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Review de Rayman Raving Rabbids para Wii de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Tudo parecia ser apenas um mais um piquenique entre Rayman e seus amigos, até que todos são surpreendidos por uma súbita invasão do subterrâneo, de onde surgem os temíveis rabbids ??? um tipo de coelho mutante. Sem muita chance contra a multidão de inimigos, Rayman acaba aprisionado pelos bunnies. Um ótimo começo para uma história bem nonsense.

Rayman Raving Rabbids chega como o novo da série que começou com ???Rayman???, lançado em 1995 para o Jaguar, e mais tarde para Playstation e Sega Saturn. Ao contrario dos seus antecessores, Raving Rabbids não é um clássico jogo de plataforma, e sim uma coleção de mais de 70 mini-games, que fazem uso das funcionalidades criativas do Wiimote.

But they can dance!


Raving Rabbids começa com Rayman preso em uma espécie de arena romana, onde ele deve participar de uma série de desafios para o entretenimento dos rabbids. Parece apenas uma desculpa para juntar um monte de mini-games com o Wiimote em um enredo único, e na verdade, é exatamente isso. Só que a ambientação nonsense e o humor a la Jackass deixam tudo mais divertido. Isso sem falar dos ótimos rabbids, que são os verdadeiros protagonistas do título.

Os rabbids, ou bunnies, são criaturas mutantes não muito inteligentes, que de uma forma bem doentia lembram coelhinhos. São brancos, tem olhos vermelhos e usam armas bem curiosas como desentupidores de privadas. No mais, estas criaturas são a grande atração de Rayman Raving Rabbids, muito mais carismáticos e divertidos que o próprio Rayman.

A série de teasers disponibilizadas pela Ubisoft na internet sobre os rabbids não é a única responsável pelo sucesso dos bunnies. O destaque para o humor dessas bizarras criaturas foi tão grande que Rayman acabou sendo um pouco ofuscado, e é inacreditável o quanto rabbids vestidos de Superman conseguem ser engraçados.

E se a imagem dos rabbids sozinhos já é engraçada o bastante, os mini-games exploram bem o humor doentio dessas criaturas, assim como o potencial do Wiimote. O funcionamento do jogo é bem simples: uma vez preso, Rayman precisa cumprir com os desafios ???propostos??? pelos rabbids, e à medida que as tarefas são cumpridas, ele recebe como recompensa desentupidores de privada. A fixação dos rabbids em desentupidores de privada não é muito bem explicada, mas o instrumento está presente em vários momentos, como quando Rayman sai armado com uma pistola que dispara desentupidores, e enfrenta rabbids equipados com o mesmo tipo de armamento. As criaturas saem aos montes de submarinos amarelos, vestidos como Sam Fischer de Splinter Cell, e o estilo de jogabilidade lembra arcades como Time Crisis, em que se deve apenas mirar, atirar e recarregar (com direito a headshots).

Apesar de tudo, o novo Rayman consegue mostrar que nem sempre o engraçado é sinônimo de divertido. Era de se esperar que em 70 mini-games alguns fossem ruins ou cansativos, mas muitas vezes o jogador se vê obrigado a jogar algo bem chato para poder destravar novas tarefas. Um bom exemplo de jogo chato é aquele em que se deve bater as portas dos banheiros dos rabbids. O tema é até engraçado, mas ter de evitar que as portas dos banheiros fiquem escancaradas mostrando as intimidades dos rabbids é uma tarefa mais desafiadora do que parece. O funcionamento parece até simples: o jogador deve mirar na porta com o Wiimote, e balançar o controle nunchuk para bater as hportas. Os movimentos não são muito precisos e dinâmicos, e a tarefa acaba se tornando um pouco mais difícil do que deveria ser, pois o jogador deve manter as portas fechadas por um tempo relativamente longo, o que é bem cansativo.

E não é sempre que o problema está no cansaço mental causado por alguns jogos. Com o advento do sensor de movimento, muitos jogos acabam resultando em cansaço físico também, a exemplo de um mini-game onde o jogador deve atirar suco de cenoura nas máscaras de mergulho dos bunnies (e eles adoram suco de cenoura). O jogo é até divertido e muito engraçado, mas os controles superestimam o treinamento aeróbico dos jogadores. Enquanto o Wiimote é usado apenas para mirar nos alvos, o nunchuk serve para bombear a pressão do suco de cenoura, obrigando o jogador a balançar o braço esquerdo sem parar. E nada de moleza ai: se o movimento não for amplo e rápido, a pressão diminuiu e o suco de cenoura não chega nem a atingir os alvos. Manter o ritmo não é fácil, afinal o ???atleta??? deve agüentar por quase um minuto e meio, o que cansa de verdade. Se o jogador falhar mais de duas vezes, provavelmente vai querer descansar o braço antes da terceira tentativa.

Mas nem todos os mini-games de Rayman Raving Rabbits caem nestas armadilhas. Mesmo o jogo do suco de cenoura é divertido, assim como as seqüências de ação em primeira pessoa com o desentupidor. Outros, como o arremesso de vacas em longa distância, em que o jogador gira o Wiimote sobre a cabeça para conseguir força, e depois solta um botão para arremessar a vaca, exigem um pouco de prática, mas são bem interessantes no final das contas (no caso deste, é importante um cuidado especial para não soltar o controle junto do botão). No mais, a coletânea pode agradar de formas diferentes e a gostos diferentes, mas dificilmente alguém apreciará todos os mini-games.

Bunnies can???t support progressive scan


Apesar do clima de party game, o novo Rayman não consegue ser 100% eficiente nesse aspecto. A maior parte dos mini-games não pode ser jogada em multiplayer simultâneo, limitando-se ao revezamento entre jogadores e controles, e ao objetivo de uma contagem de pontos maior que a do oponente no final. Dessa forma, jogar com muitas pessoas é divertido apenas pelo fato de ver os outros fazendo os movimentos necessários em alguns jogos. Destaque para o primeiro mini-game, em que se deve balançar os braços freneticamente para que Rayman corra e entregue uma bomba-presente para um rabbid azarado. Diversão pura e simples.

Visualmente, Rayman Raving Rabbids prima pela simplicidade, como qualquer jogo de Wii desta primeira fase. Como sempre, os desenhos são bem simples e coloridos, arredondados e bem-feitos, típicos da série Rayman. ?? um jogo que fica muito bem em qualquer TV, mas os donos de HDTV podem se decepcionar com o fato do jogo não suportar progressive scan, o que é uma pena.

O Veredicto:
Rayman Raving Rabbids é basicamente um coletânea extensa de mini-games que faz uso criativo do Wiimote, com uma ambientação bem divertida por detrás. O lado bom dessa diversidade é que o jogador não terá problemas em encontrar um jogo que goste entre tantas opções, mas, por outro lado, é igualmente provável que ache alguns péssimos. O jogo também peca por explorar mal os recursos de multiplayer, com nenhum mini-game feito especialmente para esta categoria. Mas pelo menos o humor dos rabbids é engraçado de verdade, chegando a ofuscar totalmente a presença do antes ilustre Rayman.

Prós:

- Rabbids;
- Bom uso do Wiimote;
- Engraçado em todos os aspectos.


Contras:

- Não roda progressive scan;
- Alguns mini-games cansam corpo e mente;
- Rayman ofuscado pelos rabbids;
- Multiplayer fraco.


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