GameVicio Entretenimento: GameVicio | FlashVicio | Hhide.ME | ClubVicio | Fórum | Flow | MovieVicio

Review de The Legend of Zelda: Twilight Princess para Wii de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Ao ouvir os primeiros acordes do tema de Zelda muita gente se emociona, e algumas até ficam com lágrimas nos olhos. ?? muita felicidade para quem se lembra de um garoto de orelhas pontudas, vestido de verde, com gorro, empunhando uma espada sagrada para vencer o mal que toma conta do reino de Hyrule.

E aqui está ele de novo: Link, o escolhido pela Triforce para salvar o mundo invadido pela escuridão e livrar a princesa Zelda de mais uma terrível maldição. Nada melhor do que esta aventura clássica como grande título para a estréia do Wii da Nintendo.

Era uma vez...
Link é o elfo que vivia em Ordon com sua égua Epona, trabalhando em uma fazenda de bodes, brincando com a molecada, até que, subitamente, descobre que o mundo está sofrendo o ataque de uma força obscura chamada Twilight, que tomou todo o reino de Hyrule, mantendo Zelda aprisionada e todo o território sob um feitiço que transforma humanos em fantasmas. O destemido Link então entra de cabeça (e focinho) em mais uma aventura para salvar o mundo.

A primeira inovação deste Zelda é o visual mais sério, muito diferente do ???fofinho??? Wind Waker que fez alguns fãs torcerem o nariz. Aqui, Link tem um corpo de estatura média como um rapaz de sua idade, e seu rosto é levemente distorcido para ter grandes olhos azuis. As pessoas são levemente caricaturizadas, com um queixo grande demais ou uma cabeça fina. Os cenários são amplos e realistas, a natureza é vivaz, com árvores frondosas, campos gramados, rios e lagos de água cristalina. ?? por aí que Link cavalga com Epona, e corre sobre suas quatro patas quando se transforma em um lobo. Pois é, quando Link entra nos territórios tomados pela ???Twilight???, ele não se transforma em um fantasma como os outros, mas vira um lobo cinzento com brinco e grandes olhos azuis, capaz de uivar, latir, rosnar, farejar em busca de itens e pessoas e cavar, como todo bom canídeo. Assim, o jogador verá que é preciso ter destreza não somente com a espada, mas também com os dentes.

Que biito!
Os gráficos são impressionantes para um jogo de Gamecube, e nem tanto para o Wii, pelo menos se ele for visto como um console da nova geração. Mas pequenos defeitos de renderização e texturas simples passam quase despercebidos nos cenários majestosos, tomados às vezes pela noite, pelo dia e entardecer. Dentro da Twilight, a luz é alaranjada, com fuligem caindo sem parar, como uma neve negra. ?? um jogo sombrio, muito diferente dos coloridos de Wind Waker.

A atmosfera pesada dos campos, cidades, montanhas e florestas é contemplada com uma trilha instrumental-sintetizada interessante, com trechos belíssimos e alguns às vezes repetitivos. Os efeitos sonoros, que incluem todos os barulhos clássicos da série, são bem-feitos, e mais uma vez, as pessoas não falam diretamente, mas soltam sons perdidos como risadas e choramingos entre os quadros de fala escrita.

O pequeno alto-falante do Wiimote também emite sons, como ao lançar uma flecha, bater no cavalo ou golpear com a espada, mas como ele é pequeno, às vezes o som é estridente demais e sai um pouco destorcido. O uivar do lobo ou o assovio para chamar Epona são coisas de uma delicadeza ímpar, que trará sorrisos emocionados aos que apreciam a sutileza comum à série, como o toque da Ocarina ou a batuta de Wind Waker.

Dor no braço
O controle do Wii realmente se mostra capaz de cansar seus manejadores mais ávidos. ?? com o Wiimote que você aponta sua espada e dá golpes, combos e finalizações. Já a movimentação do personagem é feita com a extensão Nunchuck, assim como defesa, travar alvos e visualizar cenários. Os itens tradicionais da série como bumerangue, arco-e flecha e estilingue têm a mira feita pelo sensor do Wii, mas por muitas vezes o controle inovador fica sem função, já que travar a mira com o botão Z do Nunchuck é mais eficiente.

Os movimentos de espada não são perfeitamente sincronizados com os do jogador. ?? só balançá-lo em uma seqüência rápida para os lados ou para cima que ele aplica um combo de golpes, e ao balançar o Nunchuck empunhando a espada, Link dá um golpe giratório. Essa facilidade para acertar os inimigos foi até bem pensada: honestamente, não se espera que os jogadores sejam exímios espadachins com reflexos de lince.

Ao longo do jogo ???uma figura??? irá aparecer e ensinar novos golpes e técnicas de ataque, o que tornará as batalhas mais interativas e rápidas. As avançadas do lobo são feitas da mesma maneira que os ataques de espada, balançando o Wiimote para os lados, mas os ataques são um pouco falhos, principalmente em alvos pequenos como pássaros. O lobão dá umas mordidas fortes também: basta apertar o A.

Quando na forma de lobo, Link não está só: ele anda com uma figurinha estranha vinda do Twilight chamada Midna, montada em suas costas (semelhanças com Navi de Ocarina of Time e também Okami). Midna ajuda o animal a pular em locais mais difíceis e dá dicas sobre o que fazer no decorrer do jogo. Ela continua quando Link volta à sua forma normal, só que se esconde dentro da sombra do rapaz.

Na tela se visualiza o mapa, os itens que ficam à sua disposição do direcional do Wiimote, o que torna fácil a troca entre eles. Com o B se aciona a função do item, como atirar flechas ou lançar a vara de pescar.

Quanto aos itens, existem vários que já são conhecidos da série e outros completamente novos e criativos como um estranho bicho que transporta Link para dentro e fora dos Dungeons.

A dificuldade de Zelda claramente não está nas batalhas com espadas -- e alguns chefes são até fáceis demais, apesar de muitos terem um visual aterrorizante. A seqüência segue da mesma maneira dos outros títulos da série: ao encontrar um novo item, é ele que vai solucionar seus problemas para seguir em frente dentro de um dungeon. Mas vamos ao que torna esse jogo aparentemente complicado: vários puzzles dentro dos dungeons podem tomar algumas horas do jogador que, quando finalmente descobre a simplicidade da resposta, pode bater a mão na testa e dizer a si mesmo ???como eu sou burro!???. Pois é, a solução está sempre lá na frente dos olhos, em uma corda pendurada ou uma ponte que se esconde em meio ao cenário. Essa premissa pode parecer irritante na descrição, mas acredite, acaba dando ainda mais vontade de continuar, porque é preciso prestar atenção em cada detalhe (e existem vários!).

Os dungeons ??? nove no total ??? mantêm certa familiaridade com os dos jogos antigos da série até em nomes como Forest Temple e Death Moutain, mas nunca foram tão grandes e recheados de puzzles.

Um barquinho vai, a tardinha cai
Os mini-games são vários. Uma seqüência de snowboarding e outra controlando um pássaro são as mais exóticas, mas a pescaria com certeza é o que faz os jogadores esquecerem da vida e relaxar em casa. ?? lá, com a vara de pescar, um rio de águas cristalinas que Link acende um cigarrinho de palha em busca de um tucunaré de 40 kg... (Okay não é nada disso, mas esse é o espírito). Imagine somente que o carretel é Nunchuck e a vara o Wiimote, portanto gire o carretel e puxe o peixe pra fora. E lá estão vários peixes grandes para o jogador vencer e colocar em seu livrinho de recordes.

O tempo para acabar com o jogo já é longo, podendo passar de cinqüenta horas, imagine então quando o jogador tiver um ???furor de pesque-pague???.

O Veredicto:
The Twilight Princess é um novo clássico do Wii, assim como Ocarina foi para o N64 e Wind Waker para GameCube, embora não tenha o impacto da novidade de outrora. O uso do Wiimote deixa tudo ainda mais interativo e dinâmico, e traz aos fãs e aos novos jogadores a volta do prazer em jogar e não apenas apertar seqüências de botões. ?? um jogo de uma beleza quase indescritível, e em dados momentos é capaz de literalmente emocionar e deixar arrepiado. Também é longo e demorado, mas por ser tão bonito, mais encanta do que cansa.

Prós:
  1. Zelda chamou o Link para salvar o mundo de novo;
  2. A sutilezas que só acontecem nos jogos da série;
  3. ?? bonito pra cacete.


Contras:
  1. Os ataques com o lobo às vezes são falhos;
  2. Certos chefes são fáceis demais;
  3. A trilha sonora fica repetitiva em alguns momentos.



Nenhum comentário

||
Outer Space
9/ 10
Média da crítica
Média dos usuários
Sua nota

Sobre o colaborador

avatar de Giordano Trabach

Reviews da crítica

9.5 / 10
GameVicio
©2016 GameVicio