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Review de Final Fantasy Anniversary Edition para PSP de Outer Space

por Guimephiles, fonte Outer Space, data  editar remover


Final Fantasy é um jogo que dispensa quaisquer apresentações. Um dos mais famosos RPGs do mundo, já se encontra em sua décima segunda continuação, sem contar os spin-offs e jogos baseados em seu sistema, incluindo uma versão online e jogos de estratégia. Tantos anos de sucesso não poderiam passar em branco e a Square, produtora do jogo, presenteia os sortudos donos de um PSP com a edição de aniversário de 20 anos de Final Fantasy I, o jogo que iniciou uma nova era para os RPGs de videogame e salvou sua empresa da falência.

A Fantasia Final


Quando quatro aventureiros, portando estranhos cristais, apareceram na cidade de Corneria, eles deram início a uma história que mudaria todo o seu mundo, e o dos videogames também. O nome Final Fantasy não surgiu à toa. Enfrentando dificuldades financeiras, a Square, que produzia jogos para o antigo NES de 8 bits que não faziam sucesso, fez sua última aposta ao lançar um jogo de fantasia para concorrer com o então novo Dragon Quest. Caso ele fosse bem-sucedido, a empresa continuaria. Caso contrário, a Square seria fechada. O sucesso de sua Fantasia Final foi estrondoso, e o pequeno jogo trouxe a empresa de volta à vida.

FF1 nos conta a história dos quatro Light Warriors (Guerreiros da Luz), portadores dos quatro cristais que mantinham o equilíbrio no mundo, em sua busca pela fonte do mal e da escuridão que assolam sua terra. Anunciados por uma profecia, eles seriam os salvadores de um mundo no qual o vento parava, o mar se agitava, e a própria terra apodrecia... Sua missão é a de destruírem esta corrupção, permitindo que o mundo volte à luz e haja paz, até que novos Light Warriors sejam convocados.

Para que consigam realizar suas façanhas, o jogador deverá conduzi-los através de vários labirintos, sejam eles castelos amaldiçoados, cavernas enfeitiçadas, montanhas perigosas, etc. Cada local tem algum objetivo, e quer seja resgatar uma princesa em apuros ou conseguir uma poção mágica capaz de despertar o rei dos elfos em Alfheim, tudo é grandioso, e os personagens são verdadeiros heróis da fantasia.

O jogo é voltado para a evolução dos personagens através do combate contra centenas de criaturas diferentes, conquistando pontos de experiência para que eles avancem de nível ou moedas de ouro para adquirir novas armas, armaduras, itens e magias com os quais conseguirá derrotar monstros ainda mais poderosos e vencer os labirintos. Este aspecto do jogo é o mais relevante nesta primeira edição de FF, suplantando até mesmo a história e diálogos, que se tornam cada vez mais envolventes nos jogos seguintes.

Os elementos de fantasia se iniciam na escolha das classes (profissões dos personagens): Warrior (guerreiro), poderoso lutador capaz de usar as mais poderosas armas e armaduras; Monk (monge), lutador de artes marciais que causa grandes danos com as próprias mãos; Thief (ladrão), combatente astuto e ágil; Black Mage (Mago Negro), especialista em magias de dano; White Mage (mago branco), especialista em magias de proteção e cura; Red Mage (mago vermelho), além de lutador mediano, é capaz de utilizar magias brancas e negras de níveis mais baixos. Cada classe, em um dado momento do jogo, ainda sofre uma melhoria, ganhando novas habilidades. As combinações entre magias, armas e itens determinam o sucesso ou fracasso em determinadas batalhas, especialmente contra os dificílimos chefes.

As outras raças que habitam o mundo são representadas pelos anões e elfos, que são aliados dos humanos, e por monstros como os goblins, gigantes, centauros, minotauros, e toda uma gama de criaturas fantásticas saídas de mitologias diversas.

Enfim, FF1 tem um toque clássico de fantasia desde seu nascimento, e ainda mais clássico hoje, por ser um dos precursores da maneira japonesa de fazer RPGs.

Edição de aniversário, de natal, de ano novo...


Final Fantasy 1 é provavelmente um dos jogos que teve mais remakes por aí, passando pelos seguintes consoles: MXS, WonderSwan Color (videogame portátil de pouco sucesso), Playstation, Gameboy Advance, e agora para o PSP. Contando a versão original para NES, foram 6 versões somente do primeiro jogo da série. Haja sucesso!

A versão de 20o aniversário possui belos gráficos, porém muito aquém do que poderia ser realizado em uma plataforma poderosa como o PSP. Lembram os gráficos em bitmaps da era 16-bits, com alguns efeitos de luz e sombra que renovam os cenários de maneira razoável. Em alguns momentos do jogo surgem belas cenas em CG, com animação tridimensional de ponta -- essas sim utilizando todos os recursos do PSP. Infelizmente, estas animações são raras, mas uma delas pode ser conferida assim que o jogo é iniciado. Alguns jogadores podem até ficar desapontados ao assistirem a uma linda disputa entre um guerreiro e um enorme dragão vermelho, para logo depois iniciarem um jogo de imagens simples demais. Por um lado, os gráficos simples remetem a um clima mais clássico, mas por outro, um remake como o de Final Fantasy 3 para o Nintendo DS, com gráficos 3-D atualizados, tem muito mais charme.

A parte sonora foi caprichada. As músicas parecem ter sido orquestradas e passam um clima épico ímpar. Cada cidade ou labirinto tem seu próprio tema, alguns inclusive regravados em versões mais atuais da série. Os efeitos sonoros, apesar de simples, são eficientes, e lembram realmente os da primeira versão para o NES, porém, com melhor definição e qualidade.

O efeito clássico do jogo foi mantido também nas animações de magias e ataques, muito parecidas com as originais, porém agora com transparências, alguns poucos efeitos 3-D, milhões de cores a mais e alta definição. Houve mudanças também no sistema de magias, muito criticado antigamente, que agora foi reorganizado para usar MPs (Mana Points, energia mágica) ao invés de Spell Slots (os magos podiam usar apenas uma quantidade limitada de magias de cada nível antes de descansarem, o que dificultava as coisas).

O labirinto acrescentado na versão Dawn of Souls (para GBA) permanece nesta edição, além de um novo, Labyrinth of Time, que conta com chefes de diversas outras versões do jogo e uma jogabilidade frenética: ao adentrar o labirinto, todos os personagens começam a perder seus pontos de vida, e em certos momentos é necessário abandonar alguns comandos dos menus de combate (como usar magias ou itens) para continuar lá sem que todos morram.

A evolução dos personagens toma muito tempo, mas o jogo pode ser terminado em pouco mais de 10 horas com alguma dedicação. As novas dungeons acrescentam mais algumas horas, contando com curiosidades como novos itens e chefes dificílimos de serem derrotados.

Não há outros modos de jogo além do principal de prosseguir com a história, e o jogo conta com um bestiário (onde é possível visualizar todas as criaturas derrotadas) e um modo de teste de som.


O Veredicto
: FF1 envelheceu mal. ?? um jogo um tanto sem sal perto das grandes histórias contadas nos RPGs de hoje, mas considerando ser um título da era 8-bits, é engenhoso e divertido. Os gráficos e sons atualizados, mais o novo labirinto, não são motivos suficientes para a compra de uma nova versão, mas para os fãs da série deve ser um item imperdível de qualquer forma.


Prós:

- Clássico dos clássicos;
- Belíssima trilha sonora;
- Novo labirinto conta com remakes de vários chefes clássicos de Final Fantasy 1-6.


Contras:

- Gráficos decepcionantes, apesar de bonitos;
- Muito curto, e não possui extras para aumentar sua longevidade;
- FF1 e FF2 serão vendidos como jogos separados, ao contrário do remake para GBA (Final Fantasy: Dawn of Souls), no qual os dois jogos vieram juntos.


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