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Review de Dissidia: Final Fantasy para PSP de Top Games

por GameVicio, fonte Top Games, data  editar remover


Dissidia: Final Fantasy deixa os já manjados combates em turnos para seguir por uma trilha um pouco obscura.

Não é de se estranhar quando muitos dizem que Final Fantasy é uma das franquias mais rentáveis do mundo dos games, pois qualquer jogo com as duas palavras no início é capaz de provocar filas e mais filas na frente de lojas e bater recordes de vendas em pouquíssimo tempo (tudo bem, nem tudo é perfeito ??? Final Fantasy Mystic Quest, lançado para Snes em 1992, é um exemplo contrário ao que foi dito), tamanha a paixão dos fãs pela franquia.

Em um cenário onde inovar sempre é algo bem-vindo, não demoraria para que a Square Enix buscasse meios de renovar a sua ???menina dos olhos???, modificando um pouco aquilo que já foi visto por muitos no decorrer dos anos. Como resultado de uma dessas experiências temos em mãos Dissidia: Final Fantasy, que deixa os já manjados combates em turnos para seguir por uma trilha um pouco obscura, mas promissora, para a série: os jogos de luta.

Entre espadas e magias

A história de Dissidia: Final Fantasy tem como tema principal a luta entre duas entidades, Cosmos (deusa da harmonia) e Chaos (deus da discórdia). Cada um possui um motivo próprio para lutar pelo controle do mundo e, na tentativa de frustrar os planos adversários, reuniram os melhores lutadores para duelar entre si ??? por acaso, os principais heróis e vilões de todos os episódios de Final Fantasy, como Cloud, Squall, Cecil, Sephiroth, Kefka e Kuja. Passado algum tempo, algo dá errado no meio do confronto e os guerreiros do bem caem um a um após receberem um ataque vindo do lado adversário ??? é apenas uma questão de tempo para que o planeta seja dominado pela energia maligna, cabendo aos guerreiros do Cosmos reunirem-se novamente para colocar um basta na ???brincadeira???.
Obviamente, a história é apenas um tempero para o prato maior.

Dissidia: Final Fantasy é um jogo que acaba reunindo tudo o que um fã da série espera: sistema de evolução, compra de itens, Summons e golpes com os mais variados efeitos. Entretanto, mesmo aqueles que nunca deram bola para o RPG da Square conseguirão se divertir com o que é apresentado aqui.

No sistema de combate, algumas coisas foram modificadas para tornar tudo mais dinâmico: aqui não existem menus ou coisas do tipo, todas as suas ações, do ataque à defesa, são realizadas ao pressionar um ou dois botões.

Para chegar às batalhas propriamente ditas é necessário mover o personagem escolhido por um tabuleiro no qual estão à disposição inimigos, baús e alguns itens. Cada movimento é feito de acordo com os Destiny Points dados no início de cada estágio e respeitá-los acaba se tornando uma das maiores estratégias. O motivo? Ao concluir uma etapa com sobra de DPs, você será premiado com algum item ou dinheiro; caso ultrapasse o valor delimitado, há uma perda de pontos no final da sequência em questão.

Movimentações em tabuleiros à parte, tratemos daquilo que realmente interessa: os combates. Antes de tudo é válido dizer que há duas formas básicas de ataque: o normal e o Break. Enquanto o primeiro reduz os pontos de Bravery do oponente (diminuindo assim a força do Break adversário e aumentando a potência do seu), o segundo inflige danos diretos ao HP adversário. Quando o Bravery de algum oponente chega a zero, ele fica em estado de Break State, o que significa que um golpe de dano direto trará graves consequências àquele que for atacado.

Além destes, há também o EX Burst, considerado o ???festival de efeitos???: quando a barra roxa fica completamente preenchida é possível entrar em EX Mode pressionando R+quadrado. Ao fazer isso, basta atingir o oponente com um Break e seguir a série indicada para ver a energia vital do inimigo ser reduzida drasticamente. Podem parecer poucas as variações, mas acredite: elas se mostram eficientes para acrescentar desafios a cada luta.

Há ainda os elementos do cenário, que deixam tudo com um estilo um tanto Dragon Ball misturado com Matrix e a animação Tarzan, da Disney (!): é possível ???surfar??? em determinados pontos da tela para escapar de uma investida, correr por paredes ou voar/correr de uma plataforma a outra. Além disso, quando um inimigo o envia para os ares com um ataque ??? ou o contrário ???, os personagens realizam um verdadeiro balé enquanto atacam e esquivam, respeitando um máximo de três chances para cada um.

Mesmo com tais aspectos, Dissidia: Final Fantasy peca pela pouca variedade de cenários e por não possuir um modo Arcade similar ao que foi visto em outros títulos do gênero. Entretanto, existem tantas coisas para desbloquear (além de personagens para evoluir) que no fim das contas você nem se lembrará desses pequenos detalhes.

E os Summons?

Antes de se desesperar, uma boa notícia: os famosos Summons marcam presença em Dissidia: Final Fantasy, mas sem todos os efeitos e poderes conhecidos de outros jogos da série. Basicamente, aqui eles alteram o Bravery dos personagem ou causam alguns outros efeitos.


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