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Review de Mortal Kombat Armageddon para PS2 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Armageddon é uma palavra usada para designar um fim do mundo apocalíptico e catastrófico. Mortal Kombat é uma franquia de jogos de luta famosa por derramar litros e litros de sangue em seus títulos. A união dos dois faz um jogo que representa muita bem o que é a carnificina deste derradeiro episódio da série no PS2.

Como os gráficos continuam praticamente os mesmos de Deception, Mortal Kombat: chega soando como uma coletânea de seus antecessores. Mas é apenas uma primeira impressão, pois o jogo traz interessantes novidades e extras, assim como uma sutil alteração de jogabilidade em relação aos seus antecessores Deadly Alliance e Deception.

Cadê o Chess Kombat?


Definitivamente o maior destaque de Armageddon é seus 62 lutadores, incluídos aí quase todos os personagens jogáveis presentes em toda série. A única ausência é a Ninja Khamaleon, que aparece como personagem secreta no Mortal Kombat Trilogy de Nintendo 64. Todos outros, incluindo Chamaleon, a versão masculina de Khamaleon, estão presentes. No geral. qualquer fã da série vai gostar de jogar com os sub-chefes dos jogos antigos Goro, Kintaro e Motaro, mesmo que o ultimo tenha perdido as patas de trás, ficando mais parecido com um sátiro que um centauro propriamente dito.

Na apresentação, é mostrada uma batalha épica e desordenada entre todos os personagens do jogo (parecendo uma briga de torcida), até o momento em que uma pirâmide surge no meio do campo de batalha e os lutadores passam a disputar uma espécie de corrida para chegar ao topo. Se tratando de Mortal Kombat, já era desculpa suficiente para colocar todo mundo em arenas em batalhas fatais. Mas para a felicidade geral, o enredo de Armageddon é relativamente bem detalhado e aprofundado, com diversos detalhes que vão aparecendo no modo Konquest.

O modo Konquest em si está bem diferente. Agora funciona quase que como um jogo de aventura completo, em que Taven, o personagem principal, sai andando, coletando itens, e batendo em todos pelo caminho. Além de cumprir a tarefa de tutorial muito bem e apresentar a história de forma competente, jogar o modo Konquest também é crucial para conseguir Koins, usadas para destravar alguns lutadores, fases e outros. Mas o modo é bem divertido e relativamente curto (aproximadamente 9 horas), e não é uma obrigação chata jogá-lo.

No Konquest, existem dois tipo de oponentes nas brigas: os capangas, que são derrotados em batalhas simplificadas, envolvendo poucos golpes, e os personagens de Mortal Kombat, que devem ser confrontados em batalhas comuns. Apesar das batalhas simplificadas serem bem confortáveis e até mesmo mais intuitivas que as de Armageddon, a coexistência de dois modos de luta acaba confundindo um pouco os jogadores. Um outro ponto relativamente negativo é que Taven é um lutador bem genérico para os padrões de Mortal Kombat, sem nenhum grande diferencial ou atrativo. Mesmo assim, o novo Konquest é um dos melhores modos de se divertir sozinho com Mortal Kombat: Armageddon.

Além do Konquest, existe o modo clássico de lutas em dois jogadores -- que é definitivamente o melhor jeito de se divertir com jogos de luta em geral -- e também os modos Arcade e o Motor Kombat, sendo que o segundo é mais um mini-jogo extra que um modo propriamente dito. O Arcade segue a fórmula consagrada de Mortal Kombat, com o jogador enfrentando um determinado número de lutadores aleatórios até chegar no último chefão (dessa vez sem nenhum sub-chefe). Depois de vencer o chefão, que em Armageddon tem o pouco criativo nome de ???Blaze???, é possível ver o personagem vencedor fazendo katas enquanto um texto vai surgindo na tela contando o que acontece depois da batalha. Apesar dos katas serem bem feitos, a ausência de cenas de corte é bem decepcionante, apesar de ser compreensível a dificuldade de montar finais próprios para as dezenas de lutadores do jogo.

O Motor Kombat, em contrapartida, é bem diferente demais modos. Trata-se de um minigame de Kart, similar a Mario Kart. Os jogadores escolhem personagens para correr em algumas pistas, podendo usar algumas habilidades especiais e truques para atrapalhar os oponentes, além de algumas armadilhas que existem no próprio cenário, próprias para detonar corredores distraídos. Apesar de ser uma idéia criativa, Motor Kombat não chega a ser bom. As primeiras corridas são até divertidas, mas o jogo não é muito variado, enjoa facilmente e parece meio mal acabado, como se tivesse sido feito às pressas. Definitivamente foi uma péssima troca acrescentar Motor Kombat em Armageddon e não seus antecessores Puzzle e Chess Kombat, que são imensamente mais divertidos, caprichados e coerentes.

Nightwolf esqueceu Tae Kwon Do?


A maior decepção de Armageddon em relação ao anterior, Deception, é a redução dos estilos dos lutadores, agora limitados a armados ou desarmados. A mudança acaba com versatilidade dos lutadores. Em Deception existiam combos com os quais o jogador alternava entre todos os estilos do personagem, o que era bem interessante. Agora, com apenas dois estilos, os lutadores perderam um pouco de personalidade, e as lutas tornaram-se mais enjoativas. A falta de espaço em disco não é desculpa, pois deve ter sobrado tanto que deu até para desperdiçar com o Motor Kombat.

Mas apesar da redução no número de estilos, algumas alterações bem vindas na jogabilidade das batalhas fazem com que Armageddon mantenha o nível da série nas lutas. O maior destaque nessas são as implementações de combate aéreo, que estava meio esquecido em Deadly Alliance e Deception. Combos enormes com os lutadores parados no ar parecem meio ridículos, mas são uma interessante adição a formula já desgastada de combate que apareceu nos últimos jogos da série. Ainda assim, os comandos e seqüências podem continuar estranhos e pouco intuitivos para os jogadores, mas foi esse o estilo que consagrou Mortal Kombat, e as mudanças devem continuar seguindo certo nível de sutileza para não decepcionar os antigos fãs.

Outra excelente adição à fórmula de Mortal Kombat é modo para criar lutadores personalizados. São diversas opções e customizações que podem ser feitas, em um editor de aparências que não fica devendo muito para o de The Sims. Além de ser bem divertido recriar personagens de outros jogos, colegas e namoradas, o jogador tem grande liberdade em modificar os combos, estilos, golpes e armas dos lutadores, podendo criar um lutador com que seja particularmente divertido e/ou confortável de se jogar. Um único problema do modo é que a grande maioria das opções de customização devem ser liberadas com Koins, impedindo o jogador de criar um personagem a seu gosto logo de cara.

FATALITY!


Outro incremento pode ser notado no novo sistema de Fatality, agora interativo. Quando o primeiro Mortal Kombat apareceu em 1992, as finalizações eram uma grande novidade e chocavam pelo volume de sangue, violência e humor negro. Mas, com o tempo, a violência em jogos acabou se banalizando e a solução dos produtores tem sido aumentar a quantidade de sangue e a ???criatividade??? dos Fatalitys no jogo. Em Armageddon, uma nova opção aparece: os Fatalitys interativos, nos quais o jogador vai realizando seqüências com os botões e direcionais para formar finalizações personalizadas. Não é muito difícil montar uma seqüência em que o lutador arranca o coração, os braços e depois decepa o oponente, afinal, em Mortal Kombat arrancar um braço é tão fácil quanto tirar rabo de lagartixa: só puxar que sai.

O grande problema do novo modo é que os personagens perdem ainda mais da sua personalidade e toques pessoais, já que qualquer um pode arrancar a cabeça do inimigo levando junto a coluna vertebral com no movimento clássico de Sub-Zero, ou arrancar corações como Kano. Ainda assim, é uma estratégia interessante para poupar memória em disco, além do fato de que montar seqüências bizarramente macabras de Fatalitys é sempre bem divertido.

O Veredicto:
Armageddon é um representante definitivo da série Mortal Kombat. Sessenta e dois lutadores, Fatalities e uma história muito bem contada no modo Konquest fazem com que a saga nessa geração seja encerrada com chave de ouro. As grandes decepções são as reduções de 3 estilos de luta para 2 em cada jogador e o modo Motor Kombat, que é bem cansativo e não acrescenta muito ao jogo. Em contrapartida, a adição de um modo de criação de personagens é muito bem vinda, e pode garantir horas de diversão.

Prós:

- 62 lutadores, incluindo Goro, Kintaro, Motaro...
- Modo Konquest;
- Criação de Personagens.


Contras:

- Motor Kombat;
- Menos estilos de luta;
- Mesmos gráficos de Deception.


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