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Review de Call of Duty: Roads to Victory para PSP de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Pouco depois de Medal of Honor: Heroes ter saído para o PSP, a Activision não se conteve e prontamente anunciou uma seqüência de seu próprio jogo de Segunda Guerra Mundial ??? Call of Duty: Roads to Victory ??? para o portátil. E como parece acontecer com quase todos os jogos de tiro em primeira pessoa do portátil, CoD foi mais uma bala que realmente não atingiu seu alvo, mas, aparentemente, também não saiu pela culatra.

O chamado do dever


CoD: Roads to Victory segue a mesma fórmula de seus antecessores, colocando o jogador no controle de um soldado, que nesta versão pode ser americano, canadense ou inglês, durante a Segunda Guerra Mundial e guiando-o por diversas missões em campos de batalha espalhados pela Europa. As missões podem envolver recuperar documentos, explodir tanques e artilharias, retomar áreas, controlar as baterias de um bombardeiro, mas todas levam inevitavelmente à morte de centenas de nazistas por tiros de fuzis, metralhadoras, rifles de precisão e explosões de granadas e bazucas. Mais especificamente, os soldados de Roads to Victory têm o importante objetivo de livrar a França do controle alemão, e este se encontra separada em três pequenas campanhas, uma para cada uma das nacionalidades citadas acima.

A narrativa não é das mais brilhantes, e realmente não se destaca ao longo do jogo, tendo vários momentos nos quais o jogador pode até se questionar, entre um tiroteio e outro, que diabos ele estaria fazendo naquele local. Os diálogos parecem ter sido resumidos ao máximo e as vozes não convencem, apesar de haver alguma emoção nos pequenos intervalos dentro da missão quando os companheiros de pelotão pedem ajuda ou explicam alguma situação desesperadora. As missões são muito curtas, podendo ser finalizadas em no máximo 20 minutos cada uma, o que pode ser tanto positivo quanto negativo: positivo devido ao fato de ser um jogo para um console portátil e, portanto, as fases não podem ser muito longas para comportar uma partida rápida; negativo devido ao fato de o jogo ter ficado muito curto, e acabar deixando aquele gostinho de quero mais.

Os inimigos parecem estar mais preocupados com o bigode de seu Führer do que com seus fuzis, e podem ficar procurando alvos mesmo que alguns estejam próximos a eles ??? com a honrosa exceção dos nazistas em metralhadoras montadas nas trincheiras ou veículos, que não dormem em serviço e dão muito trabalho. Aliás, alguns dos momentos mais complicados do jogo consistem em descobrir o melhor caminho entre uma cobertura e outra para conseguir abater esses atiradores. Os aliados também não se destacam em sua I.A., e mais atrapalham o jogador do que ajudam, empurrando-o para o fogo inimigo ou entrando na frente de algum tiro, e eles são aparentemente ilimitados, surgindo sempre novos para ocupar o lugar dos (muitos) que morrem.

O jogador não tem uma barra de vida definida. Na medida em que o personagem vai recebendo tiros, a tela do PSP vai ficando avermelhada e indica que se busque por cobertura. Caso ele fique alguns segundos sem ser ferido, a tela volta ao normal e o soldado fica apto a receber toda a punição de novo. Explosões podem deixá-lo surdo, isto é, sumindo com o som do PSP -- outra boa sacada dos programadores.

Os cenários são muito bonitos e foram fielmente trazidos das versões para consoles maiores. Infelizmente, eles são bastante lineares e não permitem acomodar objetivos secundários como ocorre em jogos similares, nem uma exploração mais demorada. Ainda assim, cumprem bem seu papel e mostram que o poder de processamento do pequenino é realmente impressionante. O mesmo pode ser dito dos modelos dos personagens, armas, veículos e equipamentos: tudo muito bem renderizado, um verdadeiro show de visual, e o ponto mais forte do jogo. Em vários momentos, existem várias coisas acontecendo na tela, como nazistas atirando em aliados em um lado, um veículo chegando pelo outro e os companheiros do personagem principal convocando-o para invadirem uma dada edificação logo à frente. Em alguns destes momentos mais tumultuados ocorrem slowdowns no jogo, mas nada que vá realmente atrapalhar ou chatear.

Estradas para a vitória!?


Como era de se esperar, os controles não são muito ágeis ou confortáveis. Existem quatro diferentes combinações pré-estabelecidas, não sendo possível customizar cada uma das teclas individualmente. Basicamente, controla-se o movimento do personagem com o analógico e move-se a mira com os botões da direita do PSP (x, bola, quadrado e retângulo). O sistema de mira automática facilita um pouco a jogabilidade, mas ainda assim a curva de aprendizado é um pouco demorada e os controles nunca chegam a ser realmente eficientes.

Os efeitos sonoros do jogo são muito bons, desde os sons de tiros e explosões, passando pelos veículos e os barulhos de pessoas correndo e gritando pelo campo de batalha. O som é surround para quem usa fones de ouvido, e realmente impressiona em alguns momentos. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito da trilha sonora, extremamente sem graça, sem nenhuma composição que chame a atenção ou inspire o clima da guerra.

Além de alguns slowdowns, o jogo pode congelar em alguns momentos, forçando um reset no aparelho e ocasionando a perda de progresso no jogo, que é salvo apenas no final das fases. Apesar disso, existem diversos checkpoints durante as missões, mas os mesmos servem apenas para que não seja necessário reiniciar a fase caso o jogador seja morto. Caso seja necessário abandonar o jogo ou o mesmo dê problemas, todo o esforço para chegar até aquele ponto é desperdiçado.

Além do jogo single player, há um modo multiplayer bem sem sal, que só possui suporte para Ad Hoc (conexão direta) e permite no máximo seis jogadores nas modalidades de sempre, que vão do deathmatch ao capture a bandeira, e também um modo de extras que permite a visualização das armas e veículos apresentados no jogo, com descrições de cada um deles, além de diversos vídeos e, talvez os mais interessantes, wallpapers para usar no PSP, que são salvos na pasta de imagens. Este material bônus é destravado na medida em que o jogo vai sendo completado. Além disso, ao terminar as fases, o jogador é recompensado com medalhas de bronze, prata ou ouro, e os mais animados podem jogar qualquer uma delas novamente para tentar melhorar seu placar.


O Veredicto
: Call of Duty: Roads to Victory é o tipo de jogo que é interessante de se jogar, mas que não tem nenhum destaque. Sua longevidade, mesmo com o material extra, é muito curta, especialmente pela ausência de um modo multiplayer via internet, ou pelo menos uma conexão direta que suportasse mais jogadores, e o controle do PSP mais uma vez prova que nunca será suficientemente confortável para um tiro em primeira pessoa.


Prós:

- Lucky Thirteen, a missão mais inusitada, que toma lugar em um bombardeiro sob ataque;
- Gráficos belíssimos;
- Efeitos sonoros surround e de ótima qualidade.


Contras:

- Música chata;
- I.A. muito baixa;
- Não há saves dentro das fases;
- Muito curto.


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Outer Space
5/ 10
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