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Review de Super Dragon Ball Z para PS2 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


?? fato conhecido que a franquia Dragon Ball já foi explorada além da conta no mundo dos games. Com uma história que nos leva de volta aos consoles clássicos como o bom e velho Super NES, jogos envolvendo Goku, Vegeta e toda a turma criada por Akira Toriyama fizeram parte da infância de muita gente. E até os dias de hoje a Bandai-Namco continua produzindo títulos e mais títulos, sendo Super Dragon Ball Z o último resultado dessa produção compulsiva.

Depois de grandes sucessos como as séries Budokai e Tenkaichi, os produtores resolveram mudar um pouco as coisas e para tal convidaram Noritaka Furamizu, chefe da Craft & Meister e famoso por um de seus antigos trabalhos: a série Street Fighter Alpha. A conseqüência disso é um jogo completamente diferente dos outros já lançados para o Playstation 2, com menos firulas e uma ação direto ao ponto.

Menos conversa, mais ação


Sendo o primeiro título de luta sério baseado no desenho, Super Dragon Ball Z fez sua primeira aparição nos arcades japoneses e, analisando de forma rápida, é bem essa a idéia mesmo: um jogo no bom e velho estilo arcade.

Com o objetivo de cativar mais os fãs de luta do que os fãs do anime em si, a Bandai resolveu utilizar a experiência do Furamizu para dar ao game uma mecânica que faz lembrar títulos como Tekken e até mesmo Rival Schools, mas sem a profundidade necessária para ser possível uma comparação justa. Os milhares de modos de jogo, golpes reluzentes e explosões foram substituídos pelo combate cru, muito mais enfocado no corpo-a-corpo, de forma que chutes e socos passaram a fazer mais diferença do que os ataques especiais.

Esse novo estilo de jogo pode parecer coerente a principio, mas perde o sentido completamente quando se experimenta o jogo. Os 18 personagens são todos muito semelhantes, não fazendo muita diferença com quem se joga. Todos apresentam um número limitadíssimo de ataques e magias que deixam o quebra-pau extremamente repetitivo. E esta falta de recursos fica ainda mais evidente justamente por serem os ataques básicos e combos o enfoque principal de Super Dragon Ball Z.

E quanto mais tempo se joga, mais evidente fica o fato de que a mudança de estilo não fez bem, pois Super Dragon Ball Z parece uma versão simplificada e pobre dos títulos anteriores. Os fãs de Goku e seus amigos vão sentir falta de elementos que caracterizam a série como a habilidade de voar e as transformações em Super Sayan que, ainda que presentes, foram deixadas completamente em segundo plano deixando o jogo um tanto quanto sem identidade.

Os controles, apesar de tudo, são simples e atendem bem às necessidades dos jogadores. Como os comandos em si são bastante instintivos, o tempo de aprendizagem é bem reduzido e em questão de minutos é possível travar batalhas épicas, que apesar de tudo não costumam durar muito tempo. ?? possível ainda perceber o dedo de Furamizu nesse aspecto, pois os ataques especiais são executados exatamente como no bom e velho Street Fighter. Além disso, os personagens respondem bem aos comandos e se movimentam bem pelos belos cenários, outro ponto positivo do jogo.

Recheados de obstáculos que podem ser destruídos, os cenários são bem amplos e muito bem construídos, dando aos personagens grande capacidade de movimentação, apesar de que o novo estilo de jogo force o combate corpo-a-corpo, a curta distância.

E em uma tentativa de dar ao jogador uma experiência diversificada e um motivo para jogar por mais de meia hora, foi criado algo que pode ser considerado o mais interessante deste título, que é o modo de customização de personagens. Ele consiste em você escolher seu personagem favorito ??? que pode até mesmo ser a Chi-Chi, esposa de Goku ??? e lutar com ele o máximo que puder, adquirindo experiência e tornando-o cada vez mais forte e aprendendo novas habilidades quando se passa de nível. Esses personagens customizáveis podem ser utilizados em qualquer um dos modos de jogo e é com eles se destrava alguns dos extras, coletando as sete Dragon Balls à medida em que se vence e invocando Shenron, o deus dragão. Dentre esses extras estão novos personagens, habilidades únicas, novas cores para seu lutador e outras coisas, que definitivamente não irão chamar a atenção dos grandes fãs de jogos de luta. A falta de opção faz com que o modo versus seja, com folga, o mais divertido de todos.

ZWANG!


Quando o assunto são jogos baseados em anime, os gráficos em cel-shading vêm imediatamente à cabeça. A técnica vem sendo utilizada desde o primeiro baseado em DBZ para o PS2 e também em outros jogos baseados em outras séries de animé. Portanto, não é de se espantar que Super DBZ apresente também tal técnica. Mas, ao ser comparado com os títulos anteriores, é possível perceber traços mais carregados, que remetem mais à arte original do mangá do que à série de TV. As animações, apesar de raras, são um tanto impressionantes, assim como os cenários e os personagens. Mas continua sendo um pouco decepcionante o fato de não ter havido grandes avanços gráficos com o passar dos anos.

Os dubladores americanos da série de TV participaram desta vez dando aos personagens suas vozes originais, mas os efeitos sonoros pobres fazem com que no conjunto não faça tanta diferença assim. A trilha sonora, apesar de bem feita, é composta por remixes das músicas que o anime tornou famosas e passa despercebida.


O Veredicto:
Super Dragon Ball Z é um jogo de luta totalmente sem identidade, superficial demais para cativar os fãs do gênero e simples demais para os fãs do anime. Gráficos que não impressionam, personagens sem personalidade e jogabilidade pobre deixam o valor de durabilidade do título extremamente baixo, salvo pelo modo de criação de personagens. Em outras palavras: mais uma decepção.


Prós:

- Customização de personagens;
- Poder jogar com Chi-Chi;
- Controles fáceis e intuitivos;
- Belos cenários.


Contras:

- Personagens muito semelhantes;
- Gráficos batidos;
- Pouca opção de personagens;
- Baixo valor de replay;
- Características marcantes deixadas de lado.


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