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Review de Tom Clancy's Ghost Recon: Advanced Warfighter 2 para X360 de Outer Space

por Giordano Trabach, fonte Outer Space, data  editar remover


Apenas um ano após o lançamento de Ghost Recon Advanced Warfighter (GRAW) para o Xbox 360, chega a já aguardada seqüência do jogo que inaugurou um combo de ótimos títulos de ação tática da Ubisoft (e de Tom Clancy) no 360. Apesar de não chegar causando o mesmo furor que seu antecessor, GRAW 2 é exatamente aquilo que se entende de uma seqüência: uma evolução.

México: terra de ninguém


A história de GRAW 2 segue os eventos do primeiro jogo, e mesmo que este tenha saído apenas um ano atrás, vale a pena lembrar um pouco dos fatos: em 2013, na Cidade do México, os chefes de estado dos EUA, Canadá e México se encontram para assinar um tratado chamado NAJSA, ou North American Joint Security Agreement, que pode ser traduzido como ???Acordo de segurança conjunta da América do Norte???. Mas acontece que a reunião é atacada por um grupo paramilitar mexicano, e os presidentes dos EUA e México acabam desaparecendo, enquanto o primeiro ministro canadense é assassinado.

Não é nenhuma surpresa, ou spoiler, que no final das contas o esquadrão Ghost Recon salva o presidente americano, o mexicano, e de quebra, o mundo. Mas acontece que mesmo com a vitória parcial obtida pela equipe, os rebeldes remanescentes continuam causando problemas e ameaçando a fronteira dos Estados Unidos da América. Cabe então ao capitão Scott Mitchell, o personagem principal, e seu esquadrão de ???fantasmas??? eliminar os rebeldes de uma vez por todas e salvar o mundo mais uma vez.

Tom Clancy deve estar orgulhoso do enredo de GRAW 2, temperado com conflitos armados e traições, bem ao estilo de seus romances, mas o grande fato é que no final das contas não passa de uma boa desculpa para colocar soldados super treinados com tecnologia de ponta em tiroteios no México, e desta vez, também nos EUA. Quem não jogou o primeiro GRAW e quiser se arriscar de uma vez no segundo não precisa se preocupar: nesse shooter tático a história fica em segundo plano.

E quem se importa? Apesar das diversas tentativas de tentar acrescentar um enredo envolvente, o que realmente faz a diferença nesse gênero é criar uma jogabilidade que consiga combinar dinamismo com estratégia, fazendo um jogo que seja realista sem ser tedioso ou muito difícil. Nesse ponto, a Ubisoft e os jogos que levam o nome de Tom Clancy vêm acertando na nova-geração. O primeiro GRAW de 360 chamou a atenção não apenas pelos gráficos avançados e modo multiplayer, mas também pela jogabilidade mais completa e simples, que infelizmente não ficou tão boa em outras plataformas. Na seqüência, apareceu Splinter Cell: Double Agent, que apesar de estar em um gênero bem diferente, impressionou com seu realismo aliado a uma jogabilidade dinâmica. E o auge da Ubisoft nas franquias de Tom Clancy foi com Rainbow Six: Vegas, sem dúvidas o melhor da série, que trouxe vários dos conceitos de jogo do primeiro GRAW melhorados e adequados ao estilo de ambientes fechados.

Os avanços mais óbvios de GRAW 2 estão nos gráficos: há um ano, todos se espantaram com os visuais e explosões do original, e seu sucessor pode não ter o mesmo impacto, mas a qualidade gráfica ainda é bem surpreendente, ainda mais se for levado em conta o curto intervalo de desenvolvimento entre os dois jogos.

E esse quesito não fica restrito apenas a boas animações e texturas (e belíssimas explosões), mas destaca-se também pelo design dos cenários: a paisagem repetitiva de um vasto deserto plano cheio de casas e poeira ainda existe, mas se juntam a ela selvas, vales, cidades americanas e outros, criando um repertório realmente variado de localidades, bem mais agradável do que passar o jogo inteiro em uma mesma Cidade do México.

Ação e precaução


Uma das poucas críticas graves do primeiro GRAW estava no fato deste ser pouco amigável para iniciantes. Em certo momento do jogo, era comum muitos desistirem ou desanimarem devido à dificuldade de algumas missões. Isso não acontece em GRAW 2. Novos equipamentos e opções de jogabilidade -- como a visão aérea do bot incrementada -- facilitam bastante a vida de qualquer um que tenha breves noções de estratégia. Além do mais, um tutorial bem curto garante que nenhum iniciante comece o jogo completamente destreinado e sem a mínima familiaridade com o estilo. As próprias missões também estão mais amigáveis e tranqüilas, talvez até demais para os veteranos.

Outra melhoria bem significativa pode ser percebida na questão da inteligência artificial, principalmente a dos colegas de equipe. Enquanto no primeiro GRAW acontecia bastante do esquadrão ???entender mal??? uma ordem e acabar cometendo suicídio, no novo jogo eles estão bem mais atentos, percebendo os inimigos antes mesmo do jogador, adotando estratégias razoáveis e sempre buscando cobertura, como em Rainbow Six: Vegas. Os inimigos, por outro lado, continuam tão espertos quanto antes, mas como agora está bem mais fácil saber onde eles estão, fica também mais fácil pegá-los de surpresa.

Já a jogabilidade avançou sutilmente, mas em vários aspectos. Os comandos estão um pouco mais dinâmicos, assim como a movimentação do personagem. Talvez o movimento para rolar lateralmente e as escaladas de Mitchell continuem lentas demais, mas não chega a incomodar muito. Um ponto quase negativo está no sistema de cobertura: apesar de eficiente, Gears of War e Rainbow Six ensinaram um jeito bem melhor de ???grudar??? nas paredes para obter cobertura, e não seria nenhuma heresia de GRAW seguisse um caminho parecido. A facilidade de conseguir cobertura apenas encostando nas paredes parece legal a primeira vista, mas a movimentação nesta postura ficou um pouco travada em relação aos seus concorrentes, e, às vezes, o personagem pode morrer apenas por estar apenas fugindo do fogo adversário próximo demais da parede errada, ???colando??? em um lugar ruim.

Alegria que dura pouco


Sem dúvidas o maior defeito de GRAW 2 está em sua duração: em apenas 7 horas é possível vencer a campanha sem pressa alguma, e apesar de estar se tornando quase um padrão na nova geração, menos de 10 horas é muito pouco tempo para qualquer tipo de campanha single-player. E pagar 60 dólares por tão pouca diversão pode assustar muitos consumidores em potencial.

Para remediar o problema, a Ubisoft lançou GRAW 2 com diversas opções de multiplayer. O básico continua bem parecido com o do primeiro jogo, o que é muito bom, pois é um dos modos multiplayer que atrais mais usuários na Live. Mas o que realmente brilha na jogatina online são as missões cooperativas, onde jogadores reais se unem para encarar a inteligência artificial em mapas exclusivos.

Em contrapartida, existem alguns pequenos problemas dignos de nota nos modos multiplayer, sendo o mais contundente destes o fato de não existir sistema de cobertura em certos modos, o que deixa o jogo quase igual a um shooter convencional como Counter Strike. No geral, a experiência online é realmente diferente e menos completa que a do modo campanha.

O Veredicto:
Ghost Recon Advanced Warfighter 2 é uma seqüência sem grandes surpresas, bastante fiel à formula do jogo original, e que ainda traz uma evolução notável, principalmente nos gráficos e no multiplayer cooperativo. Mas alguns defeitos, como a ausência do sistema de cobertura no multiplayer e a curta duração devem evitar que este ganhe a reputação de clássico como aconteceu com seu antecessor.

Prós:

- Gráficos ótimos;
- Belas explosões;
- Multiplayer cooperativo excelente;
- Jogabilidade ótima;


Contras:

- Bem curto: 7 horas;
- Sem sistema de cobertura no multiplayer;
- Fácil demais para jogadores experientes.


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