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Review de Tom Clancy's Rainbow Six: Vegas para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


O mais novo representante da série Rainbow Six está carregado de novidades. Além da redução na equipe tradicional de quatro para três soldados, Vegas está um pouco mais próximo de shooters ???convencionais??? como Doom ou Half-life, mas mesmo assim não se afasta nem um pouco do consagrado estilo tático da série.

Em Rainbow Six: Vegas, os contra-terroristas de elite da equipe fazem uma viagem a trabalho à cidade do pecado, sem deixar de visitar atrações turísticas como o cassino e a Fremont Street.

Welcome to fabulous Las Vegas


Rainbow Six: Vegas na verdade não começa em Las Vegas, e sim nas fronteiras do México com os Estados Unidos. O líder Logan Keller, controlado pelo jogador, junto de seus companheiros de equipe Gabriel Nowak e Kan Akahashi, está perseguindo uma perigosa terrorista chamada Irena. Esse primeiro capítulo é relativamente longo, mas serve como um eficiente tutorial e também de gancho principal para o enredo do jogo, que desta vez está até interessante.

Mas até que não demora para que Logan seja remanejado para Las Vegas, onde é apresentado aos seus novos companheiros: o britânico Michael Walters e o coreano Jung Park.

Em Vegas, Logan deve lidar com uma série de atentados terroristas nos cassinos mais importantes da cidade, desarmando bombas, salvando a vida de alguns reféns e é claro, descarregando chumbo nas legiões de inimigos da América. A batalha entre terroristas (os tangos) e contra-terroristas pode parecer bem clichê, mas o tratamento do jogo para esse pano de fundo tão explorado é muito bom, e Vegas está ainda mais tenso que as edições passadas de Rainbow Six.

Mas como todo bom jogo de tiro, o destaque em Rainbow Six: Vegas não é a história ou as motivações pessoais dos personagens, e sim a jogabilidade. ?? neste quesito que o jogo brilha: os controles e comandos conseguem ser muitíssimo simples e intuitivos, mas ainda assim completos o bastante para que a parte ???tática??? do gênero continue sendo o foco principal. Como já é de praxe em Rainbow Six, o jogador está quase sempre acompanhado por sua equipe que, em Vegas, foi reduzida a dois companheiros, o suficiente para livrar a cidade dos terroristas. Comandar a equipe está bem mais simples do que o comum nesse tipo de jogo: na maior parte das vezes, basta apontar um local e apertar ???A???. Normalmente eles saberão o que fazer para chegar lá, se movimentando com cautela em relação ao fogo inimigo, sempre buscando cobertura e reagindo de forma eficiente, graças a uma ótima inteligência artificial. Além disso, o botão direcional inferior é usado para comandos simples de ???siga???, ou ???pare???.

Também é possível ordenar que os colegas se aproximem de uma porta e então definir uma estratégia de invasão, usando os botões direcionais para isso. Existe um número considerável de formas de se invadir uma sala, e cada tipo de situação deve ser avaliada individualmente. Para ter uma idéia do que está acontecendo na próxima sala, Logan pode usar a ???Snake Cam???, uma micro câmera discreta que passa pela greta embaixo da porta e permite uma visualização geral do cômodo. Raramente os inimigos notam essa súbita invasão de privacidade, que também permite que o jogador selecione alguns ???alvos prioritários??? para os membros da sua equipe, extremamente útil para quando os inimigos estão com a arma na cabeça de um refém. Nesse caso, nada mais divertido do que dar a ordem de ???flash and clear??? para equipe e vê-los arremessar flashbangs na sala e detonar os alvos cegos, surdos e completamente desprevenidos.

Mas que fique claro que a inteligência artificial dos oponentes não é ruim: os tangos conseguem efetivamente elaborar algumas estratégias, flanquear o time e pegar o jogador pelas costas, assim como usar granadas de fumaça e flashbangs, além das tradicionais, muito decentemente. E ao contrário da maior parte dos jogos de tiro táticos, onde é possível derrubar um inimigo de cada vez com o rifle sniper sem que os outros percebam nada, para ser furtivo em Vegas é preciso realmente ser furtivo, abusando de silenciadores, visão noturna e outras tranqueiras para garantir que ninguém perceba o jogador.

?? claro que também existem outras estratégias mais agressivas, como cobrir o ambiente com granadas de fumaça, ativar uma visão térmica e ir deitando tango por tango com uma SPAS 12, mas mesmo esse tipo de abordagem requer bastante estratégia e habilidade por parte do jogador, e tentar simplesmente andar e atirar inconsequentemente é fracasso na certa. Isso por que Rainbow Six: Vegas é um jogo realmente difícil.

No começo é possível optar por dois modos de dificuldade, o normal e o realista. O normal é bem desafiador, e somando isso ao fato de que o jogo só é salvo em checkpoints, em alguns momentos acaba sendo chato, mas inevitável, repetir um mesmo trecho mais de seis vezes. Já o modo realista ultrapassa a barreira do desafio, e é recomendado apenas para jogadores bem hardcore do gênero, que tenham bastante habilidade com os analógicos do 360 e não arriscam dobrar uma esquina sem verificar com cuidado os possíveis tangos que estariam escondidos por lá. E se algum passar batido, um abraço e de volta ao checkpoint.

?? impossível não comparar alguns elementos de jogabilidade de Rainbow Six: Vegas com o recente Gears of War. O principal ponto comum está no sistema de cobertura, e ainda que existam um bocado de diferenças entre os dois, as similaridades são claras. Quando o jogador pressiona sem soltar o gatilho esquerdo, o personagem instantaneamente cola as costas na parede mais próxima (se houver alguma), e a câmera é alterada para uma visão de terceira pessoa, permitindo enxergar, por exemplo, inimigos que estejam do outro lado dessa cobertura. Uma vez escondido, o personagem pode tanto se levantar para atirar quando apenas colocar a arma para fora, atirando em ritmo de fogo de supressão, que raramente acerta, mas é o suficiente para que os inimigos abaixem suas cabeças. Também é possível arremessar granadas dessa forma.

Outra semelhança com Gears of War, e nesse caso também com Call of Duty 3 e vários outros, é o medidor de vida de Vegas. Não se trata exatamente de uma barrinha clássica ou coisa parecida, e sim um sistema de regeneração em que os ferimentos turvam a visão do personagem, obrigando o mesmo a se esconder para recuperar o dano sofrido. Alguns puristas podem reclamar sobre como esse sistema ???Wolverine??? pode prejudicar o realismo do jogo, mas, na realidade, fica bem mais condizente e consistente dessa forma, mesmo por que os personagens de Rainbow Six suportam pouquíssimo castigo antes de morrer. No caso dos colegas de equipe, muitas vezes é possível salvá-los da morte aplicando uma injeção milagrosa a tempo, mas no caso do jogador, um vacilo e já era.

Multiplayer tático


O ambiente da cidade de Las Vegas encaixa como um ótimo cenário para os tiroteios, e apesar de faltar um pouco de física e interatividade com os objetos, os gráficos estão muito bons, claramente superiores aos de Ghost Recon Advanced Warfighter por exemplo. Mesmo com a maior parte da campanha acontecendo em cassinos, os ambientes não são tão repetitivos como os corredores de laboratórios alienígenas e vilas européias detonadas de outros jogos.

No multiplayer, como dita a atual tendência, é possível jogar cooperativamente a campanha principal com até quatro jogadores simultâneos na Live. Se tratando de Rainbow Six, não é surpresa que o modo seja bem divertido, garantindo uma vida útil considerável para esse tipo de jogo. O único problema é que muitos navegantes de primeira viagem acabam caindo nesse modo, e jogar na mesma equipe que um jogador imperito que abra portas como se estivesse jogando Doom pode tirar a paciência de qualquer um.

Os outros modos online são: Survival, Team Survival, Sharpshooter, Team Sharpshooter, Retrieval e o novo Attack and Defend, onde uma equipe deve resgatar certo item enquanto a outra tenta evitar que isso aconteça. São 10 mapas presentes no modo online, para até 16 jogadores, e além de mapas inspirados em Vegas, também existem outros recauchutados de edições anteriores de Rainbow Six. Outras opções interessantes do multiplayer incluem uma variada customização de armas e personagens, sendo a possibilidade de mapear seu próprio rosto com a câmera Live Vision e usá-lo no avatar um dos recursos mais chamativos.

O Veredicto:
Combinando realismo, estratégia e simplicidade, Rainbow Six: Vegas preenche todas as expectativas de quem quer um bom jogo de tiro. O multiplayer é bem decente, com destaque para a campanha cooperativa, mas os principais responsáveis para o alto nível do jogo, um dos melhores do 360 até hoje, são a jogabilidade, que inclui um ótimo sistema de cobertura, e a inteligência artificial brilhante. Ainda assim, Vegas continua sendo um Rainbow Six, e não deve desapontar nenhum fã antigo da série, mesmo que esteja mais próximo de um shooter convencional que seus antecessores.

Prós:

+ Jogabilidade intuitiva, simples e direta;
+ Inteligência artificial brilhante;
+ Multiplayer decente.


Contras:

- Dificuldade alta somada a saves em checkpoints às vezes atrapalha.


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Outer Space
9/ 10
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