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Review de CivCity: Rome para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


CivCity: Rome é um simulador de cidades com temática baseada na civilização Romana, e inspirado na famosa série de estratégia Civilization. Na prática, fica difícil encontrar onde está o dedo de Sid Meier no jogo. Com exceção de alguns elementos como a civilopedia, o jogo é basicamente um simulador clássico de cidades, com algumas breves referências a Civilization.

Talvez a estratégia da Firefly de atrair os fãs de Civilization apenas com um prefixo no nome consiga convencer alguns a comprar CivCity, mas a grande decepção dos mesmos ao perceber que o jogo não tem nada a ver com a famosa série de estratégia em turnos deixa claro que seria preciso mais semelhanças para que CivCity pegasse carona no sucesso da marca. Mas não é por ser diferente deste que o título é necessariamente ruim. ?? possível entender que foi apenas uma referencia mal usada.

Caesar V?


Jogadores mais experientes no gênero de simulação de cidades irão notar em CivCity: Rome uma clara semelhança com um antigo jogo dos anos noventa: não, definitivamente não é Civilization, e sim o clássico simulador de cidades Caesar, produzido pela Impressions Games e lançado pela Sierra no distante ano de 1993, que hoje está em sua quarta edição. As semelhanças na temática e jogabilidade são gritantes, e em muitos momentos Civcity aparenta ser um clone de Caesar com upgrades técnicos. Claro, existem algumas diferenças óbvias nos recursos do jogo, mas 13 anos depois era de se esperar algo mais significativo.

A premissa básica de Civcity: Rome é a mesma de qualquer outro título do gênero: construir uma cidade desde seus primórdios, acompanhando a evolução da mesma e gerenciando diversos fatores para garantir o conforto de seus habitantes, e dinheiro nos cofres do administrador. O que deixa isso um pouco diferente do usual é o tema do Império Romano, muitíssimo bem aplicado ao jogo, parte pela civilopedia que tem informações didáticas e interessantes, parte pelas várias construções presentes no jogo, todas bem bonitas e interessantes. Além disso, é possível monitorar os habitantes da cidade clicando nos mesmos, e ???ler os pensamentos??? destes. Na maior parte do tempo, apenas algumas besteiras e amenidades passam pela cabeça dos romanos, mas muitas vezes os cidadãos dão boas dicas para o gerenciamento da cidade, ou informações históricas interessantes.

Mas a parte divertida de CivCity não é dar uma de voyeur com os romanos, e sim edificar construções e administrar uma cidade. Parece bem simples, mas pode ser um pouco complicado para iniciantes. Inicialmente, o jogador deve construir um centro da cidade, que é por onde chegam os imigrantes da nova vila. Depois disso, é preciso construir locais para que os novos habitantes trabalhem, que muito provavelmente serão mineiros ou lenhadores, o que obriga a edificação de um ou mais armazéns para guardar os recursos coletados. Depois disso, devem ser construídas habitações para os cidadãos, além de fazendas de cabras e açougues, para alimentar sua população. A partir daí, o jogador pode seguir diversos caminhos, que geralmente objetivam três coisas: a felicidade dos cidadãos, o crescimento da cidade e a evolução das habitações, que começam com barracos simples, mas vão se transformando à medida que seus moradores obtém acesso a recursos como camas, banhos ou religião, proporcionados pelo jogador.

O básico do jogo é explicado em um modo campanha, mas além de ser um pouco bobo e tedioso, esse modo não é um tutorial muito completo, pois informações essenciais como quantos habitantes são alimentados por uma padaria, ou quantas padarias são suportadas por um único moinho, e quantos moinhos uma fazenda consegue abastecer. ?? um pouco chato ter que aprender essas informações na marra, e por conta disso, são grandes as chances de que as primeiras cidades criadas pelo jogador fora do modo campanha fujam do controle e se tornem verdadeiras favelas.

Vini, vidi, vinci


Outro fator crucial para o desenvolvimento das cidades romanas são as tecnologias, que funcionam de forma levemente parecida com Civilization IV. Basta o jogador escolher uma opção de tecnologia em um menu para que a mesma comece a ser pesquisada, e quando a mesma for finalizada, novas opções são liberadas para pesquisa. Ao contrário de Civilization, o jogo não sugere uma tecnologia seguinte na linha de pesquisa, o que é um pouco ruim, pois o jogador pode acabar esquecendo de voltar para o menu para selecionar uma nova pesquisa. Além disso, como o jogo não é em turnos, mas sim em tempo real, as tecnologias são pesquisadas bem rapidamente, e os benefícios oferecidos pelas mesmas fazem com que seja vantajoso investir em pesquisas.

Além da administração da cidade, os jogadores de CivCity têm também uma responsabilidade militar. Para a proteção da cidade contra ataques bárbaros, ou apenas para servir a legião romana, é possível construir quartéis militares na cidade, que recrutam e treinam legionários para o império. Durante invasões, além da proteção das muralhas o jogador pode contar com seus soldados na defesa da cidade, controlando batalhões e perseguindo inimigos. O sistema de combate é bem simples e funcional, muito mais baseado no treinamento e qualidade de equipamento das tropas do que em estratégias militares, com o único defeito de que é um pouco difícil ???acertar??? o clique nos inimigos, por um problema que aparece também em outros momentos do jogo, como na hora de deletar construções. ?? bem chato clicar em cima de uma loja e perceber que na verdade uma mansão vizinha de um ricaço que foi destruída. Ao menos a clássica pergunta ???você tem certeza que quer destruir isso???? caberia no jogo.

Assim como os combates, os gráficos de CivCity são bem simples, o que não é ruim para um jogo de simulação de cidades. A vantagem disso é que grande parte dos computadores serão capazes de rodar em boa qualidade as construções bonitas e bem detalhadas do jogo, sem problemas de queda na taxa de quadros ou similares.

O Veredicto:
CivCity: Rome cumpre muito bem com a proposta de ser um simulador de cidades romanas, principalmente pela ambientação bem aplicada no jogo. Apesar disso, o ???Civ??? no título soa como uma propaganda enganosa, pois o jogo é muito mais um Caesar que um Civilization. Problemas para selecionar os objetos e um modo campanha mal-feito são os principais defeitos do título, que também peca pela falta de criatividade.

Prós:

- Simulação de cidades detalhada;
- Boa aplicação da cultura romana.


Contras:

- Bug para selecionar construções;
- Modo campanha ruim;
- Nada a ver com Civilization.


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