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Review de Puzzle Quest: Challenge of the Warlords para PSP de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Puzzle Quest: Challenge of the Warlords é um daqueles poucos jogos nos quais a mistura de dois gêneros é realizada com sucesso. Fica até mesmo difícil definir se o jogo é um RPG tradicional, com heróis viajando por um mapa colorido, ou se é um puzzle que define um jogo e outro dentro de uma história típica de RPGs japoneses. O resultado é um excelente, e viciante, jogo para os amantes de ambos os gêneros.

A Busca dos Quebra-Cabeças


Logo de início, o Puzzle Quest solicita que o jogador escolha uma dentre quatro classes para personagem clássicas da fantasia medieval: warrior (o guerreiro, que concentra habilidades que causam dano), wizard (o mago, com diversas magias ofensivas e defensivas), druid (o druida, protetor da natureza, com poderes que mudam o campo de batalha e dificultam as ações do adversário) e knight (o cavaleiro, uma espécie de guerreiro com poderes divinos que variam entre dano direto, defesa e auxílios diversos). Cada classe possui quatro desenhos (dois masculinos e dois femininos) para representar o personagem. Ao escolher uma classe e um desenho, basta acrescentar o nome e fica pronto o herói da história.

A tela de jogo em si contém o mapa com diversas cidades, torres e florestas, ou seja, os pontos que o personagem pode visitar. Cada cidade possui uma loja para compra e venda de itens, uma taverna para coletar informações e uma opção de selecionar ???quests??? -- as missões que o herói deve realizar ao longo do jogo. Algumas podem avançar a história, outras podem apenas fornecer recompensas, sendo opcionais. O jogo é bem longo, mesmo sem as quests opcionais, e tem uma história interessante que envolve elementos de fantasia medieval como elfos, magos, guerreiros, mortos-vivos, grandes e pequenos reinos, nobreza, bárbaros, monstros, calabouços e tudo o mais, sempre retratado no estilo anime. O personagem principal inicia a aventura como um aprendiz da classe que escolheu e, na medida em que a história se desenvolve, vai se envolvendo com reis, rainhas, uma força obscura e poderosa que planeja dominar a tudo, manobras políticas entre reinos e muitos combates, além de encontrar vários aliados e inimigos pelo caminho. Tanto o cenário da aventura quanto o enredo são interessantes. Nada de novo ou extraordinário, mas prendem a atenção.

Os puzzles servem como sistema de combate para o jogo, e funcionam parecidos com o conhecido Bejeweled, da seguinte maneira: existe um tabuleiro de 8x8 quadrados preenchidos com vários tipos de peças (gemas azuis, vermelhas, verdes e amarelas que representam mana ??? energia mística usada para ativar as habilidades especiais e magias de cada classe, caveiras que causam dano, moedas que fornecem ouro e esporos que fornecem pontos de experiência). ?? necessário, através da troca de lugar entre duas peças, formar grupos de 3 ou mais (verticalmente ou horizontalmente) para destruí-las e receber seus bônus ou causar dano ao adversário. Novas peças caem no lugar das que foram destruídas, renovando constantemente o ???campo de batalha???. Cada jogador (ou o jogador e o computador) jogam uma vez, e depois passam o turno pro oponente, e vice versa. Dentro deste pequeno paradigma, as mais complexas estratégias podem surgir, dado que o jogador precisa juntar mana para ativar suas habilidades especiais (que podem variar entre causar dano ao adversário, destruir todas as peças de determinado tipo, mudar certas peças de tipo ou lugar, etc.), impedir que o adversário junte as que ele precisa, causar dano para vencer o combate, ganhar experiência para avançar de nível e ouro para comprar equipamentos que lhe forneçam bônus e habilidades. Juntar 4 ou mais peças iguais dá direito a um novo turno antes do adversário, e o mesmo pode ocorrer caso as habilidades do personagem estejam bastante elevadas.

Cada adversário possui seus próprios poderes e fraquezas, além de certas especialidades. ?? possível prendê-los na cidade principal e utilizar alguns como montaria (auxiliando no combate) e aprender suas magias, através dos quebra-cabeças específicos de cada monstro.

Ao vencer combates, completar missões e avançar na história, o personagem vai recebendo pontos de experiência e ganhando níveis, podendo com isso aumentar seus atributos e tornar o combate menos difícil. Infelizmente, um dos defeitos do jogo surge quando o personagem está em níveis mais altos: seus elevados atributos tornam as partidas cada vez mais simples, até que os mais complexos adversários possam ser vencidos com um ou dois turnos, por pura sorte e elevados bônus. Isso tira o desafio e parte da diversão do jogo.

Os aliados que o herói vai conseguindo ao longo do caminho lhe fornecem, em tese, bônus especiais, como o primeiro deles, Darkhunter, que é capaz de causar 10 pontos de dano aos mortos-vivos antes mesmo do combate começar. Infelizmente, a versão do PSP tem um bug que simplesmente anula essas habilidades especiais, portanto, nenhum auxílio dos aliados poderá ser utilizado (mas os mesmos parecem funcionar corretamente nos outros sistemas que receberam o jogo, caso do PC e Nintendo DS). Apesar da perda, o defeito não atrapalha o bom andamento do jogo ou compromete a história, deixando apenas que certos pontos tornem-se um pouco mais complicados do que seriam com a ajuda dos aliados.

Treinar montarias funciona como um combate, porém, com uma quantidade limitada de turnos. Alguns monstros podem ser capturados vencendo um puzzle no qual deve-se limpar completamente a tela. Para criar novos itens ou novas magias, é necessário resolver apenas algumas partes específicas dos puzzles. Enfim, toda a mecânica do jogo gira em torno de variações no tema do puzzle principal de combate.

Existem muitos poderes e itens, e é possível levar apenas alguns deles para o combate, tornando cada personagem específico para o estilo de cada jogador. Somando-se essa grande quantidade de poderes especiais de cada classe àquelas que podem ser aprendidas com os monstros e às diversas habilidades que os itens podem fornecer, a customização dos personagens torna-se um desafio à parte, e uma diversão sem fim para aqueles que gostam de experimentar com diferentes combinações.

O Desafio dos Senhores da Guerra


A qualidade de Puzzle Quest é realmente elevada. Os gráficos estão limpos e impecáveis, e cada personagem, monstro e local possui ilustrações muito bem coloridas em estilo japonês.

O jogo consegue viciar, e não se torna moroso como alguns puzzles devido à temática de RPG e às variadas habilidades de cada adversário. Infelizmente, existem vários momentos nos quais ele se torna frustrante, e fica claro que o computador é capaz de identificar quais peças irão repor as destruídas e monta suas estratégias com isso em mente, podendo destruir muitos pontos de vida do jogador ou conquistar mana importante em poucos turnos. Como já dito, quando o personagem está em níveis elevados, também há a frustração de vitórias absurdamente fáceis.

A trilha sonora contém músicas boas e medianas, e todas se mesclam muito bem ao ambiente do jogo, sem parecerem repetitivas como na maioria dos jogos de puzzle.

Existem modos de jogo além do principal: um no qual o jogador pula a parte RPG do jogo e cai direto nos combates (puzzles) e outro no qual é possível disputar partidas com um amigo por conexão direta entre dois portáteis. Infelizmente, não há suporte para jogatina via Internet, ou o modo infraestrutura.


O Veredicto
: Puzzle Quest é um jogo viciante, com uma mistura de puzzle no estilo Bejewled e RPG que funciona. A aventura é bastante longa, e o sistema de jogo tem elementos suficientes para manter o interesse, seja pelo objetivo de terminar todas as quests, capturar monstros, fazer itens ou disputar partidas com os amigos. Apesar da versão para o PSP apresentar alguns bugs como os citados no texto, e também um que aparentemente pode corromper o arquivo de jogo salvo em algumas ocasiões, a qualidade no geral compensa o esforço.


Prós:

- Puzzle que dificilmente enjoa devido ao seu contexto de RPG;
- Estilo de jogo diferente e interessante;
- Centenas de horas de quests.


Contras:

- Partidas podem ficar extremamente frustrantes por ficarem muito difíceis ou muito fáceis;
- Diversos bugs encontrados na versão PSP.


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Outer Space
7/ 10
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