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Review de Star Wars: Empire at War para PC de GameVicio

por davijapa, data  editar remover


De uns tempos pra cá, de uma maneira em geral, a LucasArts tem demonstrado uma maturidade e tanto no trato com a franquia Star Wars - as séries Battlefront e Knights of the Old Republic são as provas mais recentes disso, uma vez que não apenas honram a saga de George Lucas, mas também contribuem para melhorar seus respectivos gêneros.

No caso dos games de estratégia em tempo real, a relação com Star Wars já teve seus altos e baixos: enquanto "Force Commander" e "Rebellion" falharam miseravelmente em suas tentativas, "Galactic Battlegrounds", baseado na tecnologia gráfica de "Age of Empires II", serviu como uma espécie de alento.

Mas é com "Star Wars: Empire at War" que, definitivamente, a LucasArts atesta que aprendeu a criar jogos que não apenas se apóiam em Guerra nas Estrelas, mas mostram capacidade de inovar e agradar até mesmo aqueles que nunca assistiram um dos filmes da saga, nem sabem o que é Império ou Aliança Rebelde.

O jogo é ambientado alguns anos antes dos eventos de "Star Wars IV Uma Nova Esperança". Em lados opostos, como de costume, estão a Aliança Rebelde e o Império Galáctico, em guerras que acontecem tanto em pleno espaço sideral como em solo firme, intermediadas por uma espécie de mapa galáctico que lembra muito um tabuleiro, onde você administra suas tropas, movimentos e investidas.

Não que "Empire at War" seja dos mais complexos, mas é altamente recomendável passar pelos sete tutoriais (os dois últimos são apenas em vídeo, ou seja, não-interativos) antes de partir para as campanhas do jogo, muito embora as "lições" sejam um pouco arrastadas, demorando mais de uma hora para explicar, de uma forma geral, os conceitos básicos.

Entre o céu e a terra


Nos combates em terra, o objetivo, basicamente, é dizimar as construções e unidades inimigas (ou defendê-las, caso o atacado seja você). Existem pontos de captura espalhados pelo mapa e que, dominados, além de assegurar mais unidades, encurralam o adversário aos poucos. Isso porque, na verdade, não é possível alistar novas unidades durante uma batalha terrestre, mas apenas se reforçar com as que estão disponíveis no mapa galáctico. O defensor possui um limite de população e, em certos locais, é possível construir estruturas defensivas.

Já nos confrontos ambientados no espaço sideral, não existem os pontos de captura, ou seja, é preciso confiar nas unidades que você dispõe no mapa galáctico, além de administrar o limite de pontuação, que é de 20. Neste caso, como costuma acontecer em jogos do gênero, as unidades mais poderosas consomem mais pontos que as mais fracas.

Em ambas as modalidades, as condições de cada planeta são influenciam decisivamente no contexto das batalhas. No espaço, campos de asteróides danificam as naves maiores e as nebulosas impedem que qualquer nave por elas afetada utilize habilidades especiais; em terra firme, a variedade de intempéries é ainda maior: alcance de visão da infantaria e veículos e a precisão dos foguetes e dos lasers podem ser afetadas, de acordo com o planeta.

No mapa galáctico se desenrolam as ações de maior influência sobre o andamento do game, cujo contexto é persistente - ou seja, uma determinada ação tem impacto na galáxia como um todo, o que ajuda a criar um pouco mais de dinamismo, fugindo à linearidade que é característica em games de estratégia em tempo real.

Mas, voltando ao mapa, lá você tem uma visão ampla e geral da galáxia, visualizando os planetas, movimentando suas tropas, controlando a quantidade de recursos e por aí vai. Através dele, acompanha-se também o número de planetas sob seu poder, que determina quantas unidades podem ser construídas, e o nível tecnológico, que corresponde à variedade e potência das unidades e construções disponíveis.

Quanto aos planetas sob o seu poder, para defendê-los é possível construir estruturas apropriadas e preencher os espaços em terra disponíveis com unidades. No espaço, a principal estrutura são as estações, que permitem produzir naves, armas defensivas e atualizações tecnológicas.

Fazendo a diferença


Via de regra, as batalhas propriamente ditas de "Star Wars: Empire at War" não fogem muito ao habitual. Obviamente, o jogo traz unidades e personagens conhecidos da saga, como os caças Tie Fighters e X-Wings, os Stormtroopers, AT-ATs e por aí vai. Entre os heróis, estão figurinhas carimbadas como R2-D2 e C-3PO, Han Solo, Obi-Wan, Boba Fett e, naturalmente, Darth Vader.

Certamente, "Star Wars: Empire at War" é o game de estratégia de Guerra nas Estrelas que mais estimular o jogador a se debruçar sobre cada unidade e pensar na melhor maneira de utilizá-las, de acordo com as situações. Efetivamente, elas se diferenciam em características - e cada uma possui uma habilidade especial-, enriquecendo a porção cerebral do game.

Por outro lado, com os heróis acontece algo semelhante ao visto em "Battle for Middle-Earth", ou seja, um certo desequilíbrio. São unidades extremamente poderosas e difíceis de serem abatidas pelos meros mortais. Mas isso não chega a comprometer com seriedade o balanceamento, afinal, ambos os lados contam com heróis - e todos eles têm poderes interessantes de se explorar.

Ainda assim, as batalhas espaciais são um pouco mais interessantes que as terrestres, simplesmente por oferecerem um maior número opções táticas e não caírem tanto na repetição característica do velho "exterminar tudo o que se move".

"Star Wars: Empire at War" oferece duas campanhas, uma para a Aliança Rebelde e outra para o Império Galáctico, com algumas dezenas de planetas para conquistar e uma diferenciação interessante da história, contada pelo ponto de vista dos mocinhos e dos bandidos.

Além do indispensável modo Skirmish, com missões individuais - inclusive, você pode escolher entre participar de batalhas exclusivamente em solo ou no espaço -, há o modo de conquista galáctica, em que, a grosso modo, o objetivo é justamente atingir a supremacia total, subjugando e conquistando qualquer um que se oponha a você.

O modo multiplayer se destaca, especialmente, pela campanha em que dois jogadores se enfrentam em um mapa personalizado. Além disso, assim como no Skirmish do single-player, é possível disputar partidas somente no espaço ou no solo.

Visão cinematográfica


Não dá para comparar os gráficos de "Empire at War" com os de "Age of Empires III", mas embora não haja uma grande variedade de efeitos visuais, os personagens e planetas da saga de George Lucas foram todos reproduzidos com bastante apuro.

O nível de zoom permite aproximar bastante a visão, mas o melhor recurso, nesse caso, é a visão cinematográfica: clicando em seu ícone, a perspectiva adota ângulos mais próximos à ação, mostrando-a como se realmente fosse um filme. Claro que no calor dos combates ela chega a ser um risco - afinal, você precisa estar no campo de batalha atuando, e não simplesmente assistindo -, mas ainda sim é uma opção interessante, ainda mais para os fãs de "Guerra nas Estrelas".

Em um ano que não parece ser dos mais promissores para os games de estratégia em tempo real, "Star Wars: Empire at War" sai na dianteira com uma fórmula de jogo sólida que, em seu conjunto, cria uma experiência das mais interessantes e gratificantes, pelo fator "surpresa".

Mesmo que a porção de combate não esteja entre as mais apuradas, o conjunto da obra faz com que o game consiga abranger vários estilos e se adapte rapidamente aos diferentes perfis dos fãs de estratégia. Para apreciar o game, não é necessário ser um fã de Guerra nas Estrelas; basta estar à procura de um jogo inteligente e tático.

Fonte:Uol Jogos


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