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Review de Age of Empires III: The WarChiefs para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Depois de um ano do lançamento de Age of Empires III, que contou uma recepção relativamente positiva do público e da imprensa, finalmente chega uma expansão que permite aos jogadores pegar o lado derrotado da colonização européia nas Américas: o dos conquistados.

A expansão The Warchiefs trás muitos novos elementos para Age of Empires III, corrigindo muitos dos defeitos do original e acrescentando todo conteúdo que os jogadores esperam: unidades, civilizações, mapas e objetivos novos.

Dançando na Fogueira


A idéia de Warchiefs é implantar em Age of Empires III a possibilidade de jogar com civilizações nativas. Já não era sem tempo, afinal, um jogo focado no período de colonização da América já deveria contar com essa possibilidade desde o primeiro momento. Antes, a presença dos nativos era reduzida a pequenas e dóceis vilas nos mapas, onde as civilizações européias poderiam construir uma feitoria e aproveitar dos benefícios fornecidos pelos índios locais. Mas finalmente chegou a hora da resistência nativo-americana: agora é possível jogar com os astecas, os Iroqueses e os Sioux, povos que antes existiam apenas como coadjuvantes em vilas nativas. Essas ainda existem, mas desta vez as nações indígenas podem forjar alianças e tentar combater a invasão européia com todos seus recursos. Três civilizações ainda é pouco, mas é alguma coisa.

Também foram acrescentadas novas etnias para as tribos de nativos locais, como os Apache ou Navajo, além daquelas que substituíram os Astecas, Iroqueses e Sioux, que são respectivamente os Hurões do Canadá, os Cheyennes americanos e os Zapotecas pré-colombianos. Ao todo, são 16 tribos menores, contra 12 do jogo original. Para abrigar as novas vilas, existem 6 novos tipos de mapas, incluindo os Andes e a Califórnia. As novas regiões são muito bem vindas, e chegam em quantidade respeitável.

Ao contrário do que alguns esperavam, as novas civilizações nativas estão completamente diferentes de suas contrapartes do outro lado do atlântico. Cada nação indígena conta com uma série de construções e unidades exclusivas, além de características únicas diferenciadas. Existe realmente uma imensa diferença entre jogar com Astecas e Sioux, e uma diferença maior ainda se for comparar com alguma civilização européia. Enquanto os Astecas possuem uma forte infantaria e desconhecem os cavalos, os Sioux não precisam construir casas, e os Iroqueses podem construir diversas construções de graça, além de contar com armas de cerco.

Outras diversas mudanças da jogabilidade com os nativos estão presentes na expansão, mas as duas mais significativas são a fogueira e os chefes de guerra: a fogueira é uma construção disponível a todas civilizações indígenas. O jogador pode ordenar aos seus aldeões que dançam ao redor da mesma, como se estivessem coletando recursos, e com isso, ganhar certo tipo de bônus. ?? possível escolher diversos tipos de dança, e cada uma destas garante vantagens diferentes. Algumas aumentam a capacidade da população, outras geram guerreiros de elite, ou regeneram a vida de todas unidades do jogador, além de muitas outras. Fica claro que a fogueira é um elemento estratégico muito importante, garantindo valiosos extras as civilizações nativas. Mas mesmo sendo um pouco ridículo ganhar bônus no jogo com danças ao redor da fogueira, a adição deste elemento deixa o jogo um pouco mais equilibrado para os nativos. Já os chefes de guerra (Warchiefs) são os substitutos do explorador europeu. Mas ao contrário do explorador, que servia basicamente para desvendar o mapa e encontrar tesouros, o chefe de guerra faz jus ao nome, e age como um líder militar, garantindo uma série de bônus de combate ao exército, e brigando muito bem.

Também existem algumas alterações no que se diz a respeito do sistema de metrópoles. Agora, a cada dez níveis de experiência na metrópole, é possível acrescentar uma nova carta ao baralho, subindo o limite de 15 cartas para 20. Mas das novas civilizações, apenas os Astecas contam com uma metrópole propriamente dita (Tenotchitlan), os Iroqueses e Sioux na verdade possuem um conselho tribal, mas que funciona basicamente da mesma forma que as cidades natais.

Enquanto isso, no velho continente...


Não só os nativos ganharam novidades na expansão, mas também os europeus: novas unidades, e construções foram adicionadas, com destaque para a taverna, um local onde é possível contratar mercenários e guardiões de tesouro para lutar do lado do jogador. Além disso, um novo tipo de vitória está disponível, o monopólio comercial. Para ganhar dessa forma, o jogador precisa controlar mais da metade dos postos comerciais do mapa por certa quantia de tempo, e pagar uma pequena quantia de recursos. Mas a principal mudança está na possibilidade fazer uma ???revolução???. A revolução é uma opção que o jogador pode tomar para impedir o treino de novos aldeões e fazer com que todos existentes se tornem milícia, estagnando a economia. Em contrapartida, o jogador ganha uma série de reforços e bônus militares, além de um líder revolucionário que pode ser desde o americano George Washington até o brasileiro José Bonifácio, ou até mesmo o famoso venezuelano Simón Bolívar.

E além de ser uma opção de revolucionário, o general George Washington aparece na campanha principal da expansão. A campanha é similar à presente no jogo original, e conta a história da família Black. Quem gostou da primeira campanha possivelmente gostara desta segunda, mas é importante ressaltar que o modo não dura nem diverte muito tempo, sendo que o destaque maior de Age of Empires continuam sendo os jogos aleatórios contra o computador ou humanos. Mais campanhas com maior embasamento histórico, como em Age of Empires II, não fariam mal.

O Veredicto:
O maior mérito de Age of Empires III: The Warchiefs é trazer a possibilidade de se jogar com as civilizações nativo-americanas, mas é fato que esse é o tipo de elemento que deveria estar presente no jogo original. E apesar do esforço, três civilizações ainda é pouco, já que o foco de Age of Empires III é justamente a colonização da América. O conteúdo extra é muito bem vindo, assim como as novas opções de jogabilidade. No mais, a expansão continua com todos defeitos e qualidade do original.

Prós:

- Civilizações novas criativas e interessantes;
- Conteúdo extra muito bom.


Contras:

- Três civilizações nativas ainda é pouco;
- Campanha continua medíocre.


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Outer Space
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