, sem a profundidade dos jogos de luta convencionais. Quem está acostumado a Tekkens e Virtua Fighters vai ter que se contentar com algo bem mais devagar e limitado, com controles pouco ágeis, movimentos previsíveis e uma fórmula vencedora que pouco varia. ?? fácil derrotar qualquer oponente com a mesma seqüência de sopapos, um golpe especial e uma submissão final. Além disso, um ataque fatal, possível após completar uma barra de humilhação da adversária, torna as vitórias instantâneas com um apertar de botão.

Golpes e situações comuns da luta livre, como provocações e golpes baixos, estão presentes nesta versão feminina do esporte. ?? possível lançar a oponente para fora do ringue e continuar a briga normalmente por lá, ou parar o combate para zombar da adversária e chamar a torcida e até dar o clássico puxão na calcinha por baixo da calça ou mini-saia.

A vencedora sempre ganha pontos de popularidade, e estes servirão para alçá-la até ao status de Superstar, que resulta em uma nova coreografia de entrada no ringue e novos golpes.

Os modos de jogo incluem lutas simples ou em dupla, briga de rua (vence por nocaute, como num jogo de luta comum), Pure Humiliation Match (o objetivo é encher a barra de humilhação da oponente com os golpes necessários), e o mais interessante de todos, Queens Match. Neste, a lutadora que for derrotada tem que pagar uma prenda ao final, e estas incluem sambar (com o elenco quase todo composto de japonesas e americanas, o samba não é dos mais desenvoltos), lamber as patinhas imitando um gato e agüentar uma seção de cócegas da adversária, que para isso usa uma enorme mão presa a um cabo. O jogador é quem escolhe a prenda a ser paga no final de cada luta, e uma mensagem lembrando o que está em jogo fica em destaque durante toda a luta em baixo da tela. ???Eu vou receber cócegas!!!???, diz um deles.

As opções online, pelo Xbox Live, são interessantes. Vários modos podem ser jogados em multiplayer com outros pervertidos ao redor do planeta, incluindo o Queens Match. Entre os menus do modo on-line, há também a opção de enviar fotos produzidas pelo próprio jogador na opção ???Photo Shoot???, e ver o que os outros andam clicando em suas seções de jogo.

Gostosas, mas meio caídas


Visualmente, Double X não representa um salto enorme em relação ao original do Playstation 2. Os cenários são excessivamente borrados e sem graça, e a modelagem das garotas, apesar de muito competente do ponto de vista artístico, é tecnicamente fraca e sem o detalhamento que se espera de um jogo da nova geração. Detalhes mais relevantes, como o balançar dos peitos e a gordura extra para dar o balanço necessário ao glúteo não foram esquecidos pelas mãos calejadas da Yuke???s.

O jogo valoriza bastante as animações e as coreografias de entrada das lutadoras. Tentando honrar o chavão, as modelos-atrizes do jogo se exibem em caracterizações dançantes hilárias de suas personagens. A enfermeira desfila por alguns minutos por trás de um aparelho de raios-X, revelando sua silhueta e seus peitos; a professora leva o cenário de uma escola, com o quadro e a mesinha onde ela rola suas pernas; e a ninja surge da cortina de fumaça em cima de um sapo gigantesco. Tudo é tão bem animado quanto constrangedor e engraçado.

O Veredicto:
Rumble Roses XX é, antes de Luta Livre, um party-game. A jogabilidade é simples e limitadíssima ??? capaz de agradar bem mais aos casuais que ao jogador acostumado com jogos de luta ???, e a exploração feminina é tão contundente e cafona que a única forma normal de apreciá-lo e não levando-o muito a sério.


Prós:

+ Alguns japonesas meio magras, mas muitas gostosas;
+ Boa variedade de modos de jogo. Online incluído;
+ Fácil de dominar ??? um jogo para os casuais.


Contras:

- Muito simples e limitado como jogo de luta;
- Jogabilidade de movimentos lentos e previsíveis;
- Gráficos que não exploram o potencial do 360;


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