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Review de 50 Cent: Blood on the Sand para PS3 de Top Games

por Rodrigo Petraca, fonte Top Games, data  editar remover


O rapper multimídia 50 Cent já tem uma rede de televisão, uma gravadora, uma rádio e uma produtora de jogos. Claro, egocentrista como é, ele não deixaria de tentar ao menos mais uma vez se tornar personagem de videogame. A primeira tentativa foi em 50 Cent: Bulletproof, que trazia a história de que o personagem era à prova de balas ??? uma das lendas a seu respeito afirma que ele levou mais de oito tiros e saiu vivo. Esse jogo foi um fracasso, e dizem as más línguas que ele comprou quase 200 mil cópias e para distribuir em seus shows. Agora ele prova que, se tiver as pessoas certas em sua equipe, pode, sim, ser um astro dos games.

Os manos
Esqueça diálogos bem construídos, roteiro decente, jogabilidade inovadora. Blood on the Sand é um dos jogos que não deve ser levado a sério. O lance é pegar 50 e seus manos e atirar para todos os lados, principalmente nos malucos que estão na tela. Só para ter uma ideia do que se passa no enredo, 50 faz um show em um país de quarto mundo, e o promotor não tem grana para pagá-lo. No lugar disso, o cantor recebe um crânio decorado com pedras preciosas. Aí, para piorar as coisas, o rapper é roubado no caminho de volta para casa por uma mulher estranha. Claro que ele vai atrás dela e de seu dinheiro.

O jogo é parecido com Uncharted, no qual o personagem usa paredes, carros e qualquer coisa para se defender dos disparos dos inimigos. O estilo de game segue bem no esquema de se esconder e atirar, mas tem uma pitada de The Club, em que você acumula bônus por mortes. Cada vez que mata alguém, adiciona um multiplicador para aumentar seus pontos. O jogo tem, ainda, partes de perseguição de carros, mas nada muito espetacular. Existem também confrontos com helicópteros, e os únicos chefes do jogo ??? os caras que eram para ser os grandes desafios ??? morrem com apenas um tiro na cabeça.

Teoricamente este é um game de parceria, mas seu parceiro, seja ele Lloyd Banks, Tony Yayo ou DJ Whoo Kid, não ajuda muito no abatimento dos inimigos no modo para um jogador. Se quiser auxílio, é melhor procurá-lo no modo cooperativo online.
Mas uma das coisas que há de sobra são palavrões, comumente proferidos pelos protagonistas. O número de impropérios é tamanho que existe um sistema de compra só para os rappers ganharem mais insultos. Também é possível adquirir mais armas, como lança-foguetes, escopetas e fuzis. O arsenal é tão grande que você ficará com medo de ir ao próximo show que 50 Cent fizer no Brasil. Vai que o cara tenha uma arma calibre 12 escondida no palco...

A trilha sonora é repleta de raps dos cantores da G-Unit, gravadora de 50, e combina com o título, embora não haja uma que seja utilizada em elementos-chave, como em confrontos com os chefes. Se você gosta, vai se sentir extasiado, se não gosta, ainda existe a boa e velha manha de usar sua própria trilha sonora presente no disco rígido de seu PlayStation 3 ou de seu Xbox 360.

Felizmente, 50 Cent: Blood on the Sand é infinitamente superior ao seu jogo anterior. Diverte principalmente na companhia de um amigo, mas não tenha grandes esperanças de salvar seu fim de semana. Esse é mais um dos games que vai para a lista ???melhor alugar??? do que comprar ??? deixe que isso o próprio cantor faça, afinal dinheiro é o que ele tem de sobra.


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