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Review de Tom Clancy's Splinter Cell Double Agent para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Depois de três edições andando nas sombras, apunhalando terroristas, escalando grades e executando outras atividades cotidianas de um espião internacional, já era chegada a hora de Sam Fischer e os jogadores de Splinter Cell experimentarem alguma mudança na fórmula de sucesso da série. Pois bem: o novo Splinter Cell: Double Agent conta com mudanças cruciais na forma com que as missões podem ser cumpridas, mas continua sendo o bom e velho jogo de espionagem, mantendo todas as características principais do gênero.

Desta vez Sam Fischer se infiltra em uma organização terrorista para obter informações essenciais sobre as atividades e ganhar a confiança da mesma. Tarefa fácil para quem já salvou os EUA um bocado de vezes, mas se Sam levar muito a sério a idéia de fingir ser terrorista, pode ser que seus superiores percam a confiança no espião...

Agente duplo


O jogo começa de forma bem cinematográfica, com uma pequena missão introdutória onde o personagem principal Sam Fisher deve desativar um míssil. Essa primeira fase é bem simples, mas serve de amostra do que estar por vir.

Depois de alguns contratempos, Sam é recrutado para uma missão de alto risco: infiltrar na organização terrorista JBA (John Brow???s Army), e fornecer informações cruciais para a NSA (National Security Agency). Para isso, Sam vai preso em uma penitenciaria no Kansas, onde ajuda um dos cabeças da organização terrorista em uma fuga, e com isso ganha um pouco de confiança na JBA.

A idéia principal é mediana, mas o interessante mesmo é a forma com que os produtores da Ubisoft acrescentaram na jogabilidade o fator ???agente duplo???. Como Sam recebe missões das duas facções que está trabalhando, o jogador tem a opção de escolher quais objetivos cumprir, sendo que quase todos são opcionais. Para cada tarefa cumprida, Sam é recompensado com certa quantia de confiança por parta da agência que ordenou o trabalho. Alguns objetivos são sugeridos por ambas as facções, e cumpri-los faz com que o jogador ganhe confiança em uma e perca na outra. Um bom exemplo é quando Sam planta uma bomba em um transatlântico de luxo e pode decidir se explode ou não o barco. Se explodir, matando um bocado de ricaços, ganhará confiança da JBA e perderá na NSA. Se abortar, acontece o contrário.

A confiança em Sam é indicada por duas barrinhas no canto da tela que vão sendo preenchidas ou esvaziadas conforme os resultados das missões. Caso alguma chegue a zero, game over. Um jeito mais comum de perder o jogo é morrendo, obviamente. Mas para jogadores experientes no gênero, não é algo que costuma acontecer, já que Sam conta com todas aquelas tranqueiras clássicas de espiões, e os inimigos continuam bem distraídos, como sempre: mesmo com todas os leds brilhantes em seu equipamento, basta agachar em uma sombra para ficar invisível aos guardas, que chegam a passar com a nariz quase colado no personagem sem detectá-lo.

Para o caso de ser visto, Sam conta com uma infinidade de opções para escapar, desde um nocaute no inimigo a uma boa e velha pistola com silenciador. Mas que fique claro: em Double Agent é bem mais difícil jogar como um shooter clássico, atirando ao invés de despistar os inimigos. Além de uma mira bem aprimorada, um guarda ferido costuma chamar reforços, o que complica bastante a vida do jogador fã de um massacre inconseqüente.

Gameplay may change during online experience


Além do ótimo modo história, Splinter Cell também conta com um multiplayer bem criativo e diferente. Funciona de forma bem simples: duas equipes, os espiões e os mercenários, disputam em uma pequena fase, onde os espiões devem roubar arquivos de terminais de computador para ganhar pontos, e os mercenários devem impedir que isso aconteça. Os espiões são como Sam Fischer, só que com hormônios: ágeis e furtivos, correm bem rápido, escalam qualquer muro com facilidade e contam com um pequeno arsenal de bugigangas tecnológicas para despistar seus inimigos. Já os mercenários são brutamontes armados com automáticas que partem qualquer espião ao meio em segundos, perfeitas para quem sentiu o dedo do gatilho coçar no single player de Splinter Cell.

Apesar das duas equipes jogarem de forma bem diferente, o jogo online é surpreendentemente equilibrado e divertido, e bastante inovador. Para tentar aumentar a vida útil do modo, as habilidades de espião e mercenário podem ser aprimoradas em um sistema de pontos de experiência. O único problema é também o mais óbvio: como não vai ser fácil encontrar jogadores no Brasil, fica comum enfrentar lags, além dos inimigos.

Fácil de jogar


A excelente jogabilidade de Splinter Cell merece atenção especial. Ao contrario da maior parte dos jogos do gênero, que envolvem muitos botões e pouca efetividade, em Double Agent é bem simples controlar Sam Fischer. Os comandos são bem simples, e intuitivos o bastante para que o jogador reaja bem na hora do aperto. Além disso, tarefas como destravar fechaduras e travas eletrônicas são sempre resolvidas com pequenos puzzles, que exigem do jogador apenas o necessário para trazer alguma sensação de esforço mental depois de um trabalho bem feito. Para aprender a jogar, existe um tutorial interativo que explica todo o básico de Double Agent, mas não é muito complicado se arriscar no modo história de primeira, graças às dicas que sempre aparecem na tela quando o jogador vai tentar algo novo.

Acompanhando o ótimo nível da jogabilidade, Double Agent ganhou uma atualização gráfica que o coloca entre os jogos mais impressionantes da nova geração. O personagem de Sam é bem convincente nadando, escalando e até em movimentações banais como descer escadas. A iluminação e sombras, que fizeram a fama do jogo no Xbox original, são igualmente satisfatórias, assim como os efeitos visuais diversos nos cenários do jogo, que são bem bonitos e cinematográficos. Já os cenários, que vão de densas nevascas ao calor do deserto são bem mais diversos que nas aventuras anteriores e, claro, são sempre impecavelmente modelados e texturizados.

Talvez os gráficos pesados contribuam para o principal problema de Double Agent, que são os longos tempos de espera para carregar as fases, mas apesar de tudo, é algo que dá para se acostumar.

No quesito sonoro, o jogo não chama muito a atenção. A trilha é bem lugar-comum, e os efeitos apenas fazem o básico, sem nada muito bom ou ruim. Nas dublagens, destaque para Michael Ironside, que faz a voz de Sam com competência, passando para os jogadores tudo aquilo que eles esperam sair da boca de um espião profissional experiente e frio. As demais dublagens também são boas, mas não chamam tanto a atenção.

O Veredicto:
A primeira incursão da série Splinter Cell na nova geração vem muito bem apresentada, com ótimas paisagens virtuais para curtir uma espionagem básica. A inserção de novos elementos como as barras medidoras de confiança complementam a experiência furtiva com primor, fazendo com que a diversão no jogo não se limite a apenas atirar em guardas agachado nas sombras. Fora o excelente modo principal, quem optar pela ação ainda tem de volta o modo multiplayer entre mercenário e espiões, ainda mais criativo e bem balanceado.

Prós:

- Jogabilidade ótima;
- Animações excelentes;
- Nova barra de confiança;
- Multiplayer divertido.


Contras:

- Loading demora bastante;
- Guardas bem distraídos;
- Relativamente curto: 9-10 horas.


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