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Review de Eragon para PC de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


O novo Eragon, da Stormfront Studios, é um jogo baseado no filme de mesmo nome, que por sua vez é uma adaptação de um livro escrito por Christopher Paolini. Trata-se de uma história de fantasia medieval com fortes inspirações de Senhor dos Anéis e outros clássicos.

Eragon vendeu livros o bastante para entrar na lista de Best Seller do New York Times, e o filme promete repetir o sucesso. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito do jogo. Adaptações de filmes para os games costumam ser bem fracas, salvo raríssimas exceções. Eragon está longe de ser uma exceção, mas até que o jogo diverte um pouco no final das contas.

Eragon = E+(Dragon-D)
A história de Eragon é bem simples: um jovem sem aparentes habilidades especiais, Eragon, encontra uma misteriosa gema azul em uma floresta durante uma caçada. Mais tarde, ele descobre que a suposta pedra preciosa é na verdade um ovo, de onde nasce uma dragoa batizada de Saphira por Eragon. Não demora até que o garoto se torne um cavaleiro de dragões, auxiliado por Brom, um contador de histórias.

Apesar de parecer um enredo muito comum e mediano, a história de Eragon tem lá seus méritos, mesmo com elementos parecidos demais com Senhor dos Anéis e outros clássicos da fantasia. Mas não é possível analisar esse quesito com precisão tendo apenas o jogo como base. O principal defeito do título é não conseguir contar bem a história, se limitando a curtas cenas de corte entre as fases, que ficam um tanto quanto desconexas entre si. Parece que o jogo é direcionado apenas àqueles que já conhecem a história pelo livro ou filme, se limitando a ilustrar as principais cenas da história com cenas de corte cinematográficas que, apesar de tudo, são bonitinhas.

Já o resto da parte visual do jogo não é tão bom. Os gráficos não chegam a ser ruins, principalmente porque, na maior parte das vezes, retratam locais exuberantes como florestas, castelos e cachoeiras, principalmente nas fases em que se está voando com o dragão. Mas ainda assim Eragon está bem abaixo da média dos jogos mais atuais nesse quesito. A câmera do jogo é daquelas travadas, com a peculiaridade de sempre proporcionar ao jogador o pior ângulo possível da ação. E não é só nos combates, mas algumas vezes, quando o jogador está ???travado??? em uma parte e não sabe como sair, muitas vezes o ângulo de visão pode estar impedindo que apareça alguma saída obvia.

Mas não que Eragon seja difícil. Muito pelo contrário, é até bem fácil. As únicas coisas que ocasionalmente irão impedir o avanço do jogador são defeitos causados por um fraquíssimo design dos níveis do jogo. E mesmo com esses defeitos, não difícil vencer Eragon em menos de cinco horas, o que é pouquíssimo, ainda mais para um jogo que ocupa quatro GB no HD. Existe um modo cooperativo em Eragon, com dois jogadores dividindo a tela, que funciona relativamente bem, mas decepciona por não ser nada diferente do modo de um jogador.

Até divertido
Mesmo com todas as falhas, que provavelmente são fruto de uma produção desleixada, Eragon consegue ser relativamente divertido, e pode agradar bastante aqueles que gostam de aventuras simples de andar e bater em todos inimigos no caminho. Olhando por este lado, é possível entreter-se com Eragon. A fórmula de apertar muitos botões e pensar nada, remanescente dos jogos de ação baseados em Lord of the Rings, foi bem aplicada neste título, e quando o jogador começar a enjoar da repetição, é sinal de que a curta jornada já deve estar perto do fim.

O grande responsável por deixar Eragon ???jogável???, mesmo com seus muitos defeitos, é a simpática jogabilidade. Inicialmente, o jogador conta com dois botões principais de ataque com a espada, um rápido e um forte, que podem ser combinados em diversos combos. Além disso, Eragon também conta com um Arco, que é bem divertido de usar, apesar de ser quase nada eficaz. Em pouco tempo o herói aprende também um bocado de truques de magia bem interessantes.

A magia mais comum é uma telecinésia, que é usada tanto para puxar e empurrar inimigos quanto para interagir com objetos do jogo. Mas que fique claro que essa interação está longe de ser algo como a arma de gravidade de Half-Life 2: são apenas ações predeterminadas que o jogador poderá executar, apenas pressionando um punhado de botões.

Já as fases onde o jogador voa com o dragão, são bem decepcionantes. Apesar de serem as mais interessantes visualmente, os controles de Saphira são limitadíssimos, e o jogador deverá se preocupar apenas em disparar flechas suficientes para destruir os inimigos das fases, que são muito, muito repetitivas. Parece que para evitar a fadiga, os produtores fizeram apenas um trecho da fase e repetiram o mesmo algumas vezes. Voar com dragões, que deveria ser um dos principais pontos de Eragon, prova que o jogo tinha algum potencial, que foi claramente desperdiçado.

O Veredicto:
Falhando em sua principal missão, que é a de adaptar a história original de Eragon, o jogo já perde muitos pontos. E para piorar bastante a situação, a falta de capricho é algo que pesou bastante na produção do título: os níveis repetitivos e pouco elaborados são a prova definitiva de que o pessoal da Stormfront Studios não estava nem um pouco entusiasmado ao criar o jogo. Ainda assim, a jogabilidade das batalhas é agradável, e o jogo consegue milagrosamente ser um pouco divertido. Quem se arriscar a jogar Eragon, poderá chegar ao fim em uma tarde ociosa facilmente, que também deve ter sido o tempo que os produtores gastaram tendo idéias para o jogo.

Prós:
  1. Jogabilidade divertida;
  2. Cenários quase bonitos.


Contras:
  1. História muito mal adaptada;
  2. Péssimo design de níveis;
  3. Pior ainda nas fases de dragão;
  4. Inúmeros erros técnicos.



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