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Review de Need for Speed: Carbon para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


O Need for Speed anterior, Most Wanted, pode ser visto como uma fusão da série clássica com a parcela ???underground??? da mesma. Pois bem, Need For Speed: Carbon segue a linha de Most Wanted, mas com uma forte recaída no Underground. Dessa vez, carros como o Volkswagen Golf R32 poderão competir ao lado de possantes como a Lamborghini Murcielago LP640 (apesar de ser uma tremenda injustiça), ambos com tuning e estilo a gosto do cliente.

Um pouco menos procurados


Em Need For Speed: Carbon, o cenário é a cidade de Palmont, uma área urbana cercada de cânions por todos os lados. As diferenças visuais são claras entre Palmont e a Rockport City de Most Wanted: Rockport era uma cidade aparentemente mais pacata, onde as corridas aconteciam de dia, e existiam lagos e florestas de pinheiros em algumas pistas. Já Palmont é algo mais parecido com a Bayview de Underground 2, com uma aparência mais urbana e suja, e desta vez as corridas acontecem apenas à noite. Mas apesar de tudo, se for para analisar os gráficos de forma mais fria, a diferença para Most Wanted é apenas uma atualização básica, algo que já é esperado. As alterações mais notáveis estão no ???blur??? (efeito de movimento de alta velocidade), que está melhor e consequentemente mais pesado, e o brilho dos carros, que ficou um pouco estranho em algumas pinturas, dando a impressão de que o carro foi embalado em papel contact.

Mas as principais diferenças de Carbon não são os visuais, e sim elementos de jogabilidade e novos modos que realmente fazem a diferença no jogo. Para a felicidade de alguns e tristeza de outros, as corridas de derrapada (drift) estão de volta. O modo continua bem semelhante ao de Underground 2, mas está um pouco melhor e mais divertido, principalmente porque algumas pistas são no cânion, o que deixa o modo com um pouco mais de estilo. Em contrapartida, as corridas de arrancada (drag) não existem mais. O modo era bem interessante no primeiro Underground, mas piorou um pouco em Underground 2, e ficou bem chato em Most Wanted. Ainda assim é uma pena que não existam mais corridas de arrancada, bastava a EA consertar os erros e recauchutar o modo, assim como fizeram com o Drift.

Outro modo novo são as corridas contra os chefes do jogo no cânion, mas essas decepcionam um bocado, inicialmente porque não são muito difíceis, e também porque o estilo de corrida é um pouco entediante: o jogador deve inicialmente seguir o oponente por toda descida do cânion tomando cuidado para não despencar nas curvas sinuosas, e marcando pontos por ficar próximo ao inimigo. Depois, em uma segunda corrida no mesmo lugar, a situação reverte e o jogador deve correr do oponente, perdendo pontos dependendo da proximidade do inimigo. Se no final das duas corridas o balanço de pontos for positivo, vitória. Se for negativo, derrota, e o jogador deve correr as duas de novo. Uma transformação da corrida de ???pega??? em ???pega-pega???.

Os outros modos de corrida são bons, sem grandes surpresas, e podem ser resumidos em: ???circuit???, em que ganha quem completar primeiro um número de voltas em determinado percurso fechado; ???sprint???, a famosa corrida de um ponto até outro sem voltas; e ???Speedtrap???, na qual o jogador deve passar em alta velocidade em certos trechos indicados na pista, e ganha quem conseguir somar a maior velocidade no final da corrida. Além desses, existem alguns outros modos que podem ser considerados pequenas variações desses.

Carbon conta ainda com um modo ???Free Roam???, que deixa o jogador circular livremente pela cidade vazia procurando confusão com a polícia e disputando ???rachas??? com outros corredores no caminho. Mas assim como nos seus antecessores, a cidade é vazia e tediosa. Mas dessa vez, para salvar os jogadores do esforço de ter que passear sempre que forem fazer algo, é possível escolher uma corrida no mapa da cidade e imediatamente começar a mesma. Apesar da facilidade ser muito bem vinda, ela acaba deixando o modo de ???Free Roam??? nada atrativo, e é provável que a maior parte dos jogadores nem experimente bater ???pegas??? com outros corredores na rua. A grande perda disso é que a policia fica com um papel bem reduzido em relação a Most Wanted, e o jogador talvez corra da lei apenas durante algumas poucas corridas em todo o modo carreira. ?? engraçado refletir sobre a relação do tuning e os policiais em Need For Speed. Não existe polícia na série Underground, mas a mesma volta com força total em Most Wanted, juntamente com os carros esportivos luxuosos. Em Carbon, a presença do tuning é mais evidente, e a da lei, menos. Será que os policiais preferem perseguir uma Lamborghini Gallardo ou um Aston Martin DB9 do que carros tunados e rebaixados? Algo a se pensar.

STFU!


A história de Need For Speed: Carbon começa como uma continuação de Most Wanted, e desta vez o personagem principal está fugindo de Cross, personagem de Most Wanted que deixa de ser policial para se tornar caçador de recompensas. O jogador é então inevitavelmente capturado, até que aparece o simpático Darius, que oferece ao jogador uma chance de redenção se o mesmo ajuda-lo a acabar com gangues de corredores rivais que estão dominando Palmont. A partir daí inicia-se o modo carreira propriamente dito, onde o jogador deve correr em diversos percursos para dominar territórios de gangues inimigas e defender seus próprios territórios em determinados momentos. Depois que o jogador conseguir dominar todo terreno de uma gangue rival, deve enfrentar o líder da mesma em uma corrida no cânion.

O sistema de conquista de território é simples e funcional, e um dos grandes pontos positivos de Carbon. Para começar a dominar o território, o jogador precisa de uma gangue, uma das primeiras coisas a serem feitas no modo carreira. ?? simples e rápido: basta escolher um nome e um símbolo em uma lista, que irá representá-lo no mapa da cidade.

Outra opção que o jogador faz nesse começo é escolher com qual tipo de carro irá começar, sendo que o jogo divide os veículos em três categorias distintas e diferenciadas: Os Muscles, carros de grande potência, mas difíceis de controlar, como um Dodge Charger SRT-8 ou um Ford Mustang GT; os Tuners, que são mais manobráveis e ágeis, como o Mazda RX-8 ou o novo Mitsubishi Lancer Evolution IX MR Edition; e os exóticos, que são aqueles carros que a maior parte dos jogadores pilotará só no videogame mesmo, como a Mercedes-Benz SLR McLaren, ou o Jaguar XK. Cada tipo de carro tem características particulares, mas se o jogador não gostar da opção que tomou no início, pode vender e trocar o carro durante o jogo. Além disso, as diferenças no tuning de aparência e performance do carro também são características em cada estilo.

O tuning em Carbon ficou realmente interessante. Ainda é algo mais simples que em Underground 2, mas na medida certa, sem exageros ou ausências consideráveis. Além da opção de lotar o carro de parafernálias, algumas úteis e outras não, o jogador pode fazer customizações consideráveis na performance ao comprar os upgrades, e agora também na aparência, apesar de que as mudanças visuais não são muito impactantes a ponto de ser algo realmente inovador.

A grande inovação de Carbon, na verdade, é o sistema de equipes, que permite ao jogador montar uma equipe com personagens encontrados durante o jogo, algo próximo da gangue do Vin Diesel no primeiro Velozes & Furiosos, misturado com uma equipe de Fórmula 1. Existe a possibilidade dos colegas de equipe correrem com jogador, em carros separados, mas esses sempre serão uma espécie de Rubens Barrichello: deviam servir como suporte, mas dirigem devagar e acabam atrapalhando algumas vezes. Existem três tipos de corredores auxiliares na equipe: Os ???drafters???, que correm na frente do jogador possibilitando que o mesmo pegue o ???vácuo??? para aumentar a velocidade, os ???blockers???, que jogam o carro em um oponente para atrapalhá-lo e os ???scouts???, que mostram atalhos para o jogador. Desses, o mais útil é o ???blocker???, que quando funciona garante uma vantagem considerável. Já o ???scout??? é quase inútil, já que os atalhos não costumam estar muito invisíveis, e um outro carro entrando nesses acaba atrapalhando um pouco.

Além disso, os colegas têm o péssimo hábito de falar o tempo todo durante a corrida, o que é chatíssimo (tanto quanto aquelas pessoas que gostam de palpitar a direção alheia). ??s vezes é melhor correr sozinho do que com companhia, mas apesar de tudo a intenção da EA foi boa, e quem sabe na próxima edição o sistema fique interessante.

Seja o policial


Na jogatina online são poucas as inovações de Carbon sobre os outros jogos da série. Continua sendo basicamente a mesma competição nas mesmas pistas do modo carreira. Não é algo ruim, já que a muita gente gosta de competir pela internet, mas definitivamente não é algo que vá revolucionar o gênero. As únicas diferenças explícitas do online são os modos exclusivos de Pursuit Tag e Pursuit Knockout. No primeiro, todos os jogadores começam como viaturas policiais, a exceção de um que é o corredor. Este deve evitar os policiais o máximo de tempo possível para ganhar. Para se tornar o corredor, os outros jogadores devem prender o atual corredor. No modo Pursuit Knockout todos os jogadores começam como corredores em um circuito, e o ultimo que cruzar a linha em cada volta assume o controle de uma viatura policial. Os policiais marcam pontos colidindo com os corredores, mas quem conseguir chegar até a ultima volta como corredor ganha a partida. Os modos ???be a cop??? são divertidos, mas não demora muito até que enjoe.

No mais, Carbon continua sendo um Need for Speed, com uma jogabilidade facilitada, um sistema de danos não-realista (bater de frente a 260 Km/h estraga o carro tanto quanto bater em uma pilastra a 10 Km/h) e outros elementos que atraem os fãs da série. Alguns bugs aparecem durante o jogo, como telas congelando ou inimigos que batem em uma parede e ficam por lá o resto da corrida, mas nada que atrapalhe a experiência de forma geral.

O Veredicto:
Need For Speed: Carbon reúne o melhor de toda a série, com direito a muito tuning, boa música, ótima jogabilidade, Lamborghinis, Mustangs e Porsches, além das clássicas fugas da polícia. Mas, infelizmente os maiores defeitos do jogo estão exatamente nas novidades que Carbon traz, como sistema de equipe que não funciona tão bem. Já sistema de conquista de territórios é interessante e combina com o estilo do jogo: simples e direto. Pesando na balança, Carbon é o mais divertido dos últimos Need for Speed, e consegue se equilibrar bem nos gostos dos fãs da série antiga e dos Undergrounds. Poderia ser um pouco melhor se o modo carreira fosse um pouco mais longo, apesar de tudo.

Prós:

- Porsches e carros tunados juntos;
- Perseguição policial;
- Sistema de conquista de territórios;
- Enredo bom.


Contras:

- Sistema de equipes funciona mal;
- Corridas no cânion chatas;
- Bugs acontecem .


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