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Review de Theme Park para DS de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


A maior parte das pessoas pode não se lembrar, mas em 1994 aparecia no PC um título que seria inspirador para todo um gênero. A partir da simples e divertida idéia de criar e gerenciar um parque de diversões, Peter Molyneux criava Theme Park, que foi um dos primeiros jogos de simulação econômica a fazerem sucesso comercial.

O Theme Park de DS é bem fiel à versão de PC, e até mesmo os gráficos são os mesmos do jogo de 13 anos atrás. ?? fato que existem algumas pequenas mudanças visando as vantagens e desvantagens do portátil, mas parece que a idéia do título é mesmo apenas trazer um clássico para as duas telas do DS.

Mais sal na batata frita


Como o Theme Park original é bem antigo, é possível que muitos não conheçam, não jogaram, ou mesmo não se lembrem de como funcionava o jogo, mas esse é um ponto fácil de ser explicado. Na verdade, a simplicidade e a facilidade são as maiores qualidades de Theme Park, e também são esses os atrativos que deixam o jogo compatível com o formato portátil.

No principio, o jogador recebe um grande pedaço de terra na Inglaterra e uma missão: construir um parque que alcance um valor grande o suficiente para ser vendido, para que o jogador possa comprar outro pedaço de terra em algum outro lugar do mundo, construir outro parque, vende-lo e assim por diante. Essa é uma característica marcante em Theme Park: ao contrário da maior parte dos jogos de simulação similares, como Sim City e grande parte da série Tycoon, Theme Park conta com uma estrutura clara e bem definida de fases, e não um final aberto e infinito. E apesar de o jogador contar com a possibilidade de não vender seu parque e continuar com ele para sempre, essa opção é sempre menos divertida que começar um novo negócio do zero em outra parte do mundo.

Para construir seu parque, o jogador começa com uma elevada quantia de dinheiro que deve ser investida em lojas, trilhas de asfalto, pesquisas, salários e principalmente, brinquedos. Tudo no jogo é comandado por uma agradável interface na tela sensível a toque do DS, que também é usada para posicionar objetos e construções no parque. O sistema funciona muito bem em quase todas as ocasiões, mas falha em um ponto crucial: para desenhar caminhos de asfalto, trilhas de filas dos brinquedos, e até mesmo os percursos de brinquedos como a montanha russa, a stylus funciona de forma bem grosseira: tão logo o jogador toca a tela, o tipo de caminho aparece lá, sem nenhuma confirmação extra. Isso é bem desconfortável, pois muitas vezes os jogadores podem acabar desenhando o que não querem, perdendo tempo e dinheiro com isso. Uma opção boa para isso seria fazer com que inicialmente fosse possível desenhar na tela o caminho desejado, para depois confirmar ou negar como acontece com o posicionamento dos brinquedos.

Mas a exceção desse pequeno contraponto, a interface do DS caiu como uma luva em Theme Park, que ficou ainda mais amigável para iniciantes. E para facilitar a vida destes, no começo o jogador deve escolher um conselheiro que irá guiá-lo em todas suas tarefas, falando o tempo todo o que deve ou não ser feito. Apesar de um pouco chato, é uma ótima ajuda para quem não tem nenhuma noção de economia básica de videogames. E também é o conselheiro que indica quais são as melhores atrações para o começo de jogo. A principio, são poucas as opções de lojas, atrações e decorações disponíveis para o parque, mas tão logo o administrador comece a investir parte de sua renda em pesquisas, o leque vai se expandido rapidamente.

Além de construções e pesquisas, existe outro elemento que deve tomar a atenção: a contratação de funcionários para o parque, que envolve essencialmente engenheiros, faxineiros, seguranças e um punhado de pessoas fantasiadas para entreter os visitantes. Gerenciar esses empregados é relativamente fácil, mas no começo, os mesmos trabalham de forma bem ineficiente e é preciso investir um pouco no treinamento destes.

Mas o que é realmente engraçado em Theme Park é o gerenciamento dos pequenos detalhes. Escolher a quantidade de açúcar no sorvete ou quantas pessoas podem entrar de cada vez no pula-pula parecem detalhes bobos, mas podem ser usados para montar divertidos combos capitalistas: o mais clássico deles é colocar mais sal nas batatas-fritas para poder vender refrigerantes mais caros (algo que as churrascarias adoram fazer com a carne), ou então aplicar mais cafeína nos chás para deixar os garotos mais animados com o parque (e corre o boato que eles podem ficar viciados).

?? moda antiga


Os gráficos de Theme Park são exatamente os mesmos que os de 1994, mas talvez por algum tipo de limitação da memória do DS, ou opção dos programadores, alguns detalhes interessantes desapareceram, como os visitantes carregando balões ou guarda-chuvas comprados no parque. E uma limitação originada na versão de PC persiste no DS, mas essa pode ser considerada uma opção de estilo: não é possível girar a câmera ou construções no jogo, os visuais são no mais puro 2D. Uma grande limitação da versão de Nintendo DS está no fato de que não existem mais cenas de corte em computação gráfica para os brinquedos, que davam ao jogador a sensação de estar visitando suas atrações.

Mas a maior limitação está no fato de que é possível manter apenas um jogo salvo por vez, que é bem ruim para quem queira montar mais de um parque simultâneo. E o defeito consegue ser pior ainda se for levado em conta que caso o jogador salve em um ponto ruim, não existirá nenhum outro jogo salvo melhor para ser carregado, restando apenas a opção de recomeçar.

Ainda sobre limitações, podemos comentar sobre o esboço do modo multiplayer de Theme Park, que permite que uma pessoa mostre seu parque para outra pessoa que também possua um cartucho de Theme Park, e um DS. Além de ser bem dispensável e tedioso, é bem mais fácil para o tal jogador orgulhoso de seus feitos deixar que seus colegas vejam seu parque no seu próprio portátil, pois daí eles não precisarão possuir um DS ou um Theme Park. E, além disso, ver como seus amigos estão progredindo no negócio de parques virtuais não é exatamente divertido. Se a memória gasta com esse ???multiplayer??? fosse usada para que os visitantes do parque pudessem carregar balões, com certeza teria sido melhor aproveitada.


O Veredicto
: Refazer um sucesso de 13 anos atrás no Nintendo DS pode até ser uma ótima forma de reaproveitar um jogo ultrapassado, mas alguns deslizes da EA impedem que Theme Park para DS repita o êxito da versão original de PC. Além do fato de que muito aconteceu nesses 13 anos que se passaram, e a idéia de construir um parque temático já não causa o mesmo impacto que antigamente. Ainda assim, Theme Park é um bom passatempo para o DS, e sua simplicidade combina com o estilo do portátil.


Prós:

- Simples, prático e divertido;
- Bem fiel ao original;
- Viciante; Pode entreter por horas;


Contras:

- Multiplayer dispensável;
- Só um jogo salvo por vez;
- Ausência das cenas de corte dos passeios nos brinquedos;


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Outer Space
6/ 10
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