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Review de Rising Kingdoms para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Através dos séculos, o mundo de Equiada esteve em paz. As raças escolhidas pelos deuses para habitá-la prosperaram criando grandes cidades por todos os continentes. E tudo isso perdurou... até que os deuses se calaram. Atordoados pelo desaparecimento súbito de seus criadores, estas raças logo perderam a confiança que havia entre elas e começaram a se organizar em exércitos. Guerrilhas e pequenos conflitos territoriais evoluiram para batalhas e grandes guerras que levaram o mundo à sua quase que total destruição. Gerações mais tarde, o mundo está cheio de reinos fragmentados, remanescentes de um passado caótico e devastador. Usando o aço e mágica arcana, cada reino acredita que sozinho tem o direito de se erguer e tomar seu lugar de direito como governante soberano do mundo. Este é o cenário de Rising Kingdoms, um jogo de estratégia em tempo real ambientado em um mundo de fantasia tradicional, que abriga criaturas mágicas, heróis valentes e poderosos magos. Em outras palavras, mais um clone de WarCraft.

Três grandes reinos lutam pela dominação global


Rising Kingdoms permite que o jogador escolha uma entre as três civilizações dominantes: Foresters, Humanos e Darklings. Outras cinco raças independentes, porém menos poderosas, estão presentes no jogo e populam pequenas colônias por toda parte. São elas: Elfos, Trolls, Shades, Nômades e Dragões. Estas colônias são neutras à guerra entre as três grandes forças de Equiada e não são leais a nenhuma delas. Embora devido à sua fraqueza e baixa organização, não é incomum ver algumas destas colônias conquistadas e servindo a uma das principais nações que travam um combate pela dominação do mundo. A história do jogo atravessa várias gerações, retratando a ascensão e queda de poderosos líderes, gloriosos reinos e o nascimento de criaturas místicas e suas civilizações.

Criados a partir das plantas, animais e magia, os Foresters são uma raça de seres selvagens, essencialmente derivados de elementos florestais. Como não possuem nenhum tipo de tecnologia ou conhecimentos de engenharia, dependem completamente da natureza e utilizam mágica para levantar estruturas a partir de galhos e folhas. As construções deste reino têm a capacidade de se regenerar sozinhas.

Os Humanos, conhecedores da engenharia e ciência, arquitetam construções resistentes e desenvolvem armas e dispositivos avançados. Protegidos pelo aço e sua fé nos deuses, esta raça almeja nada menos que governar o mundo. Para tal, emprega tudo ao seu alcance, subjugando ou destruindo os que se opõem a eles. Somente esta civilização detém os conhecimentos necessários para reparar construções.

Originados da escuridão e do magma, os Darklings são uma das raças mais antigas a pisar no mundo de Equiada. Detentores da habilidade para forjar a pedra à sua vontade, eles são capazes de produzir construções de rocha negra em qualquer superfície do planeta. Diferentemente das outras civilizações, os Darklings se mantiveram imutáveis desde sua criação. Ainda hoje, sua sociedade teocrática segue os preceitos de seus antigos deuses. No entanto, as recentes mudanças em Equiada, combinadas com a sede de poder das outras civilizações, forçaram esta raça a lutar mais uma vez. Esta civilização tem o poder de se regenerar com o tempo devido à sua ligação com a terra.

Mais do mesmo e sem competência


Rising Kingdoms é um jogo que não se distancia das características fundamentais e clichês do gênero de estratégia em tempo real. No entanto, anexa alguns elementos extras presentes em RPGs, como unidades que evoluem e se valem do uso de equipamentos diversos como armas e artefatos mágicos.

O objetivo básico é desenvolver seu reino, angariar recursos, criar e ampliar seu poderio militar e, finalmente, eliminar seus adversários. Cada jogador começa com uma construção principal, alguns trabalhadores e uma mina de ouro. Se esta for destruída, perde-se o jogo. Embora as construções não possam ser levantadas em qualquer local do mapa, devido à restrição imposta pelos limites da cidade inicial, é possível criar ???trade posts??? e minas nas imediações de qualquer depósito de recursos que esteja livre. Além disso, torres de defesa podem ser posicionadas em qualquer ponto do cenário. Não existe a necessidade de designar trabalhadores para levantar a maioria das construções. A tarefa é realizada por unidades extras controladas pela máquina e que ficam permanentemente na base do reino. Já nas poucas construções que precisam de trabalhador designado, o mesmo, após construí-la, volta imediatamente a coletar recursos caso estejam próximos das fontes.

A possibilidade da conquista de colônias neutras para escravizar suas criaturas acrescenta uma variável atrativa ao jogo, principalmente em partidas multiplayer, quando estas se tornam uma valiosa carta na manga. Após dominada, a colônia continua treinando unidades (controladas pelo computador) para defender o local. Mas o jogador é livre para também treinar mais destas criaturas para anexar ao seu exército.

O jogo mostra seu lado RPG nas unidades denominadas ???champions???, que lideram os exércitos e aumentam sua eficiência. Estes podem ser equipados com espólios dos combates e alguns inimigos derrotados deixam itens que podem ser utilizados para fortalecê-los. Cada champion pode usar quatro itens e guardar outros quatro em seu inventário, e podem ainda fazer uso de poções, que aumentam permanentemente algum atributo desaparecendo assim que usada; e também de amuletos (charm) ??? que podem ser utilizados por qualquer unidade.

Existem três níveis de tecnologia para as civilizações principais, que liberam novas unidades e ???upgrades??? à medida que são alcançados. O microgerenciamento é pequeno e distribuído na gerência de dois recursos: ouro e gemas. A curva de aprendizado é relativamente baixa, principalmente quando se leva em consideração a inteligência artificial pouco apurada dos adversários controlados pela máquina, que praticamente não têm iniciativa alguma.

Rising Kingdoms oferece, como esperado, o modos campanha, batalhas customizadas, multijogador e um editor de mapas. Existe uma campanha para cada raça dominante, e nestas, o jogador controla um grupo de campeões com uma pequena esquadra de soldados enfrentando alguns desafios enquanto a história prossegue. Todas as três campanhas são enfadonhas, recheadas de mesmices e com pouca ou nenhuma imaginação.

O que poderia salvar o jogo é o modo multijogador. Mas, apesar da grande flexibilidade oferecida na organização de times (é possível até mesmo combinações estranhas como 1x7,3x3x2), RK falha miseravelmente ao apresentar uma interface tosca com o usuário. Poucos serviços são oferecidos, o que, por conseqüência, desanima os jogadores e impede a criação de uma comunidade séria como as que existem em vários outros RTS. Um fato que comprova a inconsistência presente no módulo online é a ausência total de jogadores em seus servidores praticamente o dia todo.

O jogo constantemente passa a impressão de que copiaram com exagero e pouca competência a estrutura e principais características de Warcraft 3 e fizeram um amálgama destes conceitos com o universo criado para Rising Kingdoms. A sensação de se estar jogando uma versão 2D de Warcraft 3 com nova roupagem é constante.

Boa música


Os gráficos, arte e efeitos sonoros são medíocres. A animação é desajeitada para algumas unidades e o fato do jogo ser 2D tem um impacto negativo considerável, pois impede a mudança livre de perspectivas do cenário, funcionalidade esta que se tornou imprescindível em qualquer RTS moderno. A dublagem é mal interpretada e com excesso de frases repetitivas - principalmente na seleção de unidades-, o que a torna extremamente cansativa. Surpreendentemente, as músicas estão fora desse poço de mediocridade. As composições são agradáveis e combinam com a atmosfera do jogo e suas raças.

O Veredicto:
Rising Kingdoms é um jogo de estratégia em tempo real sem brilho e que não acrescenta ao gênero. Pode até divertir por um tempo, principalmente para os fanáticos pelo estilo, mas a precariedade do multiplayer, a falta de polimento da inteligência artificial e da interface o deixa bem atrás de concorrentes como WarCraft 3 e Battle for Middle-Earth 2.


Prós:

+ Requerimentos mínimos baixos;
+ Pouco microgerenciamento;
+ Boa música.


Contras:

- Dublagem cansativa;
- 2D. Não permite a mudança livre de perspectivas;
- Existem poucos atalhos intuitivos pelo teclado;
- Animações desajeitadas para algumas unidades;
- Serviço multiplayer mal acabado;
- Servidores desertos.


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