GameVicio Entretenimento: GameVicio | FlashVicio | Hhide.ME | ClubVicio | Fórum | Flow | MovieVicio

Review de Prince of Persia: Rival Swords para PSP de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Prince of Persia é o tipo de jogo que todo mundo conhece, tendo invadido os computadores lá pela década de 80, quando o príncipe ficava apenas pulando pelo palácio, escapando de armadilhas e espetando seus inimigos na ponta de sua espada para resgatar a princesa do malvado Vizir... Bom, pensando bem, pouca coisa mudou desde aquela época, a não ser pelas novas habilidades acrobáticas do príncipe, como correr pelas paredes e realizar certas manobras que desafiam a lógica e a gravidade.

Rival Swords não é um novo jogo do Príncipe da Pérsia (que a essa altura já deveria ser rei), mas um remake do excelente The Two Thrones, terceira parte da trilogia iniciada em The Sands of Time e continuada em Warrior Within, com alguns extras a mais e a solução de vários problemas presentes na primeira aparição do garoto persa no PSP em Revelations (também remake, dessa vez de Warrior Within). Aparentemente, apenas The Sands of Time não tem uma versão para PSP, mas talvez no futuro a trilogia completa possa ser apreciada no portátil, casa favorita de todos os remakes e continuações.

O Príncipe Ninja da Pérsia


A história de Rival Swords é continuação direta de Revelations, e mostra o príncipe retornando a Babilônia junto da Imperatriz do Tempo, salva por ele, em um barco. Em poucos instantes, eles são atacados e seu barco destruído. O príncipe chega quase afogado em uma babilônia destruída e povoada por estranhos seres com corpos humanos e cabeças de animais. Após pular, escalar, correr, arrastar-se e fazer todo tipo de firula pela cidade atrás da Imperatriz, que foi capturada pelas estranhas criaturas, o príncipe descobre que mexer com o tempo nem sempre é uma boa idéia...

O Vizir, seu grande rival, estava vivo, de posse da Adaga do Tempo e pronto para realizar um ritual que o tornaria imortal, em troca da vida da Imperatriz do Tempo. Aparentemente, após salvar a moça em Warrior Within/Revelations, o príncipe persa desencadeou um paradoxo temporal que nulificou suas ações em The Sands of Time, trouxe o Vizir de volta à vida e uma grande dor de cabeça aos jogadores que tentaram compreender a situação. Ao longo do jogo, ele reencontra pela primeira vez (!) alguns aliados e faz ou refaz várias ações, passando por uma Babilônia que ele mal conhece, repleta de armadilhas e desmoronamentos, e o que é pior, após um encontro com o Vizir, o príncipe é afetado pelas Areias do Tempo e nasce nele o Dark Prince (Príncipe Negro), que é uma espécie de dupla personalidade maligna. Muito mais poderosa, a personalidade torna o corpo do príncipe negro e cheio de tatuagens, e com uma corrente de cravos presa ao seu braço (aconteceu em um encontro com capangas do Vizir) para aterrorizar os adversários. Como se não bastasse o gêmeo maligno dentro dele mesmo, toda vez que o Dark Prince se manifesta a barra de energia começa a cair, literalmente matando o príncipe, que deve correr atrás de vitalidade e areias do tempo se não quiser morrer.

??, mexer com o tempo só traz dor de cabeça mesmo. E o príncipe insiste nisso. Ao adquirir a Adaga do Tempo, ele ganha diversos poderes, como o Recall (voltar no tempo), que permite que o jogador refaça alguma ação que deu errado, Eye of the Storm, que desacelera o tempo, permitindo ações mais precisas e cuidadosas em certos momentos, e até mesmo Winds of Sand e Sand Storm, combos capazes de matar todos os adversários na tela. São adições bem vindas ao arsenal do personagem, devido à dificuldade acima da média do jogo. Os poderes gastam ???contadores??? de Areia do Tempo, que pode ser encontrada em inimigos derrotados ou quebrando vasos, arcas e outras partes do cenário.

E por falar em combos, o príncipe continua habilidoso no uso das lâminas, contando com dezenas de golpes seqüenciais que variam entre armado com uma única adaga, com uma adaga e uma espada ou apenas com uma espada, e combinações disso com pulos, corridas pela parede, etc. Seu estilo de luta é bem acrobático, e os diversos finais de combos são bastante violentos. O combate nunca fica tedioso devido à grande variedade de inimigos e combos que podem ser usados para fatiá-los. Felizmente, há uma mecânica no jogo, o speed kill, que permite que o príncipe se esgueire por trás (ou por cima, ou por baixo, etc.) de seus adversários e os ataque furtivamente, iniciando uma espécie de cena na qual o jogador deve pressionar o quadrado no momento em que a adaga do personagem brilhar, matando instantaneamente qualquer adversário (até mesmo alguns chefes podem sofrer estes ???speed kills???).

Mesmo fora dos combates, a ação nunca acaba, pois o príncipe deve buscar caminhos entre os diferentes cenários do jogo escalando paredes e pilastras, abrindo portas através de alavancas e botões, correndo pelas paredes e cravando sua adaga em arestas para não cair de enormes alturas, esquivando-se de armadilhas, enfim, um passeio tranqüilo para o hábil persa, acostumado com essas coisas desde os anos 80. O problema é que cada cenário é uma espécie de puzzle gigante, nem sempre de fácil dedução, dependendo de muita paciência com a câmera e bom golpe de vista por parte do jogador. Em certos momentos do jogo, essa busca pelos caminhos é frenética, quer seja porque o cenário está desmoronando, ou por perigos naturais que irão alcança-lo caso não haja depressa ou mesmo por estar na forma de Dark Prince, com e energia se esvaindo.

As Espadas Rivais


Os controles do jogo felizmente respondem bem, atenção muito bem-vinda dos programadores em um jogo que necessita de precisão de movimentos para a solução dos cenários-puzzles. Os combos são desencadeados através de uma espécie de esmagamento de botões planejada, repetindo combinações que podem ser consultadas através de uma tela dentro do próprio jogo, e que também respondem muito bem.

Os gráficos estão estonteantes, praticamente idênticos aos da versão de PS2, e tanto os personagens quanto os cenários prendem a atenção devido aos seus inúmeros detalhes. Em alguns pontos é possível observar um ou outro serrilhado e algumas falhas, mas estes não chegam a prejudicar a beleza do jogo.

A parte sonora já não é tão primorosa, tendo efeitos especiais que parecem atrasados em relação a algumas cenas (isso quando algum slowdown não os elimina completamente) e alguns se tornaram meio estranhos na conversão. Aparentemente, este é um problema que veio desde Revelations, e a Ubisoft não teve muita preocupação em resolvê-lo. Já a música é extremamente adequada ao clima do resto do jogo, e ajuda a compô-lo com um belo coral.

Houve grande preocupação em diminuir os loadings do jogo, e estes, apesar de continuarem um pouco pesados e longos, estão muito melhores que os da versão anterior. Antes, era intolerável esperar, agora, é apenas inconveniente. Infelizmente, o jogo apresenta slowdowns em diversas partes, especialmente quando surgem armadilhas no cenário, ou quando se muda de área, causando bugs de som e atrapalhando o ritmo frenético da aventura.

Os save points e checkpoints estão generosamente distribuídos ao longo do percurso, possibilitando partidas mais casuais, um ponto super positivo, e extremamente necessário considerando-se ser este um jogo para um Playstation Portátil.

Rival Swords ainda conta com um modo de corrida de bigas, no qual o príncipe enfrenta capangas do Vizir para chegar ao ponto final vivo, e um modo multiplayer no qual os jogadores competem para ver quem consegue chegar ao final de um de três cenários primeiro, optando por três caminhos: um vermelho, mais rápido, porém mais difícil; um amarelo, de rapidez e dificuldade média; e um verde, simples, porém mais demorado. Juntos de algumas fases extras, adicionadas ao jogo principal de maneira fluida e sem parecer que foram colocadas de qualquer maneira, só para constar, estes extras já compensam uma nova jornada através da Babilônia.


O Veredicto
: A tradução de The Two Thrones do PS2 para o PSP foi feita de maneira primorosa. Apesar das limitações técnicas do hardware do portátil, muito pouco se perdeu na transição entre uma versão e outra, mantendo o excelente jogo quase intacto, ou até mesmo, um pouco melhorado pela adição de bom conteúdo inédito (especialmente as novas fases), que realmente justifica a mudança no subtítulo.


Prós:

- Ação frenética;
- Controles intuitivos e de excelente resposta;
- História interessante e que finaliza uma bela trilogia com chave de ouro;
- Belos gráficos.


Contras:

- Slowdowns constantes;
- Bugs sonoros incômodos.


Nenhum comentário

comments powered by Disqus
Outer Space
7/ 10
Média da crítica
Média dos usuários
Sua nota

Sobre o colaborador

avatar de Guimephiles
©2016 GameVicio