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Review de Star Fox Command para DS de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Star Fox apareceu pela primeira vez para o Super Nintendo em 1992 como um estranho jogo em que os personagens principais eram animais que pilotavam naves espaciais poligonais. O jogo fez muito sucesso e rendeu ótimas seqüências no Nintendo 64 e no Game Cube, e hoje conta com uma horda de fãs que já não agüentavam mais esperar pela aparição de Fox, Falco, Slippy e companhia nas telas do DS.

A adaptação para o DS perdeu em alguns pontos, mas ganhou em muitos outros, fazendo com que Star Fox Command mantenha-se próximo do bom nível da série consagrada. Mas o que deve surpreender os fãs veteranos de Star Fox são as várias mudanças na jogabilidade e estilo do jogo.

Star stylus
A história de Star Fox Command começa com uma grande ameaça ao sistema de Lyat: exércitos vindos dos oceanos tóxicos do planeta Venom iniciam uma invasão a todos outros planetas do sistema. Fox McCloud e sua equipe são convocados para mais uma vez garantir a paz, mas existe um outro obstáculo a isso: os membros da Star Fox se separaram da equipe e tomaram outros rumos, e McCloud tem o desafio de tentar reunir seus companheiros novamente.

Apesar de parecer uma história boba, a trama é surpreendentemente interessante e se desenvolve bem, além de propor bifurcações que, de acordo com as decisões do jogador, levam a um de nove finais disponíveis. Pela primeira vez na série, os carismáticos outros pilotos do jogo recebem certo destaque, e dependendo do caminho que o jogador tomar, Falco, Wolf e outros aparecem mais que Fox, que supostamente é o personagem principal. São vários os pilotos que o jogador pode controlar, o que é bem interessante. Quase todas as fases contam com um piloto do sexo feminino, e apesar de soar como uma inclusão forçada dá um toque mais variado ao jogo.

Mas se no enredo de Star Fox são notáveis as melhorias, na jogabilidade e no estilo as mudanças são bem questionáveis. A estrutura das fases é bem diferente do usual, acrescentando alguns elementos de estratégia ao jogo. Em cada nível há um pequeno mapa tático na tela inferior do DS pelo qual o jogador comanda suas naves para destruir o inimigo, em um sistema de turnos. As naves inimigas são representadas por pontos vermelhos e as bases por pirâmides vermelhas, em uma interface gráfica simples que cumpre sua função. Todos inimigos tentam destruir a Great Fox, a nave mãe do jogador, que é tripulada pelo robô ROB e ocasionalmente conta com torpedos para defesa. Se algum inimigo alcançar a Great Fox no mapa tático, o jogador perde e deve reiniciar a fase.

Quando as unidades do jogador se encontram com as dos inimigos, surgem confrontos que são resolvidos ao final do turno, em um mapa de combate que aparece na tela superior do DS. Nessas batalhas, deve-se comandar um dos pilotos em combate similar ao estilo ???shooter??? da série, mas sem linearidade alguma e com grandes possibilidades de movimento ao jogador. Além disso, são bem curtas e fáceis, e mesmo os piores personagens nas fases mais difíceis não enfrentam grandes dificuldades para completar as mesmas. Existe um limite de tempo para cumprir as fases, mas, além de raramente ser algo ???apertado???, é fácil encontrar itens e acumular bônus que aumentam esse limite. Depois de eliminar todos inimigos do mapa tático em batalhas isoladas, o jogador vence a fase, salvo certos níveis especiais em que existem alguns chefões. As brigas com esses são até interessantes, mas estão longe da genialidade dos chefes de outros jogos da série.

A facilidade encontrada nos níveis de Star Fox Command é balanceada por um controle meio atrapalhado, quase inteiramente baseado na stylus. Os controles funcionam de forma similar a Metroid Prime Hunters, mas desperdiçam completamente os direcionais e demais botões do DS. Para movimentar a nave, basta arrastar a stylus na tela de baixo durante as batalhas. Para fazer loopings e U-turns (giros de 180 graus), existem ???botões??? que podem ser acessados também na tela de toque. Os problemas aparecem na hora de rolar, acelerar e frear. Para rolar o jogador deve desenhar círculos com a stylus, algo que causa um pequeno descontrole na nave. Para acelerar e frear deve-se dar um ???dulpo clique??? na parte superior ou inferior da tela, respectivamente. Não é raro acelerar e frear acidentalmente, e mesmo quando existe a intenção de realizar tais manobras, a nave também fica um pouco descontrolada. ?? muito comando para pouca tela. Já os outros botões, fazem todos a mesma função: atirar.

Multiplayer pouco inspirado
Apesar de todos os defeitos, o single player de Star Fox é divertido e vale a pena tentar desvendar todos os nove finais. O multiplayer, em contrapartida, não agrada o bastante para ser jogado muitas vezes. O modo consiste em um mata-mata entre os jogadores, na rede Wi-Fi e no download play, com suporte para até 6 jogadores em um único cartucho. As batalhas entre os jogadores são simples, com naves inicialmente iguais, mas que podem ser modificadas com itens encontrados no mapa. Não são muitas as opções, e os combates são sempre repetitivos e cansativos.

Os mais animados podem gostar da possibilidade de entrar para o Ranking mundial nas batalhas da rede Wi-Fi, mas o multiplayer não traz muitas surpresas.

Além disso, sonoramente o jogo cumpre todas as expectativas. Barulhos simples para os disparos, uma trilha sonora variada e aquelas dublagens clássicas do Star Fox de Super Nintendo, em que os personagens fazem barulhos como se estivessem falando uma língua estranha. O único ponto negativo é a voz enjoativa do robô ROB, que aparece quase o jogo todo ??? e ele fala bastante.

Os visuais são ótimos para o DS: com gráficos simples e funcionais nos mapas táticos, e mais elaborados nas batalhas. Cada piloto tem uma nave personalizada, com designs variados e interessantes. Os desenhos que ilustram os prólogos e os finais são bem adequados, assim como os dos personagens durante os diálogos. Mais uma vez o robô ROB é uma exceção: o desenho do personagem é estranho e destoante, lembrando um C-3PO desengonçado e mal-acabado.

O Veredicto:
Star Fox Command acrescenta ótimos elementos à série com um pouco de estratégia e finalmente um enredo com tramas interessantes entre os personagens. Mas apesar de boas mudanças, um único grande defeito persiste todo o tempo: sobrecarregar a stylus com quase todos os comandos do jogo, deixando a jogabilidade um pouco desajeitada e nada funcional. Mesmo assim, é certo que, com um mínimo de pratica, os desafios encontrados nas missões de Fox e sua turma sejam quase nulos, comprometendo um pouco da graça. .

Prós:
  1. Bom enredo;
  2. Vários personagens jogáveis;
  3. Mapa tático interessante;
  4. 9 bons finais interativos.


Contras:
  1. Multiplayer pouco inspirado;
  2. Jogabilidade sobrecarrega stylus;
  3. Fácil demais;
  4. O irritante robô ROB.



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